Mauro Mendes e Zé Medeiros são os senadores eleitos em Mato Grosso
Ex-governador teve 1,19 milhão de votos, e Zé Medeiros terminou 458 mil à frente da aliada Janaina Riva; o senador Carlos Fávaro ficou em quarto lugar.

O ex-governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Zé Medeiros (PL) são os senadores eleitos em Mato Grosso na eleição deste domingo (4). Mendes recebeu 1.187.352 votos, 33,21% dos válidos, e Medeiros somou 977.777, ou 27,35%. Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h32, com 100% das seções totalizadas, quando o tribunal já registrava os dois como eleitos.
Para escolher os senadores eleitos em Mato Grosso, cada eleitor votou em dois nomes, porque o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, duas por estado. Por isso os percentuais são calculados sobre os 3.575.264 votos válidos dados aos candidatos ao Senado, que reúnem as duas escolhas de cada eleitor. Em Mato Grosso, 2.049.718 pessoas foram às urnas, num eleitorado de 2.634.992.
Senadores eleitos em Mato Grosso: como ficou a votação
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) ficou em terceiro lugar, com 519.434 votos (14,53%). Ela e Zé Medeiros concorreram pela mesma coligação, a Coração da Gente, formada por MDB, PL, Novo, PRD e Solidariedade. Medeiros terminou 458.343 votos à frente da aliada.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O senador Carlos Fávaro (PSD), que tentava a reeleição, terminou em quarto, com 411.020 votos (11,50%). Depois dele vieram o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 224.621 (6,28%), Antônio Galvan (Avante), com 169.265 (4,73%), e Margareth Buzetti (PP), com 65.559 (1,83%). Coronel Darwin (Democrata), Professor Nelson Ferreira (Agir) e Beny Godoy (Agir) não chegaram a 0,4% cada um.
Mendes encabeçou a coligação Mato Grosso Não Pode Parar I, que juntou União, Republicanos, Podemos, Cidadania, PSDB e PP. Fávaro e Taques dividiram a chapa Mato Grosso para Todos, com PDT, PSB, PSD, PCdoB, PT, PV, PSOL e Rede.
Na eleição para o governo, o vice que assumiu o Palácio Paiaguás quando Mendes saiu, Otaviano Pivetta (Republicanos), venceu no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, como a Folha mostrou na apuração do governo de Mato Grosso. Os números de cada estado podem ser conferidos no portal de resultados do TSE.

Quem é Mauro Mendes
Mauro Mendes Ferreira tem 62 anos e nasceu em Anápolis (GO). É engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e fez carreira como empresário antes de entrar na política.
Foi eleito prefeito de Cuiabá em 2012. Em 2018, chegou ao governo do estado no primeiro turno, com 58,69% dos votos, e quatro anos depois, já no União Brasil, foi reeleito também no primeiro turno, com 68,45%. No dia 31 de março de 2026, depois de sete anos e três meses no cargo, renunciou ao governo para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar o Senado. Pivetta tomou posse no mesmo dia.
Ao anunciar a saída, em 26 de março, Mendes disse deixar as contas em ordem e citou a pavimentação de mais de 7 mil quilômetros de rodovias e a melhora do estado nos indicadores de educação, segundo a Band.

Quem é Zé Medeiros
José Antonio dos Santos Medeiros, o Zé Medeiros, tem 56 anos e nasceu em Caicó (RN). Antes da política, foi policial rodoviário federal.
Dos senadores eleitos em Mato Grosso, ele é o único que já passou pelo Senado. Chegou à Casa em 2015 como primeiro suplente de Pedro Taques, que deixou a cadeira para assumir o governo de Mato Grosso, e ficou até janeiro de 2019. Na eleição de 2018 foi eleito deputado federal e, em 2022, conquistou novo mandato na Câmara, já pelo PL. Neste domingo, Taques, de quem foi suplente, estava entre os adversários dele na urna.
Em abril de 2021, quando Medeiros ainda era filiado ao Podemos, o então presidente Jair Bolsonaro o apresentou a apoiadores como seu candidato ao Senado por Mato Grosso, segundo o Poder360.
Quem deixa as cadeiras de Mato Grosso
Os senadores eleitos em Mato Grosso ocupam as duas vagas conquistadas na eleição de 2018. Uma delas é de Jayme Campos (então no DEM, hoje no União). Neste ano ele tentou ser o candidato do partido ao governo do estado, mas perdeu a disputa na convenção, segundo o Congresso em Foco, e não concorreu ao Senado. O mandato dele termina em 31 de janeiro de 2027.
A outra vaga foi de Selma Arruda, a mais votada em 2018. O TSE cassou o mandato dela por caixa dois e abuso de poder econômico na campanha daquele ano. Fávaro, terceiro colocado em 2018, ocupou a cadeira de forma interina a partir de abril de 2020 e venceu a eleição suplementar de 15 de novembro daquele ano, com 371.857 votos (25,97%), segundo a Agência Senado. Depois ele assumiu o Ministério da Agricultura e deixou a pasta no fim de março de 2026 para disputar mais oito anos no Senado.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos em Mato Grosso tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Vão dividir a bancada do estado com Wellington Fagundes (PL), que foi reeleito em 2022 e tem mandato até 2031.
Medeiros deixa a Câmara dos Deputados, onde o mandato vai até janeiro de 2027, e volta ao Senado, agora como titular.
Cada um dos senadores eleitos em Mato Grosso tem dois suplentes, que assumem a cadeira em caso de licença longa, renúncia ou morte do titular. Os de Mauro Mendes são Cidinho Santos (PP) e Elson Ramos (Podemos). Os de Zé Medeiros são Odilio Balbinotti e Xuxu Dal Molin, os dois do PL.
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