Azambuja e Capitão Contar são os novos senadores de Mato Grosso do Sul
A dupla do PL somou 67,46% dos votos válidos para o Senado no estado. Vander Loubet (PT), o terceiro, ficou 494 mil votos atrás de Contar.

O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar, ambos do PL, foram eleitos neste domingo (4) os novos senadores de Mato Grosso do Sul. Azambuja teve 903.554 votos (34,64%) e Contar, 856.045 (32,82%), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções totalizadas no dado das 21h06.
Os percentuais são calculados sobre os 2.608.059 votos válidos dados aos candidatos ao Senado. Como o estado tinha duas vagas em disputa, cada eleitor votou duas vezes para senador. Por isso a soma passa do número de pessoas que foram às urnas: 1.539.009 eleitores compareceram, de um eleitorado de 2.021.869. Os dois eleitos disputaram pela mesma coligação, “Fazendo o Futuro Acontecer”, que reuniu PL, PP, União Brasil, Republicanos, Cidadania, PSDB, PSD, MDB, Podemos e Avante e também apoiou a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), confirmada no primeiro turno, como a Folha mostrou na matéria sobre o governador de Mato Grosso do Sul.
Como ficou a votação dos senadores de Mato Grosso do Sul
A dobradinha do PL deixou a oposição longe na escolha dos senadores de Mato Grosso do Sul. O terceiro lugar ficou com o deputado federal Vander Loubet (PT), com 361.920 votos (13,88%). Contar terminou 494.125 votos à frente dele. Logo atrás veio a senadora Soraya Thronicke (PSB), que tentava a reeleição e somou 340.788 votos (13,07%). Vander e Soraya concorreram pela coligação “Por um MS do Povo”, de PDT, PSB, PCdoB, PT e PV.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Roberto Oshiro (Novo) teve 103.184 votos (3,96%). Os outros quatro candidatos ficaram abaixo de 1%: Beto do Movimento (PSOL), com 18.028; Valter da Comagran (PRD), com 16.396; Luiz Lemes (DC), com 4.947; e Valderi Garcia (PCO), com 3.197. Brancos somaram 225.530 e nulos, 244.429. Os números completos estão no portal de resultados do TSE.

Quem é Reinaldo Azambuja
Reinaldo Azambuja Silva tem 63 anos e é produtor agropecuário. Segundo o perfil dos candidatos publicado pela Agência Senado, foi prefeito de Maracaju a partir de 1997, deputado estadual entre 2007 e 2011, deputado federal entre 2011 e 2015 e governador de Mato Grosso do Sul de 2015 a 2022, em dois mandatos seguidos. Foi sucedido por Eduardo Riedel, que assumiu em 2023.
Azambuja passou cerca de 30 anos no PSDB e chegou a presidir o partido no estado. Em 21 de setembro de 2025, filiou-se ao PL num evento em Campo Grande com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e do governador Riedel, segundo o Campo Grande News. Na ocasião, assumiu o comando do partido em Mato Grosso do Sul e já se apresentava como pré-candidato ao Senado.

Quem é Capitão Contar
Renan Barbosa Contar tem 42 anos, nasceu em Campinas (SP) e é capitão da reserva do Exército. Foi eleito deputado estadual em 2018 e exerceu o mandato de 2019 a 2023. Em 2022, pelo PRTB, disputou o governo de Mato Grosso do Sul, terminou o primeiro turno na frente e perdeu o segundo turno para Eduardo Riedel.
Em novembro de 2025, Contar anunciou em Brasília, ao lado de Valdemar Costa Neto, o retorno ao PL e a pré-candidatura ao Senado, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo o Campo Grande News. O partido confirmou a candidatura na convenção estadual de 1º de agosto, em Campo Grande.
Quem deixa as cadeiras dos senadores de Mato Grosso do Sul
As duas vagas em jogo eram as conquistadas em 2018 por Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke. Nelsinho, ex-prefeito de Campo Grande, desistiu de buscar a reeleição em 1º de agosto, seguindo orientação da direção nacional do PSD, e entrou na chapa de Azambuja como primeiro suplente, de acordo com o Congresso em Foco.
Soraya foi eleita em 2018 com 373.712 votos. Em 2022, disputou a Presidência da República. Em abril deste ano, filiou-se ao PSB no último dia da janela partidária e foi a única integrante da bancada a tentar mais um mandato. Terminou em quarto lugar. A terceira cadeira do estado continua com Tereza Cristina (PP), eleita em 2022, cujo mandato vai até 2031.
O que muda a partir de 2027
Os novos senadores de Mato Grosso do Sul tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 para mandatos de oito anos, até 2035. Azambuja e Contar substituem Nelsinho Trad e Soraya Thronicke. Nesta eleição, o Senado renovou dois terços da Casa, 54 das 81 cadeiras, duas por estado.
Os suplentes de Azambuja são Nelsinho Trad (PSD) e Felipe Mattos (União Brasil), ex-secretário estadual de Fazenda. Os de Contar são Claudio Mendonça e Luciano Barbosa Rodrigues, ambos do PP. Suplente assume a vaga quando o titular se licencia por mais de 120 dias, deixa o cargo para ser ministro ou secretário, ou perde o mandato.
Com o resultado, os senadores de Mato Grosso do Sul eleitos neste ano saem do mesmo partido e do mesmo palanque do governador reeleito. A bancada do estado a partir de 2027 terá dois nomes do PL e Tereza Cristina, do PP, sigla de Riedel.
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