Quem vence em Minas vence o Brasil? Sim, em todas as 9 eleições desde 1989
Minas tem 16,4 milhões de eleitores, o 2º maior colégio do país. No 1º turno de 2026, Flávio fez 48,24% no estado e Lula, 43,33%; em Patrocínio, 61,18% a 30,44%.

Quem vence em Minas vence o Brasil? Nas nove eleições diretas para presidente desde 1989, a resposta foi sim todas as vezes. Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Bolsonaro ganharam no estado e, na mesma eleição, chegaram ao Palácio do Planalto. Neste domingo, 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o segundo turno com essa escrita em jogo. O TSE divulga a totalização a partir das 17h, e a Folha acompanha na apuração em tempo real.
Este texto não antecipa o resultado. Reúne o histórico oficial do TSE, o tamanho do eleitorado mineiro e os números do primeiro turno de 2026 em Minas e em Patrocínio (MG). Depois das 17h, a matéria ganha o resultado de Minas.
Quem vence em Minas: o histórico de 1989 a 2022
A lista mostra quem vence em Minas desde a redemocratização. Os percentuais são dos votos válidos no estado, no turno que decidiu a eleição. Em 1994 e 1998 não houve segundo turno.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.- Em 1989, Fernando Collor teve 55,51% em Minas no segundo turno (4.186.658 votos, contra 3.355.125 de Lula). No país, venceu com 53,03%.
- Em 1994, Fernando Henrique Cardoso fez 64,82% em Minas já no primeiro turno, contra 21,90% de Lula. No Brasil, venceu com 54,27%.
- Em 1998, FHC foi reeleito com 55,67% dos votos mineiros. No país, teve 53,06%.
- Em 2002, Lula passou de 66% em Minas no segundo turno contra José Serra. No Brasil, venceu com 61,27%.
- Em 2006, Lula teve 65,19% em Minas contra Geraldo Alckmin e 60,83% no país.
- Em 2010, Dilma Rousseff fez 58,45% no estado (6.220.125 votos) contra Serra e 56,05% no Brasil.
- Em 2014, Dilma teve 52,41% em Minas e 51,64% no país. Aécio Neves, ex-governador mineiro, perdeu no próprio estado nos dois turnos.
- Em 2018, Jair Bolsonaro teve 58,19% em Minas (6.100.107 votos) contra Fernando Haddad e 55,13% no Brasil.
- Em 2022, Lula fez 50,20% em Minas (6.190.960 votos) contra 49,80% de Bolsonaro (6.141.310), uma diferença de 49.650 votos. No país, venceu com 50,90%.
A série completa está nos resultados das eleições anteriores publicados pelo TSE.

O tamanho do eleitorado mineiro
Minas Gerais tem 16.372.372 eleitores aptos em 2026, segundo o TSE. É o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo (34.122.892) e à frente do Rio de Janeiro (12.857.648). Os mineiros somam 10,3% dos 158.745.502 eleitores brasileiros.
No primeiro turno, em 4 de outubro, compareceram 12.637.274 eleitores em Minas (77,19%). A abstenção foi de 22,81%, um pouco acima da média nacional, de 21,08%.
Como Minas votou no 1º turno de 2026
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno em Minas com 5.777.548 votos (48,24% dos válidos). Lula teve 5.188.936 (43,33%). A diferença foi de 588.612 votos, segundo o TSE, com 100% das seções apuradas.
Alpha for MenNo Brasil, Flávio fez 47,03% e Lula, 45,16%, uma vantagem de 2.224.965 votos. Mais de um quarto dessa diferença nacional (26,5%) veio de Minas. O placar mineiro ficou a pouco mais de um ponto do nacional para cada candidato, e isso já tinha acontecido em 2022: no primeiro turno daquele ano, Lula teve 48,29% em Minas e 48,43% no país.
O voto se divide pelo território. Lula venceu em 452 dos 853 municípios mineiros, a maioria deles pequenos, e Flávio em 401, que reúnem cerca de 70% do eleitorado, como a Folha mostrou no levantamento das cidades de Minas no 1º turno. O retrato por estado está na matéria sobre os estados do primeiro turno.
Patrocínio e o Alto Paranaíba
Em Patrocínio, Flávio teve 31.008 votos (61,18% dos válidos) e Lula, 15.427 (30,44%), segundo o TSE. A cidade tem 65.612 eleitores aptos e registrou 81,28% de comparecimento, acima da média de Minas. A diferença de 30,74 pontos foi a terceira maior da região, como detalha a matéria sobre o voto no Alto Paranaíba.
Carmo do Paranaíba (37,8 pontos a favor de Flávio) e Patos de Minas (34,49) ficaram à frente. Perdizes, Coromandel, Serra do Salitre e Iraí de Minas também deram a Flávio mais de 59% dos válidos. A exceção na lista foi Romaria, onde Lula teve 52,16%. O voto de Flávio em Patrocínio foi proporcionalmente bem maior que no estado, o que mostra que o Alto Paranaíba não funciona como amostra de Minas.
Por que quem vence em Minas costuma vencer no país
A explicação está na composição do estado. Minas reúne regiões com perfis diferentes: o Norte e os vales do Jequitinhonha e do Mucuri votam parecido com o Nordeste, enquanto o Triângulo, o Alto Paranaíba e o Sul de Minas se aproximam do Centro-Oeste e do interior paulista. A Região Metropolitana de Belo Horizonte e a Zona da Mata ficam no meio. Somadas, essas partes produzem um resultado que costuma acompanhar a média do país.
O peso também conta. Com mais de 16 milhões de eleitores, uma vantagem de poucos pontos em Minas vira centenas de milhares de votos, como em 2026, quando o estado respondeu por mais de um quarto da diferença do primeiro turno. As campanhas sabem disso: Lula esteve em Juiz de Fora e em Belo Horizonte durante o segundo turno, e Flávio encerrou a campanha com uma motociata em BH no sábado, véspera da votação.
Saber quem vence em Minas não garante quem leva o país. A sequência de nove acertos descreve o passado e não obriga o resultado de hoje. O placar de 2022, decidido por menos de 50 mil votos no estado, mostra como a margem pode ser curta. Veja também como começou o segundo turno hoje.
A Folha atualiza esta matéria com quem vence em Minas neste 2º turno e com o resultado de Patrocínio depois das 17h, quando o TSE começa a divulgar a totalização.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






