Rejeição de Lula chega a 50% na Gerp; a de Flávio é de 42%
No voto válido do 1º turno, Flávio tem 44% e Lula, 42%, empate técnico. No 2º turno, o senador marca 50% contra 43% do presidente, a cinco dias da eleição.

A rejeição de Lula (PT) chegou a 50% na pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (29), a cinco dias do primeiro turno da eleição presidencial. Metade dos eleitores ouvidos pelo instituto diz que não votaria no presidente de jeito nenhum. O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário dele na corrida, é rejeitado por 42%.
Os dois lideram a disputa e também a lista de quem o eleitor descarta. Depois deles a distância é grande: Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) têm 7% cada, e Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%. Os outros candidatos testados ficaram entre 4% e 5%. Nessa pergunta o entrevistado pode citar mais de um nome, e por isso a soma passa de 100%.
Só 1% disse que votaria em qualquer um dos candidatos. Outros 2% não votariam em nenhum, e 3% não souberam responder.
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O índice vem subindo nas rodadas do instituto. Em junho, a Gerp registrou 48% de rejeição ao presidente, num levantamento com 2.000 entrevistas feito entre os dias 2 e 5 daquele mês. Na rodada de 3 a 8 de setembro, o índice foi a 49%. Com os 50% de agora, a rejeição de Lula subiu dois pontos em quatro meses, variação que fica dentro da margem de erro.
Flávio está no mesmo patamar de junho, quando também tinha 42%. A diferença entre os dois nesse quesito é de oito pontos, bem acima da margem.
A rejeição pesa mais no segundo turno, quando o eleitor tem só dois nomes na urna. Na conta simples, um candidato rejeitado por metade do eleitorado precisa conquistar quase todo o resto para vencer.
O que a mesma pesquisa mostra na intenção de voto
Mesmo com a rejeição de Lula oito pontos acima da do senador, a disputa do primeiro turno está apertada. Contando só os votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Flávio Bolsonaro tem 44% e Lula, 42%. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. Augusto Cury soma 5% dos válidos, e Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 3% cada.
Na simulação de segundo turno, o senador marca 50% e o presidente, 43%. Outros 5% não votariam em nenhum dos dois e 1% não soube responder. O placar é o mesmo da rodada feita entre 14 e 16 de setembro, que a Folha publicou na época. Naquela pesquisa, Flávio tinha 40% e Lula 37% no primeiro turno, em votos totais, uma base diferente da usada agora.

Reta final e o voto em Patrocínio
O primeiro turno é no domingo, 4 de outubro. Em Patrocínio, como em todo o país, o eleitor escolhe presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. As seções abrem às 8h e fecham às 17h, no horário de Brasília. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos, a eleição presidencial vai para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e tem histórico de acertar o resultado nacional: desde 1989, quem venceu a disputa presidencial no estado também venceu no Brasil. Para ver como Lula e Flávio aparecem entre os eleitores mineiros, a Folha publicou a pesquisa Quaest em Minas.
Pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral podem ser divulgadas até o dia da votação. O registro de cada uma, com questionário e plano de amostra, fica aberto para consulta no sistema PesqEle do TSE.
Ficha técnica
A Gerp ouviu 2.400 eleitores de todas as regiões do país, por telefone, entre 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95,55%. A própria Gerp é a contratante do levantamento, registrado no TSE sob o número BR-03929/2026.
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