Um card comparando trechos dos planos de governo de Flávio Bolsonaro e Lula sobre liberdade de expressão e regulação das redes sociais viralizou nas redes esta semana. A peça, divulgada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Bolsonaro, batiza a proposta do senador do PL de Tesouraço da Censura e contrasta com um trecho do programa de Lula sobre regulamentação das plataformas digitais.
Segundo a publicação, o trecho atribuído à página 66 do plano de governo de Flávio Bolsonaro promete “acabar com qualquer estrutura estatal que funcione como um ‘Ministério da Verdade’, encarregada de vigiar, rotular ou punir o que as pessoas dizem” e revogar “todos os atos que o atual governo produziu para silenciar seus críticos”. Já o trecho atribuído à página 16 do programa de Lula fala em “avançar ainda mais na regulamentação democrática das redes sociais e das plataformas digitais”, para impedir que elas “difundam desinformação, acolham campanhas de ódio e outras formas de comunicação nocivas para a democracia”.
O que diz a publicação de Rogério Marinho
Na legenda do post, Marinho resumiu a disputa como “dois projetos, dois caminhos diferentes” e afirmou que “liberdade tem nome: Flávio Bolsonaro presidente”. O senador é um dos principais articuladores da pré-campanha de Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2026 e já ocupou cargos de destaque no primeiro governo Jair Bolsonaro, entre eles o de secretário especial de Previdência e Trabalho.
O nome Tesouraço da Censura faz referência direta ao trecho da página 66 do plano de governo de Flávio Bolsonaro, que promete extinguir qualquer estrutura estatal que, segundo o texto, funcione como um órgão de vigilância sobre o discurso público. A proposta inclui a revogação de atos do governo atual voltados à moderação de conteúdo, classificados no documento como silenciamento de críticos.
Assim como em publicações anteriores da mesma série, a comparação usa trechos isolados dos dois planos de governo, sem o contexto integral de cada proposta. Os documentos completos, protocolados pelos respectivos partidos, trazem o detalhamento técnico de como cada medida seria implementada, incluindo a do próprio Tesouraço da Censura.
Repercussão entre apoiadores
O post passou de 11 mil curtidas e mais de 1.400 comentários no Facebook e no Instagram somados, a maioria de apoiadores de Bolsonaro reforçando o apoio à pré-candidatura e usando o número 22, referência à legenda do PL. Comentários recorrentes acusam o governo atual de tentar restringir a liberdade de expressão nas redes, enquanto outros usuários defendem a regulamentação das plataformas como forma de conter desinformação.
Tesouraço da Censura no contexto do debate sobre regulação das redes
A discussão sobre regulamentação de plataformas digitais é um dos temas que mais dividem o espectro político brasileiro às vésperas da eleição presidencial de 2026. De um lado, setores ligados ao governo Lula defendem regras mais rígidas contra desinformação e discurso de ódio nas redes, sob o argumento de proteger a democracia e o processo eleitoral. Do outro, parte da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, associa qualquer proposta de regulação a risco de censura e defende blindar a liberdade de expressão contra o que classifica como excesso de controle estatal sobre plataformas digitais.
O debate ganhou força após episódios recentes envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal sobre moderação de conteúdo e responsabilização de redes sociais, tema que deve seguir no centro da campanha presidencial ao longo de 2026.

Quem quiser avaliar a comparação por conta própria pode consultar a íntegra dos planos de governo protocolados pelos partidos, em vez de se basear apenas nos recortes divulgados por apoiadores de qualquer um dos lados. Para acompanhar outras notícias sobre a corrida presidencial de 2026, a Folha de Patrocínio mantém cobertura permanente na editoria de Política. Mais informações sobre a atuação parlamentar de Flávio Bolsonaro podem ser consultadas no Portal do Senado Federal.
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