PublicidadeOnNet Telecom

Muito mais opções para viver cada história do seu jeito.Internet e OnNet TV · OnNet Telecom

Corpo e Alma Motel

Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.

Nacional

Carros novos ficam até R$ 55 mil mais baratos em guerra de preços

Montadoras cortam preços de modelos novos no Brasil, movimento puxado pela concorrência chinesa e por estratégias de precificação sem risco, segundo especialistas do setor.

Guerra de preços derruba valor de carros novos em concessionária no Brasil
Guerra de preços derruba valor de carros novos em concessionária no Brasil

Comprar um carro 0 km ficou mais barato nos últimos meses — e não é só desconto de vitrine. Uma guerra de preços entre as montadoras derrubou o valor médio dos veículos leves no Brasil, com cortes que chegam a R$ 55 mil em alguns modelos, segundo levantamento da consultoria Bright Consulting citado pela revista Quatro Rodas.

Por que os preços estão caindo

Depois de anos de forte valorização dos automóveis — reflexo da pandemia, da escassez de componentes e do desequilíbrio entre oferta e demanda —, o cenário se inverteu. O preço público médio deflacionado dos veículos leves caiu de R$ 172,5 mil em 2025 para R$ 170 mil em junho de 2026, uma retração real de 1,5%. O recuo é ainda maior no valor efetivamente pago pelo consumidor: o preço médio de transação caiu 3,5% em termos reais, de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil.

Entre os exemplos de redução: o Caoa Changan CS75 ficou R$ 22 mil mais barato dez dias após o lançamento; o Volkswagen T-Cross teve corte de R$ 10 mil; o Taos 2026 chegou a cair R$ 22 mil antes mesmo de chegar às concessionárias; o Chevrolet Spark EUV ficou R$ 15 mil mais em conta; a Suzuki reduziu o e Vitara em R$ 50 mil; e a Mitsubishi cortou o preço de toda a linha nacional em até R$ 55 mil — o maior desconto do levantamento.

Publicidade
Drogaria CentroDrogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoDisk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesMonteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomOnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
ACIP e CDL PatrocínioACIP e CDL PatrocínioJuntos pelo comércio de Patrocínio.
Digital Comunicação VisualDigital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheZé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraRivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Restaurante GuritaRestaurante GuritaA melhor comida da cidade.
Corpo e Alma MotelCorpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.

A concorrência chinesa por trás da guerra de preços

Para Milad Kalume Neto, diretor executivo da K.Lume Consultoria, o movimento começou com a chegada das marcas chinesas ao país. “Por aqui foram os próprios chineses que iniciaram a guerra de preços. Desde a chegada deles já ocorreu um reposicionamento de produtos locais, seja com respeito a equipamentos, seja com respeito aos próprios preços em função da concorrência direta”, explica.

Segundo ele, o movimento também serve para equilibrar os preços inflados do período pós-pandemia. “Os preços de lista não irão parar de crescer, mas os incentivos estão sendo utilizados para aumentar as condições de compra dos veículos.”

A estratégia do “preço sem risco”

Outra explicação apontada por especialistas é a chamada estratégia de “preço sem risco”, usada quando uma montadora quer testar a reação do mercado a um lançamento sem se comprometer de vez com um valor de tabela. Cassio Pagliarini, diretor de marketing da Bright Consulting, descreve o mecanismo: a marca anuncia um preço de lançamento, mas oferece um desconto expressivo para as primeiras unidades vendidas. Se a resposta do mercado for boa, o desconto vai diminuindo aos poucos; se as vendas travarem, a promoção se estende.

Erros de precificação também entram na conta. Quando um carro chega à concessionária com o preço de tabela desalinhado com o que a concorrência oferece, a fabricante precisa reagir com bônus, taxas subsidiadas ou condições de troca mais vantajosas para reequilibrar as vendas.

Publicidade
Alpha for MenAlpha for Men
Guerra de preços derruba valor de SUV Volkswagen T-Cross exposto em concessionária
Volkswagen T-Cross: um dos modelos que tiveram desconto na guerra de preços dos carros novos. Foto: Divulgação/Volkswagen

O efeito nos carros seminovos

A queda no preço dos carros novos não fica restrita às concessionárias — ela empurra para baixo também o valor dos veículos usados. Pagliarini explica que compradores de seminovos vêm migrando para carros novos chineses, atraídos por garantias mais longas (puxadas pela eletrificação) e preços competitivos, o que reduz a demanda — e o preço — pelos usados equivalentes.

Milad Kalume Neto ilustra o efeito com um exemplo prático: um SUV médio vendido a R$ 150 mil sofre depreciação de 20% após um ano, caindo para R$ 120 mil. Se o mesmo modelo, já na versão seguinte, passar a ser vendido por R$ 140 mil (em vez dos R$ 150 mil originais), a diferença entre o novo e o usado de um ano cai de R$ 30 mil para apenas R$ 20 mil — o que obriga o vendedor do seminovo a baixar ainda mais o preço para competir.

O que isso significa para quem vai comprar carro em Patrocínio

Para o consumidor de Patrocínio e região, o movimento nacional de guerra de preços tende a chegar às concessionárias locais na forma de condições de financiamento mais agressivas e descontos maiores em modelos com saída mais lenta — especialmente em compactos e SUVs de entrada, os segmentos mais disputados pelas marcas chinesas recém-chegadas ao mercado — o mesmo movimento de eletrificação que já levou Patrocínio a ganhar um ponto de recarga elétrica na BR-365. Quem está com um carro seminovo para vender, por outro lado, tende a sentir o efeito contrário: a pressão dos descontos nos 0 km deve continuar puxando para baixo o valor de revenda dos usados na praça.

E o consumidor que pagou o preço cheio?

Para quem comprou um carro pouco antes de ele entrar na promoção, resta pouca margem de reação. “Não entendo que o consumidor possa fazer algo. São circunstâncias de mercado. Mas te garanto o que ele faz: ele deixa de comprar aquele modelo ou até aquela marca”, resume Kalume Neto.


Enquete: avalie a gestão do prefeito de Patrocínio

Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

A Folha de Patrocínio quer ouvir você: como está sendo, na sua avaliação, este 1 ano e 6 meses de gestão do prefeito Gustavo Brasileiro à frente da Prefeitura de Patrocínio? Vote na enquete abaixo.


Nossa linha editorial

Somos um jornal de direita. E não escondemos isso.

Na reportagem, a regra vale para todos: fato checado, fonte citada e espaço para o outro lado. Na opinião, a Folha defende o que acredita.

Conheça nossos princípios →
  • Liberdade de expressãoOpinião não é crime.
  • FamíliaA base de uma cidade forte.
  • Livre iniciativaQuem empreende gera emprego.
  • Segurança públicaLei cumprida e polícia respeitada.
  • Menos EstadoImposto baixo e dinheiro público bem gasto.

Quem anuncia na Folha

Anuncie na Folha →
OnNet TelecomCorpo e Alma MotelDrogaria CentroMonteiro Casa de CarnesRestaurante GuritaZé do LancheDisk Cerveja do RenatinhoDigital Comunicação VisualACIP e CDL PatrocínioRivelini DesentupidoraAlpha for Men