Lula no Sírio-Libanês: presidente faz exames de rotina em SP após a eleição e deve voltar a Brasília na quarta
A Secom diz que os exames estavam marcados desde antes do 2º turno. Até a noite, o hospital não tinha boletim, e a equipe negou relação com a rouquidão.

Lula no Sírio-Libanês outra vez: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 81 anos, viajou de Brasília a São Paulo no fim da tarde desta terça-feira (3) para fazer exames de rotina no hospital, na unidade da Bela Vista. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), os exames estavam marcados para depois da eleição, e a volta a Brasília está prevista para a manhã de quarta-feira (4).
A avaliação é acompanhada pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, que cuida da saúde de Lula há décadas, e pela médica da Presidência Ana Helena Germoglio. Até a noite desta terça, o hospital não tinha divulgado boletim médico, e a Presidência não falou em internação nem em novos procedimentos.
O que se sabe sobre os exames de Lula no Sírio-Libanês
O Planalto trata a ida ao hospital como parte do acompanhamento médico normal do presidente, e não como emergência. A equipe médica negou que os exames tenham relação com a rouquidão que Lula teve na reta final da campanha. Ele cancelou uma transmissão ao vivo e reduziu as falas em público para poupar a voz. No domingo (1º), num vídeo nas redes sociais, disse que tinha ficado a semana inteira sem voz e que estava se recuperando.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.No mesmo vídeo, o presidente afirmou que vai cumprir as promessas de campanha e que nenhum programa social será cortado no quarto mandato, num momento em que circulam dúvidas sobre corte no Bolsa Família. Reeleito no segundo turno de 25 de outubro, Lula tem viagem marcada para a próxima semana: a Turquia, onde acontece a COP31, a conferência do clima da ONU, e depois as Filipinas, como a Folha mostrou ao detalhar as viagens de Lula previstas para novembro. Até agora, o governo não anunciou mudança nesses planos por causa dos exames.
O último check-up anual do presidente foi feito no mesmo hospital, em 8 de março deste ano. Na época, o boletim do Sírio-Libanês informou que todos os exames estavam dentro da normalidade.

O histórico de saúde do presidente
A relação de Lula com o Sírio-Libanês é antiga. Foi lá que ele tratou um câncer na laringe em 2011, com quimioterapia e radioterapia, e os médicos confirmaram a remissão da doença em 2012. Em 2023, o presidente operou o quadril. Em dezembro de 2024, passou por uma cirurgia para drenar um hematoma na cabeça, consequência de uma queda que tinha sofrido em outubro daquele ano no Palácio da Alvorada.
Alpha for MenEm 2026, Lula tratou um carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele, no couro cabeludo. A lesão foi retirada, e as sessões de radioterapia preventiva terminaram em junho. Neste ano ele também operou a catarata do olho esquerdo. O olho direito já tinha sido operado em 2020.
SUS no discurso, hospital privado no tratamento
A escolha do hospital voltou a render comentários nas redes sociais. O Sírio-Libanês é privado, um dos mais conhecidos do país, e costuma atender empresários, políticos e pacientes de alto poder aquisitivo. Lula, por sua vez, faz da defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) uma das bandeiras do governo e da campanha, e usuários apontam nas redes a contradição entre esse discurso e a opção por uma instituição particular de alto padrão.
O hospital é filantrópico e participa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, o Proadi-SUS, no qual entidades de saúde trocam isenção de impostos por projetos de capacitação, pesquisa e atendimento para a rede pública. O atendimento de Lula, porém, é feito na estrutura particular, a mesma que já recebeu presidentes e políticos de outros partidos.
Nem a Secom nem o hospital informaram quanto tempo os exames vão durar nem quais procedimentos estão na lista. A Folha vai atualizar esta reportagem quando o boletim médico sair.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






