Morte de Marcelo Oliveira: engenheiro espancado em Santos tem morte confirmada; SSP investiga roubo
O hospital da Unifesp confirmou a morte do engenheiro ambiental, agredido no sábado após uma apresentação pró-Lula. A polícia não apontou motivação e não há prisões.

A morte de Marcelo Oliveira, engenheiro ambiental e mestrando de 30 anos, foi confirmada na segunda-feira (26) pelo hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde ele estava internado desde o espancamento sofrido no sábado (24), em Santos, no litoral paulista. Marcelo havia se afastado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando foi agredido. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou o caso como roubo com resultado de lesão corporal grave, e a Polícia Civil investiga.
Até a publicação desta reportagem, a Folha não encontrou registro de prisão nem de suspeito identificado.

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Segundo relatos, Marcelo estava na região da Avenida Conselheiro Nébias, perto da sede do Sindipetro, onde a banda se apresentava. Ele se afastou do grupo e foi abordado. O jovem foi levado à Santa Casa de Santos com traumatismo craniano severo e fraturas no crânio e, depois, transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Unifesp, na capital. Algumas reportagens trazem o nome completo como Marcelo de Oliveira Rocha. Segundo relatos, Marcelo fazia mestrado em ecologia marinha na própria Unifesp e permaneceu em coma induzido até a confirmação da morte. A banda divulgou nota lamentando o ocorrido, e o caso mobilizou amigos, colegas da universidade e entidades, que cobram a identificação dos responsáveis.
A morte de Marcelo Oliveira chegou a ser divulgada antes da confirmação, no domingo (25), e esse registro foi corrigido por parte da imprensa. O que vale é a confirmação do hospital, feita na tarde desta segunda-feira (26).
O que diz a polícia sobre o caso
De acordo com a SSP-SP, um grupo de homens abordou a vítima, a agrediu e levou os pertences dela. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e as circunstâncias do crime estão sendo apuradas pela Polícia Civil. A investigação analisa imagens de câmeras de segurança da região e procura testemunhas para identificar os responsáveis. Quem tiver informações pode ligar para o Disque-Denúncia, no número 181, sem precisar se identificar.
Suspeita de motivação e o que ainda falta esclarecer
Amigos e entidades levantam a suspeita de que o ataque tenha tido motivação homofóbica ou política, segundo relatos. A polícia, porém, não apontou nenhuma motivação até agora: o registro é de roubo, e a classificação depende do que a investigação concluir. Por isso, a Folha não trata nenhuma das duas hipóteses sobre a morte de Marcelo Oliveira como fato. O que está confirmado é a agressão, o roubo dos pertences e a morte da vítima.
Alpha for MenRoubo com lesão grave e latrocínio
O registro inicial como roubo com lesão corporal grave pode mudar. Quando a vítima de um roubo morre em consequência da violência, o Código Penal prevê o crime de latrocínio, no artigo 157, parágrafo 3º, com pena de 20 a 30 anos de reclusão. Cabe à Polícia Civil e ao Ministério Público definir a classificação final, a partir das provas e do laudo de necropsia.
Contexto: o ato e a eleição
A agressão aconteceu na véspera do segundo turno. Lula foi reeleito no domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, como a Folha registrou na reportagem sobre a reeleição de Lula, e o placar completo está na página de apuração em tempo real. Outros casos de crimes violentos na região e no país estão reunidos na página da categoria Policial.
Informações oficiais sobre o andamento do caso devem sair no site da SSP-SP. A Folha atualiza a cobertura da morte de Marcelo Oliveira quando houver identificação de suspeitos, nota da Unifesp ou mudança na classificação do crime.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






