A Prefeitura de Patrocínio assinou um termo de parceria que garante R$ 400 mil para a renovação do enxoval da Santa Casa. O dinheiro vai para a compra de um novo enxoval de hotelaria hospitalar, como roupa de cama, toalhas e vestuário de paciente, usado por quem é internado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O repasse foi anunciado nesta quinta-feira (3) pelo prefeito Gustavo Brasileiro, que classificou a medida como um investimento em conforto, higiene e dignidade durante a internação. A Santa Casa é o principal hospital de Patrocínio e a retaguarda do SUS no município.

Para que serve o enxoval da Santa Casa
Enxoval hospitalar é o conjunto de roupa de cama, banho e vestuário de paciente que circula todos os dias entre os leitos e a lavanderia: lençóis, fronhas, cobertores, toalhas, camisolas e aventais. Por causa do uso intenso e da lavagem constante em alta temperatura, esses itens têm vida útil curta e precisam ser repostos com frequência, o que pesa no orçamento de hospitais filantrópicos. Em um hospital de médio porte, cada leito ocupado consome vários jogos de cama e banho por semana, e a rouparia precisa de estoque de reserva para não faltar peça limpa.
“Pode parecer um detalhe, mas são itens que fazem parte do dia a dia de quem está internado e que fazem diferença no conforto, na higiene e na dignidade durante o atendimento”, disse Gustavo Brasileiro ao anunciar o repasse. Segundo ele, o compromisso da gestão é buscar parcerias que tragam resultados concretos para quem depende do SUS.
Como o recurso do enxoval da Santa Casa vai ser usado
O termo de parceria define que os R$ 400 mil sejam aplicados na compra do novo enxoval da Santa Casa, beneficiando diretamente os pacientes do SUS atendidos pelo hospital. A instituição fica responsável pela aquisição e pela prestação de contas, como acontece em convênios desse tipo entre entidade filantrópica e poder público.
O valor não vai para obra nem para equipamento médico, mas para um item de consumo que raramente aparece em anúncios oficiais: a roupa que o paciente usa e a cama em que ele deita. Em hospitais que atendem pelo SUS, o enxoval costuma ser um dos primeiros pontos a se desgastar quando o orçamento aperta, porque a reposição é contínua e não gera resultado visível na fachada.
Santa Casa e a rede de saúde de Patrocínio
O repasse para o enxoval da Santa Casa chega poucas semanas depois de a Prefeitura entregar novas Unidades Básicas de Saúde nos bairros Matinha, Nações e Congonhas, com cobertura estimada de mais de 10 mil pessoas. A lógica anunciada pela gestão é a mesma nos dois casos: a UBS resolve a atenção básica no bairro, e o hospital fica como retaguarda para internação, cirurgia e urgência.
A Prefeitura descreve o repasse como parte de um trabalho conjunto com a Santa Casa para melhorar estrutura e qualidade do serviço, direcionando dinheiro a necessidades concretas da rede. É um arranjo comum em cidades do interior de Minas, onde o hospital filantrópico funciona como retaguarda do SUS e depende de complementação municipal para manter o atendimento.
Para o paciente, a mudança aparece no leito: roupa de cama nova, toalhas em melhor estado e vestuário hospitalar sem desgaste. Para a instituição, a renovação completa do enxoval reduz o descarte de peças danificadas e permite organizar melhor a rotina da lavanderia e da rouparia.
O anúncio completo está no portal da Prefeitura de Patrocínio. A Folha acompanha o dia a dia da Santa Casa e da saúde pública do município, como a entrega das novas UBSs em agosto, na editoria de Cidade.
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