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Rui Costa Pimenta, do PCO, diz que Flávio é perseguido: “até um cego vê”

O partido de extrema esquerda votou nulo no segundo turno. Para o dirigente, Moraes mira o senador por causa dos quase 60 milhões de votos e da bancada do PL.

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, de óculos, em foto de perfil
Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, de óculos, em foto de perfil

Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (27). Para o dirigente de um partido de extrema esquerda, que orientou voto nulo no segundo turno, a ordem do ministro Alexandre de Moraes para que o senador entregasse os passaportes é perseguição política. “Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política”, escreveu o PCO nas redes sociais, citando o presidente do partido.

A declaração foi repetida no programa Análise da 3ª, da Rádio Causa Operária, e em publicações do partido no X. Flávio não comentou a defesa, e o Supremo Tribunal Federal (STF) também não tinha se manifestado sobre as falas até a publicação desta matéria.

O que Rui Costa Pimenta disse sobre Flávio

O argumento central do dirigente é eleitoral. “Por que o Flávio Bolsonaro está sendo perseguido? Porque ele teve quase 60 milhões de votos”, afirmou. Segundo ele, o senador tem “uma bancada muito expressiva no Senado e outra no Congresso” e poderia conseguir o impeachment de ministros do STF. “Então, a perseguição é por causa disso, é um jogo de poder”, disse.

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O número citado bate com o resultado oficial. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio teve 59.826.002 votos no segundo turno, 48,21% dos válidos, contra 64.255.969 de Lula (51,79%). Já o impeachment de ministros do Supremo depende do Senado: pela Constituição, no artigo 52, inciso II, cabe aos senadores processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade. É nesse ponto que Pimenta vê o peso da bancada do PL.

Para o dirigente, o caso não tem relação com a defesa da democracia. Ele resumiu a ação de Moraes como uma disputa de poder entre o Supremo e o grupo político do senador, sem apresentar documento que comprove a acusação.

Rui Costa Pimenta fala ao microfone
Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, em foto de arquivo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR).

Por que um partido de esquerda defende Flávio

O PCO é um partido de orientação trotskista. Rui Costa Pimenta disputou a Presidência pelo partido no primeiro turno, e o PCO orientou voto nulo na disputa entre Flávio e Lula. “Muita gente estranhou que a gente votasse nulo, entre o Flávio Bolsonaro e o Lula”, disse o dirigente, que justificou a escolha: “Porque votar no Lula era também votar no STF”.

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O alvo principal de Pimenta é o Supremo. “O STF exerce aqui uma ditadura, todo mundo sabe disso”, afirmou.

O que existe contra Flávio

As falas de Pimenta são opinião política. O que existe de concreto é a ordem de Moraes: depois da eleição, o ministro determinou que o senador entregasse os passaportes e não deixasse o país. Flávio não entregou os documentos no prazo e a PF os cancelou, como a Folha mostrou em Flávio não entregou os passaportes.

Aliados dizem que o senador está nos Estados Unidos, como a Folha relatou em Flávio nos EUA. Ele é investigado em dois inquéritos no STF, não foi denunciado nem condenado, e enfrenta ainda pedidos de deputados do PT e do PSOL pelo bloqueio de bens de Flávio, que não foram decididos.

Rui Costa Pimenta na contramão de Lula e do PT

A posição do PCO contrasta com a de Lula e do PT. O presidente disse nesta terça, em discurso no Palácio da Alvorada, que “quem não deve não teme” e que Flávio deveria ter entregado o passaporte, como a Folha mostrou em “quem não deve não teme”. Deputados petistas pediram ao STF o bloqueio de bens do senador. Rui Costa Pimenta foi na direção oposta e acusou o tribunal de agir por cálculo político. As publicações do partido com a fala de Pimenta estão no perfil do PCO no X.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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