Prevenção ao bullying em Patrocínio: Nape leva a Liga da Empatia e mudas à Escola Lourdes Lúcio Tambelini
Palestras, dinâmicas e rodas de conversa trataram de respeito e conflitos. No Brasil, 27,2% dos estudantes relatam humilhação repetida, diz o IBGE.

Uma ação de prevenção ao bullying em Patrocínio (MG) levou palestras, dinâmicas e rodas de conversa aos alunos da Escola Municipal Lourdes Lúcio Tambelini, no Projeto Guri II, nesta quarta-feira (4). A atividade foi organizada pela Secretaria Municipal de Educação, por meio do Núcleo de Apoio às Escolas (Nape), e terminou com a entrega de mudas de plantas aos estudantes.
O tema escolhido foi “A Liga da Empatia: Revelando os Superpoderes Ocultos”. A ideia, segundo a Prefeitura, era tratar de respeito às diferenças, empatia e resolução pacífica de conflitos com uma linguagem próxima da das crianças, a dos super-heróis, em vez de uma aula expositiva.
Como foi a ação na escola
A programação teve três formatos. Nas palestras interativas, a equipe do Nape explicou o que é bullying e como ele aparece no dia a dia da escola, do apelido que humilha à exclusão de um colega das brincadeiras. Nas dinâmicas, os alunos foram chamados a se colocar no lugar do outro. Nas rodas de conversa, puderam contar situações que viveram ou presenciaram.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A Secretaria Municipal de Agricultura também participou e doou mudas aos estudantes e à equipe. Na explicação da Prefeitura, a muda entrou como comparação: a planta precisa de cuidado para crescer, e a convivência entre colegas também.
A Prefeitura não informou quantos alunos participaram, quais turmas foram atendidas nem se a mesma ação vai ser levada a outras escolas da rede municipal. A Folha vai atualizar esta matéria se a Secretaria de Educação divulgar esses dados.

O que é o Nape
O Nape, Núcleo de Apoio às Escolas, é ligado à Secretaria Municipal de Educação e é a equipe que leva às unidades da rede ações como a da Escola Lourdes Lúcio Tambelini, sobre convivência e respeito entre os alunos.
A rede municipal tem levado outras atividades às escolas e creches. Em outubro, a Secretaria de Educação entregou o selo de alfabetização a professoras da Educação Infantil e dos anos iniciais, e em novembro levou uma contação de histórias a uma creche do bairro São Vicente.
Alpha for MenPrevenção ao bullying em Patrocínio e no país
Na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024, do IBGE, 27,2% dos estudantes disseram ter se sentido humilhados por provocações de colegas duas vezes ou mais nos 30 dias anteriores à entrevista. Entre as meninas, o índice chegou a 30,1%; entre os meninos, a 24,3%. Os motivos mais citados foram a aparência do rosto ou do cabelo (30,2%) e a aparência do corpo (24,7%). Na mesma pesquisa, 13,7% dos alunos admitiram ter praticado bullying no período.
A lei brasileira trata do assunto desde 2015. A Lei 13.185, de 2015, criou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática e define bullying como violência física ou psicológica intencional e repetitiva, praticada sem motivação evidente por uma pessoa ou grupo contra alguém, para intimidar ou agredir. A lei obriga escolas, clubes e agremiações a adotar medidas de conscientização, prevenção e combate.
Em 2024, a Lei 14.811 levou o bullying para o Código Penal, como crime de intimidação sistemática. A versão praticada pela internet, o cyberbullying, tem pena maior. No caso de menores de idade, quem pratica o ato responde pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, com medidas socioeducativas.
Quando a agressão vai além da escola
Patrocínio já teve casos recentes que mostram como a convivência escolar pode virar caso de polícia. Em setembro, a Polícia Civil abriu investigação sobre imagens de alunos de um colégio manipuladas por inteligência artificial. No Congresso, um projeto que pode tirar benefício social da família do aluno que agride professor está parado.
A prevenção ao bullying em Patrocínio, em ações como a do Nape, trabalha com alunos mais novos, antes que a provocação vire hábito. A própria Lei 13.185 prevê que as escolas orientem pais e familiares e capacitem os professores para identificar os casos. Para o aluno, o caminho é contar a um professor, à coordenação ou à família, e quem presencia pode ajudar não rindo nem compartilhando a agressão.
Onde pedir ajuda
Pais e responsáveis que identificarem sinais de bullying, como o filho que passa a evitar a escola, volta com material rasgado ou fica isolado, podem procurar primeiro a direção da escola, que é a porta de entrada da prevenção ao bullying em Patrocínio. Na rede municipal, a Secretaria de Educação pode acionar o Nape. O Conselho Tutelar de Patrocínio atende casos que envolvem violação de direitos de crianças e adolescentes, e agressões graves ou ameaças podem ser registradas na Polícia Civil.
Casos de violência contra crianças também podem ser denunciados pelo Disque 100, o Disque Direitos Humanos, que funciona 24 horas, todos os dias, e aceita denúncia anônima.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




