Copom decide a Selic na quarta (4) com o juro em 13,75% e o dólar em alta: mercado está dividido
Depois de cinco cortes seguidos, o BC pode pausar. Dez de 18 economistas esperam manutenção, e a decisão sai no fim da tarde de quarta.

O Copom decide a Selic na quarta-feira (4), com a taxa em 13,75% ao ano e o dólar em alta desde o segundo turno. O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta terça (3) e amanhã, e o resultado sai no fim da tarde de quarta, depois do fechamento do mercado. A dúvida é se o BC faz o sexto corte seguido ou pausa a queda por causa do câmbio e da incerteza fiscal. Entre os economistas, a divisão é quase meio a meio.
Onde está a Selic hoje
A série oficial do Banco Central mostra o caminho do ano. A Selic começou 2026 em 15% ao ano e caiu para 14,75% em março, 14,50% em abril, 14,25% em junho, 14% em agosto e 13,75% em 17 de setembro. São cinco cortes de 0,25 ponto, e a pergunta desta semana é se vem o sexto. A taxa é a referência para o financiamento, o cartão, o cheque especial e o rendimento da renda fixa, e por isso a decisão chega ao bolso de quem tem dívida e de quem investe.
O que pesa na decisão do Copom
O principal motivo da cautela é o dólar. Depois do resultado do segundo turno, a moeda americana disparou e fechou a semana passada em R$ 5,42, pela cotação de referência do BC (a PTAX de 30 de outubro). Dólar mais caro encarece produtos importados e combustíveis e tende a empurrar a inflação para cima, o que costuma segurar o corte de juros. A Folha acompanhou a queda da bolsa e a alta da moeda em Ibovespa desde a reeleição de Lula cai 17,5% em quatro pregões, e dólar volta a subir.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O boletim Focus, que reúne as projeções do mercado e é divulgado pelo Banco Central, mostra o efeito. Entre 29 e 30 de outubro, a mediana para o dólar no fim de 2026 saltou de cerca de R$ 5,07 para cerca de R$ 5,34, e a projeção da Selic para dezembro subiu de 13,25% para 13,50%. Os números vêm do boletim Focus do Banco Central. Na terça (3), o dólar operava em alta antes da decisão, segundo as cotações de mercado da manhã, e a Folha não tinha o fechamento do dia até a publicação desta reportagem.
Entram na conta ainda as eleições legislativas dos Estados Unidos, realizadas nesta terça (3) e citadas por analistas como fator de volatilidade para o câmbio, e a dúvida sobre a política fiscal do próximo mandato. O Itaú, por exemplo, já cortou a projeção de crescimento do ano que vem, como mostra a matéria Itaú corta o PIB de 2027 para 0,5% e pesquisa com o mercado já vê inflação de 5,3%.
Como o mercado está dividido
Um levantamento da Bloomberg com 18 economistas, feito de 27 a 29 de outubro e relatado pela imprensa financeira, mostrou dez esperando a manutenção da Selic em 13,75% e oito ainda projetando corte para 13,50%. Oito deles abandonaram a aposta no corte depois da eleição. Nas opções de Copom negociadas na B3, em 28 de outubro, a chance de manutenção era de 66,5%, contra 32% para um corte de 0,25 ponto. Esses números mudam a cada dia, e nenhum deles é decisão: quem decide é o comitê.
O que muda para o bolso nos dois cenários
Se o Copom mantiver a Selic em 13,75%, o crédito continua caro e o rendimento da renda fixa segue alto, o que favorece quem guarda dinheiro e pesa para quem financia carro, imóvel ou capital de giro. Se houver o corte de 0,25 ponto, a queda é pequena e demora para chegar às taxas do banco, que dependem também do risco de cada cliente. Em qualquer dos dois casos, o efeito para o consumidor é gradual, e quem tem dívida no rotativo do cartão ou no cheque especial deve olhar a taxa que está pagando, e não só a Selic. O Procon Municipal de Patrocínio atende o consumidor que tem dúvida sobre cobrança de juros ou sobre contrato de financiamento.
Alpha for MenPara o produtor rural da região, que financia custeio e máquinas, juro alto e dólar em alta apertam o custo de produção ao mesmo tempo. O aperto aparece também na indústria: a Folha registrou a situação das empresas menores em Pequenas indústrias têm a pior situação financeira em cinco anos.
O que o governo disse sobre juros
No campo político, a discussão sobre juros voltou à mesa. O economista Lara Resende propôs uma Selic de 7,5% em 12 meses, mas integrantes do governo disseram que não há reunião marcada dele com o presidente, como a Folha mostrou em Lara Resende propõe Selic a 7,5% em 12 meses, mas não há reunião marcada com Lula. A decisão sobre a Selic cabe ao Copom, que tem autonomia legal em relação ao governo.
Quando sai a decisão e onde conferir
O comunicado do Copom é publicado no site do Banco Central logo depois do fim da reunião, e a página do Copom traz o calendário e as atas anteriores. A ata da reunião sai na terça-feira seguinte e detalha como cada diretor votou. A Folha atualiza esta reportagem com o resultado da Selic e com o fechamento do dólar assim que forem divulgados.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




