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Policial

Falso agente de saúde em Patrocínio tenta vender aparelho a idoso no Morada Nova

A visita foi na quinta (15). A Secretaria de Saúde diz que nenhum servidor vende produto na porta de casa, e quem já comprou tem 7 dias para desistir, pelo CDC.

Homem de camiseta branca, crachá e prancheta em rua do Morada Nova, imagem do alerta sobre falso agente de saúde em Patrocínio
Homem de camiseta branca, crachá e prancheta em rua do Morada Nova, imagem do alerta sobre falso agente de saúde em Patrocínio

Um homem bateu na porta de um idoso no bairro Morada Nova, em Patrocínio (MG), na quinta-feira (15), dizendo falar em nome da Secretaria Municipal de Saúde. Na mão, ele levava um aparelho de fisioterapia para vender. A família do idoso desconfiou, denunciou, e a Prefeitura emitiu um alerta sobre o falso agente de saúde em Patrocínio.

No comunicado, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que nenhum servidor ou agente público de saúde realiza vendas de produtos ou cobranças na porta das residências. Segundo a pasta, os responsáveis pela abordagem, que podem ser mais de um, usaram indevidamente o nome de órgãos públicos para dar credibilidade à oferta.

Como agiu o falso agente de saúde em Patrocínio

Na imagem divulgada pela Polícia Militar, o homem aparece de camiseta branca, com crachá pendurado no pescoço, bolsa a tiracolo e uma prancheta com folhetos do produto. O visual lembra o de quem trabalha de fato com visitas domiciliares, por isso o morador abre a porta achando que recebe um serviço público.

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A orientação oficial é recusar qualquer compra feita sob pressão, não entregar dinheiro nem dados pessoais e confirmar a visita pelos canais da Prefeitura antes de deixar alguém entrar. Abordagem suspeita deve ser comunicada à Polícia Militar pelo 190. A Prefeitura não informou se alguém chegou a pagar pelo aparelho nem se há boletim de ocorrência registrado.

Pacientes aguardam atendimento em unidade de saúde da rede municipal, sem relação com o falso agente de saúde em Patrocínio
O atendimento da rede municipal de saúde é gratuito e não envolve venda de produtos. Foto: Prefeitura de Patrocínio

Quem visita casas de verdade, e o que essas pessoas não fazem

Há visitas legítimas acontecendo na cidade. Os agentes comunitários de saúde acompanham as famílias cadastradas nas unidades básicas, e os agentes de combate às endemias estão nas ruas por causa da dengue, como a Folha mostrou na reportagem sobre os focos de dengue em Patrocínio. Essas equipes andam identificadas, com crachá e uniforme da Prefeitura, e o trabalho delas é orientar, cadastrar e vistoriar quintais.

Nenhuma delas vende produto, cobra taxa ou pede pagamento por Pix. Quando a rede municipal oferece algo, como a vacina contra a bronquiolite nas UBS, o atendimento é gratuito e feito na unidade de saúde, não na calçada. Na dúvida, o morador pode pedir o nome completo do visitante e ligar para a Secretaria Municipal de Saúde, no (34) 3839-1818, antes de abrir o portão.

Comprou na porta de casa? O dinheiro pode voltar

Quem já fechou negócio com um vendedor desse tipo tem um direito que pouca gente conhece. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor garante sete dias para desistir de qualquer compra feita fora de um estabelecimento comercial, e isso inclui a venda na porta de casa. O prazo conta da assinatura ou da entrega do produto, e o consumidor recebe de volta o que pagou, com correção, sem precisar explicar o motivo.

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Se o vendedor sumir, não atender o telefone ou se recusar a devolver o dinheiro, o caminho é o Procon Municipal de Patrocínio, que atende pelo telefone (34) 3099-2000, pelo WhatsApp (34) 99236-2036 e pelo e-mail procon@patrocinio.mg.gov.br, na Rua Joaquim Carlos dos Santos, 170, no bairro Cidade Jardim. A Folha reuniu os demais canais de atendimento do Procon em outra reportagem. Guardar nota, recibo, folheto e o número de quem vendeu ajuda na reclamação.

Por que o idoso é o alvo preferido

Esse tipo de abordagem mira quem passa o dia em casa, mora sozinho ou tem pouca familiaridade com os canais digitais para checar uma informação na hora. Aparelho de fisioterapia, colchão terapêutico e equipamento “indicado pelo posto” aparecem com frequência nesses casos porque falam de saúde e de dor, assuntos em que a pessoa idosa tende a confiar em quem se apresenta como profissional.

A recomendação da Prefeitura vale como conversa de família: falar com os pais e avós antes que o vendedor apareça. Combinar que ninguém compra nada na porta sem falar com um filho ou neto, deixar o número da Secretaria de Saúde e o 190 anotados perto do telefone e avisar os vizinhos do Morada Nova e dos bairros próximos.

A Folha vai atualizar esta reportagem se a Polícia Militar ou a Prefeitura divulgarem novas informações sobre o caso. Outras notícias da cidade estão na editoria de Patrocínio.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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