Apuração do segundo turno: com 99,9% das urnas, Lula tem 51,77% e Flávio 48,23%
Diferença é de 4.380.657 votos às 21h34, segundo o TSE. No 1º turno, Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%; em Patrocínio, Flávio fez 61,18%.

Atualização 21h35: Lula é reeleito presidente. A vantagem dele, de mais de 4,3 milhões de votos, já supera o número de eleitores das seções que faltam totalizar. Leia a matéria: Lula é reeleito presidente com 51,76% dos votos.
Com 99,9% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h34 deste domingo (25), Lula (PT) tem 51,77% dos votos válidos na apuração do segundo turno da eleição para presidente, e Flávio Bolsonaro (PL), 48,23%.
São 64.169.977 votos contra 59.789.320, uma diferença de 4.380.657. O resultado ainda não está definido: ainda há urnas fora da conta, e o TSE só aponta o eleito quando a vantagem já não pode ser alcançada.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os números deste texto são os do painel oficial de resultados do TSE e vão sendo atualizados ao longo da noite. Para acompanhar minuto a minuto, há a página de apuração em tempo real da Folha, que puxa os dados direto do tribunal.
Como está a apuração do segundo turno
Até 21h34, o TSE tinha somado 123.959.297 votos válidos. Flávio tinha 59.789.320 (48,23%) e Lula, 64.169.977 (51,77%). Nas seções já contadas, 128.109.020 eleitores foram votar (80,79% dos aptos dessas seções) e 30.459.886 faltaram (19,21%). Os votos brancos foram 1.429.264 e os nulos, 2.720.459. Brancos e nulos não entram na conta dos votos válidos, que é a que decide a eleição.
Nos estados que já tinham urnas somadas nesse horário, Lula liderava em 13 e Flávio, em 14. Isso diz pouco sobre o total: um estado grande com poucas urnas contadas pesa mais, no fim, do que vários estados pequenos já fechados.
No começo da noite, o painel nacional reflete sobretudo as seções que terminam a contagem primeiro. As do exterior, que fecharam mais cedo pelo horário de Brasília, foram as primeiras a entrar: às 17h06, com 0,25% das seções, Lula tinha 57,66% e Flávio, 42,34%. Depois disso, o painel ficou parado até as 19h, fim da votação estendida.
Na retomada, a vantagem de Lula foi encolhendo: às 19h38, com 10,4% das seções, ele tinha 50,46%. Às 19h48, Flávio passou à frente pela primeira vez na noite. Por volta das 20h25, com cerca de metade das urnas apuradas, Lula voltou à frente e passou a ampliar a diferença.
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Por que o placar ainda pode mudar
Na apuração do segundo turno, a ordem em que os votos chegam ao TSE não é a mesma em todo o país. Capitais e cidades com transmissão rápida aparecem antes, e regiões com seções mais distantes ou com mais eleitores por município entram ao longo da noite. Em 2022, Jair Bolsonaro liderou a parcial até perto de 67% das urnas apuradas, e Lula só passou à frente quando os votos do Nordeste, onde o PT costuma ter mais força, chegaram em maior volume.
A Folha explicou esse efeito em detalhe na matéria sobre a virada na apuração.
Por isso, a liderança num momento da noite não indica o vencedor. A Folha reuniu as regras de como a disputa termina e quando o TSE proclama o resultado em como termina o segundo turno. O que vale é a conta final ou, antes dela, o aviso do próprio TSE de que um candidato está matematicamente eleito, quando a diferença supera o total de votos que ainda podem ser apurados.
O 1º turno como referência
No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio terminou na frente, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos), e Lula teve 53.879.538 (45,16%). A diferença foi de 2,22 milhões de votos. Ronaldo Caiado (2,18%) ficou em terceiro, e os demais candidatos somaram menos de 6% juntos. Os dois chegaram à apuração do segundo turno separados por menos de dois pontos, e boa parte da campanha foi atrás dos eleitores dos eliminados.
O dia teve falta de ônibus em várias cidades e pedidos das duas campanhas à Justiça Eleitoral. Por causa disso, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a uma ação da campanha de Lula e mandou estender a votação até as 19h. Depois de o TSE informar que as urnas tinham fechado no horário oficial, ele esclareceu que a prorrogação valia só para as seções que ainda estavam abertas, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais nesse sentido.
A divulgação nacional dos números ficou parada até o fim desse prazo, como a Folha mostrou na matéria sobre a votação até as 19h. A Folha acompanhou a véspera e o dia em reportagem sobre o segundo turno.
Minas Gerais e Patrocínio
Na apuração do segundo turno em Minas Gerais, com 99,69% das seções totalizadas, Lula tinha 50,39% dos votos válidos, contra 49,61% de Flávio. No 1º turno, o estado deu 48,24% a Flávio e 43,33% a Lula.
Minas tem fama de termômetro: em todas as nove eleições presidenciais diretas desde 1989, o candidato que venceu no estado também venceu no país, como a Folha mostrou em quem vence em Minas vence o Brasil.
Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no 1º turno e Lula, 30,44%. O resultado da cidade no 2º turno, com o placar por local de votação, será publicado pela Folha assim que o TSE totalizar as urnas do município. Os eleitores da cidade votaram em 53 locais, a maioria escolas.
Onde acompanhar o resultado
O painel oficial fica no site de resultados do TSE e no aplicativo Resultados, da Justiça Eleitoral. Na Folha, a apuração em tempo real se atualiza sozinha, e esta matéria sobre a apuração do segundo turno recebe uma nova atualização a cada etapa importante da contagem: perto de metade das urnas, perto de 80%, perto de 95% e quando o TSE declarar o eleito.
Depois da proclamação, o eleito é diplomado pelo TSE até dezembro e toma posse em 5 de janeiro de 2027, em Brasília, para um mandato de quatro anos.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






