André Mendonça mira financiamento do filme Dark Horse
Ministro do STF se reúne com defesa de colaborador da PGR nesta terça, na apuração dos R$ 61 milhões repassados para a cinebiografia de Bolsonaro.

O ministro André Mendonça, do STF, avança para uma nova frente do caso Dark Horse dentro da investigação do Banco Master. Depois de mirar as mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, Mendonça sinaliza que o próximo passo é apurar o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada “Dark Horse”.
Nesta terça-feira (08), o gabinete de Mendonça tem reunião marcada com a defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, empresário que fechou acordo de colaboração premiada com a PGR e afirma ter feito transferências milionárias por determinação de Vorcaro.
O acordo de “Mineiro” com a PGR no caso Dark Horse
A reunião desta terça é uma das etapas que antecedem a eventual homologação do acordo de colaboração premiada de Freixo Júnior. Segundo a apuração, a equipe de Mendonça vai analisar pontos como voluntariedade, regularidade e legalidade da colaboração antes de enviar um parecer ao próprio ministro relator do caso.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.
Colaboração premiada é o instrumento pelo qual um investigado ou réu fornece informações relevantes para uma investigação em troca de benefícios processuais, como redução de pena. Antes de valer como prova, o acordo precisa passar pelo crivo do Ministério Público e, depois, ser homologado pelo Judiciário. Liquidação extrajudicial, por sua vez, é a medida mais severa que o Banco Central pode aplicar a uma instituição financeira: encerra as atividades do banco de forma definitiva e coloca a apuração de bens e dívidas sob responsabilidade de um liquidante nomeado pelo próprio Banco Central.
Como o dinheiro do caso Dark Horse teria sido usado
A investigação apura os recursos enviados por Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Segundo o apurado, o acordo para a produção previa R$ 124 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados. Flávio Bolsonaro, segundo agentes da Polícia Federal, teria participado das negociações para a liberação das parcelas do financiamento; ele nega qualquer irregularidade.
Parte do dinheiro teria passado por um fundo nos Estados Unidos que tinha, entre seus administradores, o advogado Paulo Calixto, ligado a Eduardo Bolsonaro. Uma das linhas de investigação busca saber se recursos originalmente destinados ao projeto do filme teriam sido usados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele nega ter recebido qualquer valor.
O pano de fundo: a investigação do Banco Master
O caso Dark Horse é um desdobramento da investigação sobre o Banco Master, instituição financeira cujo controlador é justamente Daniel Vorcaro. O banco entrou em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, na mesma semana em que Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, e a apuração sobre o destino de recursos ligados a ele se ramificou para diferentes frentes, entre elas o financiamento de projetos que teriam recebido aportes da instituição.
Alpha for MenA investigação do caso Dark Horse já resultou em outras movimentações do STF nesta mesma terça-feira: mais cedo, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, atendendo a um pedido do partido Novo motivado por menções ao delegado nas conversas de Vorcaro. A Folha de Patrocínio já vem cobrindo os principais capítulos da crise entre Mendonça e outros ministros do STF ao longo das últimas semanas, sempre que a investigação avança sobre novos nomes ou novas frentes.
Até a publicação desta matéria, nem o STF, nem a defesa de Flávio Bolsonaro, nem a de Eduardo Bolsonaro haviam se manifestado além das negativas já registradas na apuração. Nenhuma das pessoas citadas nesta matéria foi condenada por qualquer dos fatos apurados no caso Dark Horse, e todas negam irregularidade. A Folha de Patrocínio deve atualizar o texto caso alguma das partes se pronuncie ou o processo avance para uma nova fase.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






