Celina Leão reeleita no DF com 57% dos votos e vantagem de 237 mil sobre Leandro Grass
No primeiro turno, a governadora ficou a menos de um décimo de ponto de vencer direto. Os eleitores das seções que faltavam apurar já não bastavam para a virada.

Celina Leão reeleita: a governadora do Distrito Federal (PP) ganhou mais quatro anos no cargo neste domingo (25). Às 20h13, com 94,92% das seções apuradas, ela somava 939.819 votos, 57,23% dos válidos, contra 702.497 de Leandro Grass (PT), que tinha 42,77%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vantagem de 237.322 votos já não pode ser revertida: os eleitores das seções que ainda faltavam somar eram 108.224, menos da metade da diferença.
A reeleição de Celina Leão fecha uma disputa que ficou a um fio de terminar no primeiro turno. Em 4 de outubro, ela teve 49,93% dos votos válidos, a menos de um décimo de ponto da maioria absoluta que dispensaria a segunda rodada. Grass ficou com 34,47% e garantiu a vaga no segundo turno.

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Com Celina Leão reeleita, a conta das duas rodadas fecha assim: do primeiro para o segundo turno, ela ganhou cerca de 114 mil votos, saindo de 825.530 para quase 940 mil com parte das urnas ainda por contar. Grass cresceu mais em termos absolutos, de 569.930 para pouco mais de 700 mil, mas não o bastante. No primeiro turno, ficaram pelo caminho Paula Belmonte (PSDB), com 8,51%, Kiko Caputo (Novo), com 4,36%, e Cappelli (PSB), com 2,23%, e boa parte desses eleitores teve de escolher entre os dois finalistas.
O DF tem 2.244.176 eleitores aptos. Até as 20h13, 1.764.374 tinham votado nas seções já totalizadas. Os votos em branco somavam 53.156, e os nulos, 68.902, o que dá cerca de 7% dos votos dados. O vice na chapa de Celina é Gustavo do Vale Rocha. Na chapa de Grass, a vice era Maria das Dores Gomes da Silva Santos.
A margem final ficou parecida com a da primeira rodada. No primeiro turno, Celina abriu 15,46 pontos sobre Grass. No segundo, a diferença parcial era de 14,46 pontos, ou seja, o petista encurtou a distância em um ponto, mas ficou longe de virar o jogo.
O resultado ainda não aparecia como eleição confirmada no painel do TSE, que só marca o candidato como eleito quando a totalização termina. A conta, porém, já está fechada: mesmo que todos os eleitores das seções restantes votassem em Grass, ele terminaria atrás.
Alpha for MenCampanha colada em Flávio
Celina fez a campanha do segundo turno ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Uma semana antes da votação, a governadora subiu num caminhão na carreata em Brasília que encheu o Eixo Monumental e a Ponte JK. Em discurso, disse “PT nunca mais” e puxou um coro contra o partido do adversário.
No mesmo palanque estavam Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, eleitas no primeiro turno para as duas vagas do DF no Senado, como mostrou a Folha na reportagem sobre Michelle e Bia Kicis. Com a vitória de Celina, o grupo da direita no DF fica com o governo e as duas cadeiras de senador eleitas neste ano.
Grass, que já foi deputado distrital, teve o apoio direto do presidente Lula (PT) e de atos da esquerda na capital. A campanha dele cresceu no segundo turno, mas não conseguiu tirar a diferença aberta em 4 de outubro.
O que vem agora
Com Celina Leão reeleita, a próxima data no calendário é a posse. A posse dos governadores eleitos neste ano será em 6 de janeiro de 2027, data fixada pela emenda constitucional que mudou o calendário das posses. Até lá, Celina segue no cargo. O novo mandato vai até janeiro de 2031.
Os números oficiais da disputa no DF, por zona e por seção, ficam no site de resultados do TSE. O placar da Presidência, de Patrocínio e dos outros estados está na página de apuração em tempo real da Folha.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






