SAMU reverte parada cardíaca em Patrocínio e homem vai para a Santa Casa
Homem de 55 anos caiu no cruzamento da Rua Coronel João Cândido com a Nhonhô Paiva, no Marciano Brandão. A equipe fez reanimação e intubação no local antes de transportá-lo.

Um homem de 55 anos passou mal e caiu no meio da rua, no bairro Marciano Brandão, e chegou ao hospital vivo porque a equipe do SAMU o encontrou ainda a tempo. Foi uma parada cardíaca em Patrocínio revertida na calçada, na tarde de segunda-feira (14), no cruzamento da Rua Coronel João Cândido com a Rua Nhonhô Paiva.
Quando os socorristas chegaram, ele já não tinha pulso nem respiração. A equipe iniciou as manobras de reanimação ali mesmo, fez intubação orotraqueal e aplicou medicação. O coração voltou a bater. Estabilizado, o homem foi levado para a Santa Casa, onde permanece internado em estado grave.
O que é uma parada cardiorrespiratória
Parada cardiorrespiratória é quando o coração para de bombear sangue e a respiração cessa. O cérebro começa a sofrer lesão irreversível em torno de quatro a seis minutos sem oxigênio. É por isso que cada minuto conta, e é por isso que o desfecho de uma parada cardíaca em Patrocínio ou em qualquer outro lugar depende muito menos do hospital e muito mais do que acontece nos primeiros minutos, na rua.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Não é a mesma coisa que infarto, embora um possa levar ao outro. No infarto, uma artéria entope e parte do músculo do coração começa a morrer, mas a pessoa costuma continuar consciente, com dor no peito, falta de ar, suor frio e dor que irradia para o braço ou a mandíbula. Na parada, a pessoa desmaia, não responde e não respira normalmente.
O que fazer enquanto o socorro não chega
A orientação padrão é simples e vale para qualquer pessoa, sem treinamento nenhum. Se alguém desabar e não responder ao chamado, cheque em até dez segundos se está respirando. Se não estiver, ligue 192 e comece a compressão torácica: as duas mãos sobrepostas no centro do peito, braços esticados, empurrando forte e rápido, cerca de cinco centímetros de profundidade, num ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.
O número que atende urgência médica é o 192, e não o 190. Ligar para o lugar errado custa minutos que, numa parada cardíaca em Patrocínio, são exatamente os minutos que decidem se a pessoa volta com ou sem sequela neurológica. Ao atender, informe o endereço completo com ponto de referência, o que aconteceu e se a pessoa está respirando.
Quem não se sentir seguro para fazer respiração boca a boca pode fazer só a compressão. A recomendação internacional aceita isso desde 2010 justamente porque compressão sozinha salva mais do que o socorrista parado esperando ajuda. Só se deve interromper quando a pessoa voltar a respirar ou quando a equipe assumir o atendimento.
Se houver um desfibrilador automático por perto, em academia, shopping ou repartição, ele deve ser usado. O aparelho fala em voz alta o que fazer e só libera o choque se identificar um ritmo que responda a choque, então não há como aplicá-lo errado.
A rede que atendeu a parada cardíaca em Patrocínio
O SAMU de Patrocínio opera pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISTRI), que mantém as unidades de suporte básico e avançado da região. A chamada entra pelo 192, é classificada por um médico regulador e a viatura compatível com a gravidade é despachada. Na parada cardiorrespiratória o protocolo prevê suporte avançado, com médico a bordo, que é o que permite a intubação feita neste atendimento.

Casos assim não são raros na cidade. Em setembro, uma criança de dois anos foi reanimada depois de se afogar numa piscina, e um policial de folga estancou a hemorragia de um jovem até a chegada do socorro. Nos dois episódios, como agora, o que separou o desfecho foi o tempo entre o colapso e a primeira manobra.
Não há estatística municipal aberta sobre quantas paradas cardiorrespiratórias o SAMU atende por ano na cidade. O dado nacional de referência é o da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que estima cerca de 200 mil paradas por ano no país, metade delas fora do ambiente hospitalar. É essa metade que depende de quem estava por perto.
A Folha não divulga o nome do paciente por se tratar de informação de saúde protegida, e aguarda boletim atualizado da Santa Casa sobre o quadro dele.
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