Senadores eleitos em Sergipe: Rogério Carvalho e Alessandro Vieira mantêm as cadeiras
A segunda vaga foi decidida por 21.065 votos. Delegado André David (Republicanos) ficou em terceiro, só 1.041 votos à frente de André Moura (União), aliado do governador.

Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) são os senadores eleitos em Sergipe neste domingo (4). Com 100% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 22h08, Rogério teve 511.142 votos, ou 21,91% do total, e Alessandro, 399.775, ou 17,13%. Os dois já ocupam essas cadeiras desde 2019 e ficam no Senado por mais oito anos.
O TSE já marcou os dois como eleitos. A vantagem de Alessandro sobre o terceiro colocado, Delegado André David (Republicanos), foi de 21.065 votos. Cada eleitor votou em dois nomes para o Senado, por isso a soma dos votos dos candidatos passa bastante do número de eleitores que foram às urnas.
Os percentuais são calculados sobre os 2.333.169 votos dados a candidatos ao Senado, que somam as duas escolhas de cada eleitor. Dos 1.737.460 eleitores de Sergipe, 1.436.609 compareceram às urnas.
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A disputa mais apertada da noite foi pelo terceiro lugar. Delegado André David (Republicanos) terminou com 378.710 votos (16,23%), só 1.041 à frente de André Moura (União), que teve 377.669 (16,19%). André Moura dividia com Rogério a chapa do governador Fábio Mitidieri (PSD), numa coligação formada por PSB, PSD, PCdoB, PT, PV, PP e União. Mitidieri, por sua vez, foi reeleito no primeiro turno.
Na sequência vieram Eduardo Amorim (Republicanos), com 222.727 votos (9,55%), Edvaldo Nogueira (PDT), ex-prefeito de Aracaju, com 187.491 (8,04%), e Rodrigo Valadares (PL), com 129.356 (5,54%). Iran Barbosa (PSOL) teve 78.400 votos, Coronel Rocha (PL) ficou com 40.372 e Renatinha (DC), com 7.527.
O resultado ficou longe do que as pesquisas mostravam no meio da campanha. Levantamento da RealTime Big Data feito entre 28 de julho e 1º de agosto, divulgado pela Exame, colocava André David na frente, com 17%, e André Moura em segundo, com 14%. Na urna, os dois senadores que buscavam a reeleição passaram à frente.

Quem é Rogério Carvalho
Rogério Carvalho Santos tem 58 anos e nasceu em Aracaju, em 2 de agosto de 1968. É médico, com mestrado e doutorado em saúde coletiva pela Unicamp. Foi secretário de Saúde de Aracaju, deputado estadual eleito em 2006, secretário estadual de Saúde e deputado federal, segundo o perfil dos candidatos publicado pela Agência Senado e a reportagem do Metrópoles sobre a convenção do PT.
A primeira tentativa de chegar ao Senado, em 2014, terminou com derrota para Maria do Carmo Alves. Em 2018 ele conquistou a vaga pelo PT. Quatro anos depois, foi ao segundo turno da eleição para governador e perdeu para Fábio Mitidieri, por 51,70% a 48,30% dos votos válidos.
No Senado, foi primeiro-secretário da Mesa Diretora e liderou a bancada do PT, cargo que ocupou pela última vez até fevereiro deste ano, de acordo com os registros da Casa. Também foi relator da CPI da Braskem, instalada em 2024, e da medida provisória de 2025 que levou o crédito consignado para plataformas digitais. A candidatura à reeleição foi lançada em 5 de agosto, em Aracaju, com o apoio do governador.

Quem é Alessandro Vieira
Alessandro Vieira tem 51 anos e nasceu em Passo Fundo (RS), em 3 de abril de 1975. Delegado de polícia, disputou a eleição com o nome de urna Delegado Alessandro. Chegou ao Senado em 2018 pela Rede, passou pelo Cidadania, onde foi líder da bancada entre 2021 e 2022, e pelo PSDB, antes de se filiar ao MDB. Em 2022, ainda no PSDB, concorreu ao governo de Sergipe e terminou em terceiro.
Neste mandato, foi relator da CPI do Crime Organizado. O relatório final, que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República por crime de responsabilidade, foi rejeitado por 6 votos a 4 em 14 de abril, segundo o Congresso em Foco. Ele também foi vice-presidente da CPI das Bets.
Em fevereiro, Mitidieri desfez o acordo que levaria Alessandro para a chapa governista ao Senado, depois de um desentendimento público entre o senador e André Moura, conforme noticiou o Congresso em Foco. Alessandro concorreu pelo MDB, sem coligação, e mesmo assim ficou com a segunda vaga.
As cadeiras que estavam em jogo
As duas vagas em disputa eram justamente as de Rogério e Alessandro, os senadores eleitos em Sergipe em 2018, o primeiro pelo PT e o segundo pela Rede, segundo a Agência Senado. Como os dois voltam, o estado não troca nenhum nome na bancada.
A terceira cadeira sergipana é de Laércio Oliveira (PP), eleito em 2022. O mandato dele vai até janeiro de 2031, de acordo com os dados abertos do Senado, e não estava em disputa nesta eleição.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos em Sergipe tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, que vão até 2035. Em 2026 o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, duas por estado.
Como os senadores eleitos em Sergipe repetem os nomes de 2018, o estado mantém a mesma composição na Casa a partir de 2027: um senador do PT ligado ao governo estadual, um do MDB que ficou fora da chapa de Mitidieri e um do PP com mandato pela metade.
Os suplentes registrados no TSE são Bruno Costa (PT) e Fabiano Oliveira (PSD), na chapa de Rogério, e Adriana Carvalho e Joãozinho de Solinha, ambos do MDB, na de Alessandro. Os números completos da votação para os senadores eleitos em Sergipe e nos demais estados estão no portal de resultados do TSE.
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