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Flávio Bolsonaro fica sem mandato em 2027: o que muda no foro e nos inquéritos do STF

A saída do Senado tira o foro de Flávio para fatos novos, mas inquéritos ligados ao cargo, como o do filme Dark Horse, podem seguir no STF com André Mendonça.

Senador Flávio Bolsonaro, sem mandato em 2027, em coletiva no Senado, em foto de arquivo de 2021
Senador Flávio Bolsonaro, sem mandato em 2027, em coletiva no Senado, em foto de arquivo de 2021

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem mandato em 2027. O mandato dele no Senado vai de 2019 a 2027 e termina em 31 de janeiro, e ele não disputou a reeleição porque foi candidato à Presidência. Derrotado por Lula no segundo turno de 25 de outubro, com 48,21% dos votos válidos contra 51,79%, ele deixa a cadeira e, com ela, o foro por prerrogativa de função para fatos novos. Para os inquéritos que já correm no Supremo Tribunal Federal (STF), a regra é outra e depende do que cada investigação apura.

Flávio Bolsonaro sem mandato em 2027: quando termina o mandato

Flávio foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018 e tomou posse em 1º de fevereiro de 2019, para um mandato de oito anos. A página dele no Senado registra o período de 2019 a 2027. Em 1º de fevereiro de 2027, quando a nova legislatura começa, os senadores eleitos em 2026 assumem as vagas, e o PL, partido de Flávio, passa a ter a maior bancada da Casa, segundo a Agência Senado.

Antes do Senado, Flávio exerceu quatro mandatos seguidos de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio, a partir de 2003. Foram cinco mandatos consecutivos, 24 anos sem interrupção em cargo eletivo. A única derrota anterior em urna foi a disputa pela Prefeitura do Rio, em 2016, quando ficou em quarto lugar no primeiro turno.

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Depois da derrota para Lula, Flávio disse que não reconhece o resultado e anunciou que pedirá a anulação do segundo turno na Justiça. A Folha de Patrocínio mostrou o resultado da eleição, e a data da posse do presidente eleito, que muda em 2027, está em outra reportagem.

Flávio Bolsonaro, que ficará sem mandato em 2027, em audiência no gabinete do presidente do STF
Flávio Bolsonaro em audiência com o presidente do STF, Edson Fachin, em foto do arquivo do tribunal. Foto: STF (domínio público).

O que é o foro privilegiado e o que muda em fevereiro

O foro por prerrogativa de função, chamado de foro privilegiado, define qual tribunal julga uma autoridade. Pela Constituição, deputados federais e senadores respondem por crimes comuns no STF enquanto estão no cargo. Quem não tem mandato é julgado, em regra, pela primeira instância da Justiça, como qualquer cidadão.

A regra tem duas decisões do STF por trás. Em 2018, no julgamento da Ação Penal 937, o Supremo limitou o foro dos parlamentares aos crimes cometidos durante o mandato e ligados ao exercício das funções. Em março de 2025, no Inquérito 4787, a Corte decidiu que essa prerrogativa se mantém depois da saída do cargo, para crimes cometidos no cargo e em razão dele, mesmo quando o inquérito ou a ação começa depois. Quatro ministros divergiram, entre eles Edson Fachin, hoje presidente do tribunal, Cármen Lúcia, Luiz Fux e André Mendonça, que defendiam encerrar o foro junto com o cargo.

Na prática, quem deixa o Congresso sem mandato perde o foro para fatos novos e para os que não têm relação com a função. Os casos sobre atos praticados como senador e ligados ao cargo continuam no STF. Também deixam de valer, a partir de 1º de fevereiro, as garantias do artigo 53 da Constituição, como a regra de que um senador só pode ser preso em flagrante de crime inafiançável.

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Os inquéritos em que Flávio Bolsonaro aparece

O ministro André Mendonça autorizou, em julho de 2026, a abertura de um inquérito da Polícia Federal sobre repasses do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O pedido veio da PF e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Flávio foi incluído como investigado em 22 de julho. O teor do inquérito segue sob sigilo. Flávio afirmou que pediu o dinheiro como patrocínio e que não houve irregularidade.

Outra apuração da PF, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga se emendas parlamentares foram direcionadas a entidades ligadas à produção do filme. Nas duas frentes, ainda não há denúncia nem acusação formal contra ele, e a defesa nega irregularidades.

O caso mais antigo, a investigação das chamadas rachadinhas, trata de fatos do período em que Flávio era deputado estadual e tramitou na Justiça do Rio. O Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia em maio de 2022, e o caso não depende do foro de senador.

O que ainda está em aberto

A Folha não encontrou decisão do STF dizendo se os inquéritos do caso Dark Horse ficam no Supremo depois de 31 de janeiro. Pela tese de 2025, a resposta depende de os fatos terem sido cometidos no exercício do mandato e em razão dele, o que cabe ao relator e ao plenário avaliar. Se o STF entender que não há essa ligação, o processo desce para a primeira instância. Se entender que há, segue com Mendonça.

Sobre o futuro político de Flávio, a reportagem que tratou da hipótese de ele deixar o país mostra que só o irmão, Eduardo Bolsonaro, falou nisso, e antes da eleição. O Supremo também foi tema da campanha, como na discussão sobre o impeachment de Moraes, que o Senado só pode aprovar com 54 votos.

A tese de 2025 do STF está descrita em nota oficial do tribunal, e o período do mandato de Flávio consta na página dele no Senado.

Foto do destaque: Agência Senado (CC BY 2.0), arquivo de 2021.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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