Patrocínio ganhou um canal direto entre quem contrata e quem procura emprego. A primeira edição do Feirão Emprega+, realizada em 13 e 15 de junho pela ACIP/CDL, colocou empregadores e candidatos frente a frente, sem currículo perdido em plataforma nem processo seletivo arrastado.

A ideia por trás do Emprega+ é simples: tirar o intermediário do caminho. Em vez de a vaga passar por sistemas de recrutamento genéricos, a empresa senta na mesma mesa que o candidato, ali mesmo na sede da ACIP/CDL, e decide na hora se aquele perfil serve.

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Quem esteve por trás da primeira edição

O feirão teve parceria do Governo Municipal de Patrocínio, do SINE (Sistema Nacional de Emprego) e apoio técnico do Senac. Essa combinação não é acidental: o SINE é o órgão público responsável por cadastrar vagas formais e cruzar perfis de trabalhadores, enquanto o Senac contribui com capacitação voltada ao mercado.

Empresas de segmentos variados, do comércio a serviços, levaram vagas abertas e entrevistaram candidatos ao longo dos dois dias de evento. A programação também incluiu ações de qualificação profissional, pensadas para melhorar as chances de quem estava em busca de recolocação.

Feirão

Por que um feirão presencial ainda faz diferença

Em cidades do porte de Patrocínio, boa parte da contratação ainda passa por indicação ou por anúncio informal. Um feirão organizado muda esse jogo ao concentrar, num único lugar e num único dia, empresas que normalmente nem sempre têm estrutura de RH para divulgar vaga em múltiplos canais.

Para o trabalhador, a vantagem é parecida: em vez de disputar espaço em plataformas de emprego nacionais, ele entrevista com quem decide a contratação ali na cidade, sem depender de retorno de um sistema automatizado.

O papel do SINE e do Senac num feirão como esse

O SINE existe justamente para ser o elo formal entre trabalhador e vaga: é lá que o candidato se cadastra para acessar o seguro-desemprego, e é lá que boa parte das vagas formais de uma cidade acaba centralizada, ainda que nem sempre de forma visível para quem procura emprego pela primeira vez. Num feirão como o Emprega+, o SINE ajuda a garantir que as vagas apresentadas sejam reais e formalizadas, e não apenas um convite informal de “manda currículo”.

Já o Senac entra pelo lado da capacitação: cursos rápidos, orientação de currículo e postura em entrevista costumam acompanhar esse tipo de evento, porque de nada adianta aproximar empresa e candidato se o candidato chega despreparado para a conversa. É esse conjunto, vaga real mais preparação, que diferencia um feirão de emprego de uma simples divulgação de vagas em rede social.

O que vem depois

Segundo a ACIP/CDL, a expectativa é que o formato se repita em novas edições, ainda sem data confirmada. A entidade também não descarta ampliar o número de empresas participantes caso a procura por vagas e por candidatos se mantenha alta nas próximas edições.

Enquanto isso, quem ficou de fora da primeira edição pode buscar vagas diretamente no SINE Patrocínio ou acompanhar os canais da entidade para saber quando sai a próxima chamada.

O que um feirão de emprego diz sobre a economia local

A realização de um feirão de empregos costuma ser também um termômetro informal da economia de uma cidade: quando há vaga sobrando e empresa disposta a montar estande para atrair candidato, é sinal de que o comércio e os serviços locais estão em expansão, ou pelo menos precisando repor quadro. O inverso também vale, cidades em retração raramente organizam esse tipo de evento, porque simplesmente não há vaga suficiente para justificar o esforço.

Para Patrocínio, a estreia do Emprega+ se soma a outras iniciativas recentes de aproximação entre poder público, entidades empresariais e trabalhador, um movimento que a cidade vem tentando institucionalizar em vez de deixar a cargo de indicação informal.

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