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Policial

Ex-funcionária é indiciada por fraude em construtora de Patos de Minas

Inquérito da Polícia Civil aponta pagamentos via Pix desviados para conta pessoal ao longo de quase dois anos.

Viatura da Polícia Civil estacionada em frente à delegacia de Patos de Minas, cidade onde ocorreu a fraude em construtora
Viatura da Polícia Civil estacionada em frente à delegacia de Patos de Minas, cidade onde ocorreu a fraude em construtora

Uma ex-empregada de uma construtora de Patos de Minas foi indiciada por estelionato depois que a Polícia Civil concluiu que ela armou um esquema de fraude em construtora que se estendeu por quase dois anos, causando um prejuízo estimado em R$ 200 mil aos cofres da empresa.

Como funcionava o esquema de fraude em construtora

Segundo o inquérito, a investigada trabalhava na empresa desde abril de 2022, período em que passou do setor de pós-vendas para o financeiro, onde ganhou acesso aos sistemas de emissão e baixa de boletos. Quando um cliente pedia a reemissão de um boleto vencido ou queria antecipar o pagamento com desconto, ela alegava que o sistema bancário da construtora estava fora do ar e orientava o pagamento via Pix para uma chave em seu próprio nome.

Depois de receber o valor, a funcionária emitia declarações de quitação em nome da empresa. Algumas, segundo a apuração, foram assinadas sem autorização dos sócios administradores, e outras trazem assinaturas que a Polícia Civil aponta como possivelmente falsificadas. Para disfarçar o desvio, ela também registrava informações falsas no sistema interno de controle de recebíveis, fazendo os pagamentos parecerem quitados normalmente.

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A investigação apontou ainda que a ausência de mecanismos de dupla conferência na construtora deu à funcionária ampla autonomia para agir sem levantar suspeitas por um período prolongado. O Pix, que permite transferências instantâneas direto para uma conta de pessoa física, foi o meio usado em praticamente todos os desvios: como a confirmação do pagamento chega na hora, os clientes não tinham motivo para desconfiar da orientação recebida por telefone ou mensagem.

O crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, prevê pena de reclusão de um a cinco anos e multa. A pena pode ser aumentada quando o autor se aproveita de relação de confiança com a vítima, como no caso de um funcionário que tem acesso a sistemas internos da própria empresa, situação semelhante à descrita no inquérito.

Fachada da 1ª Delegacia Regional de Patos de Minas, unidade da Polícia Civil que apurou a fraude em construtora
1ª Delegacia Regional de Patos de Minas, unidade da Polícia Civil responsável pelo inquérito. Foto: Arquivo Patos Hoje

Linha do tempo do caso

De acordo com o inquérito, o esquema de fraude em construtora ocorreu entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. A perícia contábil identificou R$ 109.595,36 em transferências que efetivamente caíram na conta pessoal da investigada, além de outros R$ 86.825,26 em cancelamentos de cobranças que nunca chegaram a entrar nas contas da empresa. A soma dos dois valores se aproxima do prejuízo de R$ 200 mil citado pela corporação.

Como a fraude foi descoberta

O esquema começou a desmoronar quando um cliente relatou a um corretor de imóveis que o setor financeiro da construtora havia pedido para ele pagar em uma conta particular. A informação chegou à direção da empresa, que abriu uma auditoria interna e encontrou o mesmo padrão em diversos outros atendimentos. A funcionária foi demitida por justa causa assim que as irregularidades vieram à tona, e o caso foi levado à Polícia Civil para apuração.

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Próximos passos na Justiça

Ao final do inquérito, o delegado responsável indiciou a investigada pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. Ela prestou depoimento acompanhada de advogada e optou por permanecer em silêncio, direito garantido pela Constituição. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que vão decidir sobre o andamento da ação penal.

Depois da conclusão do inquérito por fraude em construtora, cabe ao Ministério Público decidir se oferece denúncia contra a investigada, dando início à ação penal propriamente dita. Até lá, ela responde ao processo em liberdade. O relatório final do inquérito foi obtido inicialmente pelo Patos Hoje. Outros casos policiais de Patos de Minas e região estão reunidos na cobertura policial da Folha de Patrocínio.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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