Urnas substituídas no segundo turno chegam a 900 até as 12h; Minas tem 75
Paraná tem a maior taxa do país, 0,35%, e nenhuma seção precisou de cédula de papel. A reserva de 48.815 urnas de contingência segue quase intacta.

As urnas substituídas no segundo turno somavam 900 ao meio-dia deste domingo (25), segundo o relatório de ocorrências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Minas Gerais aparece em quarto lugar, com 75 trocas, atrás de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Nenhuma seção do país precisou abandonar a urna eletrônica e passar para a cédula de papel. O placar da eleição só começa a aparecer depois das 17h, e a Folha acompanha a contagem na apuração em tempo real do 2º turno.
O número cresceu rápido nas primeiras horas. Às 10h01, o primeiro boletim do tribunal registrava 467 equipamentos trocados, 0,09% das 499.248 urnas das seções principais. Duas horas depois, o total praticamente dobrou, e o relatório do TSE passou a registrar 0,16% de substituição. A reserva separada para esse tipo de problema, de 48.815 urnas de contingência, continuava quase inteira.
Ranking das urnas substituídas no segundo turno
São Paulo lidera em números absolutos, com 163 trocas, o que é esperado para o estado com 103.656 seções e mais de 34 milhões de eleitores. Em seguida vêm Paraná (103), Rio de Janeiro (95), Minas Gerais (75), Bahia (60), Pernambuco (53), Rio Grande do Sul (53), Santa Catarina (50) e Ceará (42). Na ponta de baixo, o Acre teve uma substituição, Roraima teve duas, e Amazonas, Amapá e Tocantins, três cada. Nas 1.351 seções do exterior, nenhuma urna precisou ser trocada até o meio-dia.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Na conta proporcional, a ordem é outra. O Paraná tem a maior taxa do país, com 0,35% das urnas substituídas, seguido por Sergipe (0,32%), Santa Catarina (0,27%), Espírito Santo (0,24%), Rio de Janeiro e Pernambuco (0,23% cada). São Paulo, apesar de liderar em volume, fica em 0,14%.
O relatório de urnas substituídas não informa o motivo de cada troca, só a quantidade por estado e o percentual sobre o total de seções.

Minas está abaixo da média nacional
Minas Gerais tem o segundo maior eleitorado do país, com 16.372.144 eleitores aptos a votar no estado, e 52.062 seções principais. Às 10h, o estado somava 42 urnas substituídas no segundo turno. Ao meio-dia, 75. A taxa do estado ficou em 0,13%, abaixo dos 0,16% do Brasil e menor que a de São Paulo, Rio, Paraná e Bahia. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) tem 3.675 urnas de contingência espalhadas pelas zonas eleitorais para cobrir esses casos.
Alpha for MenO relatório do TSE separa os números por estado, não por município. Até a publicação desta reportagem, o TRE-MG não tinha divulgado balanço das trocas por zona eleitoral, e por isso não dá para saber se houve troca em Patrocínio (MG) e nas cidades da região. Por aqui, a votação do segundo turno começou sem mudança de endereço: nenhuma seção da cidade trocou de local em relação ao primeiro turno, como a Folha mostrou ao noticiar a mudança de local de votação em 4.352 seções do país. Quem ainda não votou encontra endereços e horários no guia do segundo turno em Patrocínio.
Auditoria no Triângulo e no Alto Paranaíba
Em paralelo às trocas, o TRE-MG audita urnas neste domingo. No sábado (24), em audiência pública, o tribunal definiu as 33 urnas mineiras que passam pelo teste de integridade, uma votação simulada feita fora da seção, com cédulas de papel conferidas uma a uma contra o boletim impresso pela máquina. Outras dez urnas passam pelo teste de autenticidade dos sistemas. O estado foi dividido em oito regiões, e duas das urnas auditadas são do Triângulo e do Alto Paranaíba: uma de Araxá (zona 17, seção 158) e uma de Araguari (zona 16, seção 263), segundo a lista publicada pelo TRE-MG.
Como funciona a troca na seção
Quando a urna apresenta defeito, os mesários tentam primeiro reiniciar o equipamento. Se o problema continua, a equipe técnica do cartório eleitoral leva uma urna de contingência até a seção. Pelas regras da Justiça Eleitoral, os votos já registrados não se perdem: as mídias com a votação da urna com defeito passam para a substituta, e a fila continua de onde parou. A cédula de papel só entra em cena se nenhuma urna funcionar naquela seção, situação que o TSE não registrou em nenhum ponto do país até o boletim do meio-dia.
O eleitor que estava na cabine na hora do defeito não precisa votar de novo se o voto já tiver sido confirmado. Se não tiver, ele volta a votar na urna substituta. Outras dúvidas sobre o que pode e o que não pode na seção estão no guia de regras do dia da eleição.
Comparação com o primeiro turno
No primeiro turno, em 4 de outubro, o TSE contabilizou 1.904 urnas trocadas ao fim do dia. A eleição daquele domingo tinha mais cargos em disputa (presidente, governador, senador, deputados federal e estadual), o que deixava a votação mais longa em cada cabine. No segundo turno, o eleitor digita menos números, e cada urna passa menos tempo em uso.
As 900 urnas substituídas no segundo turno até o meio-dia representam pouco menos da metade das trocas de todo o primeiro turno, com cinco horas de votação ainda pela frente. O tribunal deve atualizar os números em novo boletim ao longo da tarde. As seções fecham às 17h, no horário de Brasília, e quem estiver na fila nesse horário recebe senha e vota normalmente.
A íntegra do segundo boletim, com o relatório das urnas substituídas no segundo turno e da votação manual em cada estado, está publicada no site do TSE. Depois das 17h, a contagem dos votos para presidente, inclusive o resultado em Patrocínio, entra na página da apuração do 2º turno, e o leitor que quiser entender por que o placar pode mudar ao longo da noite encontra a explicação na reportagem sobre a virada na apuração.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






