Jantar de homenagem a Janones reúne Anitta e Grazi Massafera na casa de Caetano Veloso: o que o cartaz mistura
O jantar para Janones foi na terça (27), mas o cartaz que circula junta o acordo com a PGR e a medida protetiva sem dizer que nenhum dos dois é condenação.

O jantar de homenagem a Janones, na casa de Caetano Veloso e Paula Lavigne, no Rio de Janeiro, reuniu artistas e o deputado federal André Janones (Rede-MG), o “general” do Exército do Lula. Anitta, Grazi Massafera e Sophie Charlotte estavam entre os convidados, segundo as reportagens que registraram o encontro. O jantar foi na terça-feira (27), dois dias depois da reeleição de Lula, e voltou às redes com um cartaz que lembra que Janones fez um acordo com a Procuradoria-Geral da República por “rachadinha” e que uma ex-companheira dele obteve medida protetiva. A Folha conferiu cada ponto, e o que o cartaz resume sem contexto está explicado abaixo.
O que se sabe sobre o jantar para Janones
O encontro aconteceu na residência do casal Caetano e Paula, depois do segundo turno, e teve a homenagem a Janones como motivo. Além de Anitta, Grazi Massafera e Sophie Charlotte, as listas publicadas citam a atriz Dira Paes, o ator Marcello Novaes e a apresentadora Giovanna Nader. Os nomes variam um pouco de uma reportagem para outra, e a Folha não teve acesso a uma lista oficial de convidados. Participantes divulgaram fotos e mensagens de agradecimento pela atuação durante a campanha.
O motivo da homenagem é a mobilização digital pela reeleição de Lula. Janones criou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que passou de 10 milhões de participantes na campanha, e no discurso da vitória, no domingo (25), o presidente o chamou de “nosso general”. A Folha já mostrou o peso do canal em Lula diz que vai falar pelo canal do Janones, sem a interpretação da imprensa e em live de Janones passa de 300 mil pessoas ao vivo. O resultado da eleição está em Lula é reeleito presidente do Brasil.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A crítica do senador Márcio Bittar
O senador Márcio Bittar (PL-AC) criticou o jantar em publicação nas redes. Ele disse reconhecer o direito de Caetano de receber quem quiser, mas contestou a celebração em torno de Janones e a presença de artistas com grande alcance. Citou a medida protetiva da ex-companheira do deputado e afirmou que, “se for do lado do mesmo time”, o tratamento seria diferente. É a opinião de um senador de oposição, e não um fato apurado. A Folha não localizou resposta de Caetano, Paula Lavigne, Anitta ou Janones a essa crítica.
O que é a “rachadinha” do cartaz
O cartaz diz que Janones “admitiu” a rachadinha. Em março de 2025, ele firmou com a PGR um acordo de não persecução penal, e o texto foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. No acordo, ele se comprometeu a devolver R$ 131,5 mil à Câmara dos Deputados e a pagar R$ 26,3 mil de prestação pecuniária, o equivalente a 20% do dano. A PGR afirma que ele “admitiu expressamente” os fatos, que envolvem um cartão de crédito pedido a um assessor em 2019 para pagar despesas pessoais. O próprio Janones disse que o acordo não implica confissão de culpa. Os dois lados constam do registro da Gazeta do Povo sobre o acordo.
Em 10 de setembro de 2026, a PGR informou ao STF que ele pagou tudo, num total de R$ 157,8 mil, e pediu a extinção da punibilidade, como noticiou a Itatiaia. A Folha não encontrou a decisão final de Fux sobre esse pedido. Acordo de não persecução penal evita a denúncia e o processo, e por isso não equivale a uma condenação.
A medida protetiva da ex-companheira
A segunda parte do cartaz trata da acusação de violência doméstica. A prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes, que teve um relacionamento com Janones entre 2014 e 2018, acusou o deputado de ameaçar divulgar imagens íntimas do período. Em 2025, a Justiça mineira concedeu medidas protetivas que o proibiam de chegar a menos de 300 metros dela, de manter contato e de divulgar fotos ou vídeos íntimos. O processo corre sob sigilo, e o tribunal não confirmou à imprensa a situação atual das restrições. Janones nega ter divulgado imagens e afirma que não cometeu os atos atribuídos a ele. Medida protetiva é uma decisão de proteção, e não uma condenação criminal.
Alpha for MenO que o cartaz mistura
O cartaz junta três coisas diferentes: um jantar que de fato ocorreu, um acordo com a PGR já cumprido e uma medida protetiva em processo sigiloso. Não há nada que prove que os artistas tenham ido ao jantar por causa dessas questões, nem que soubessem dos detalhes dos processos, e nenhum deles se manifestou sobre isso. O que existe de comprovado é o que está acima: o encontro, o acordo e a medida concedida em 2025.
O nome de Janones aparece em outras pautas recentes. A Folha acompanha o canal de namoro que copia o estilo do Exército do Lula, em Tinder do Exército do Lula reúne solteiros em grupos de WhatsApp por DDD, e checou o vídeo que o atacava em Rony Gabriel e o Fantástico: o que é fato no vídeo contra o perfil de Janones. A Folha atualiza esta reportagem se Fux decidir sobre o pedido da PGR ou se os citados se manifestarem.
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