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Michelle e Bia Kicis levam as duas vagas do DF no Senado

Juntas, as duas candidatas do PL somam 1,8 milhão de votos. A partir de 2027, as três cadeiras do Distrito Federal no Senado ficam com mulheres.

Michelle e Bia Kicis: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis em fotos lado a lado
Michelle e Bia Kicis: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis em fotos lado a lado

O PL ficou com as duas cadeiras do Distrito Federal em disputa no Senado neste domingo (4). Às 19h26, com 99,51% das seções apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, a eleição de Michelle e Bia Kicis já estava garantida: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro somava 932.875 votos (29,04% dos válidos), e a deputada federal Bia Kicis, 881.413 (27,44%). A senadora Leila Barros (PDT), que tentava um segundo mandato, terminou em terceiro.

Faltavam 34 seções, com cerca de 13 mil eleitores, e a diferença entre Bia Kicis e Leila passava de 198 mil votos, mais do que o total de eleitores que ainda faltava contar. Michelle e Bia Kicis tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos.

Michelle e Bia Kicis: os números da apuração

Neste ano, cada eleitor do Distrito Federal votou em dois nomes para o Senado, porque duas das três vagas da capital estavam em jogo. Por isso os percentuais se referem ao total de votos dados, e não ao número de eleitores. Juntas, as candidatas do PL tiveram 1.814.288 votos, 56,5% dos válidos.

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Leila do Vôlei, como a senadora aparece na urna, tinha 682.768 votos (21,25%). Erika Kokay (PT), deputada federal, vinha em quarto, com 607.830 (18,92%), e Sebastião Coelho (Novo), em quinto, com 67.072 (2,09%). Outros seis candidatos não passaram de 0,5%. Na parcial das 19h26, 1.807.587 eleitores tinham comparecido às urnas, 81% dos aptos nas seções apuradas.

Michelle e Bia Kicis: a ex-primeira-dama na posse do ministro Nunes Marques na presidência do TSE
Michelle Bolsonaro (sexta a partir da esquerda, de vestido preto com gola branca) na posse do ministro Nunes Marques na presidência do TSE, em 12 de maio de 2026. Foto: TSE, via Wikimedia Commons (domínio público)

A virada de Bia Kicis

Michelle liderou a maior parte das pesquisas da campanha, mas a deputada aparecia atrás das duas adversárias. Na rodada do Datafolha divulgada em agosto, Michelle tinha 19% das intenções de voto, Leila 16%, Erika Kokay 12% e Bia Kicis 11%, em quarto lugar, segundo o SBT News. Em julho, a Paraná Pesquisas também colocava a deputada atrás de Leila e de Erika Kokay.

As duas candidatas do PL fizeram campanha juntas, com Michelle pedindo voto para a colega e as duas ao lado da governadora Celina Leão (PP), que tenta a reeleição. Nas urnas, Bia Kicis terminou quase 200 mil votos à frente de Leila e mais de 270 mil à frente de Erika Kokay.

Quem são as novas senadoras

Michelle Bolsonaro tem 44 anos e disputou uma eleição pela primeira vez. Foi primeira-dama de 2019 a 2022, durante o governo do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e comandou o PL Mulher, o núcleo feminino do partido, a partir de 2023. Ela é madrasta do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência neste domingo. Em julho, o nome dela chegou a ser citado pelo governador de Minas, Romeu Zema, como possível vice, o que ela negou, como a Folha mostrou na época.

Bia Kicis tem 65 anos e nasceu em Resende (RJ). Advogada, trabalhou 24 anos como procuradora do Distrito Federal e se aposentou em 2016 como subprocuradora-geral. Foi eleita deputada federal em 2018 e reeleita em 2022 com 214.733 votos, a maior votação do DF para a Câmara naquele ano. Em 2021, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, a principal comissão da Câmara.

Quem sai e como fica a bancada do DF

As duas vagas em disputa eram de Leila Barros e de Izalci Lucas, eleitos em 2018. Izalci, hoje no PL, não tentou a reeleição para o Senado e concorreu a deputado federal: tinha 87 mil votos na parcial das 19h13. A terceira cadeira do DF é de Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022, com mandato até o início de 2031. Com a eleição de Michelle e Bia Kicis, as três vagas da capital no Senado ficam com mulheres a partir de 2027.

A disputa pelo governo do Distrito Federal ainda estava aberta no mesmo horário. Celina Leão tinha 49,91% dos votos válidos, a menos de um décimo de ponto da maioria absoluta que dispensa o segundo turno, e Leandro Grass (PT) somava 34,49%. Se ninguém passar de 50%, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro.

Os números deste texto são parciais e podem ser conferidos no portal de resultados do TSE. Outras notícias da apuração estão na cobertura das eleições 2026 da Folha.


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