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Nacional

Diretor-geral da PF entra em crise com ministro do STF por caso INSS

Andrei Rodrigues resiste à exigência de acesso irrestrito de André Mendonça aos documentos da investigação do INSS, num embate que expôs divisões entre Justiça, PGR e a cúpula da Polícia Federal.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, em cerimônia oficial em Brasília
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, em cerimônia oficial em Brasília

Uma crise institucional que já dura mais de um mês opõe o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso conhecido como Farra do INSS, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No centro do conflito está a exigência de Mendonça de que a PF submeta a ele, em tempo real, todos os documentos brutos da investigação, incluindo procedimentos internos ainda em andamento, e que qualquer mudança na equipe responsável passe por sua autorização prévia.

O que motivou a crise entre Mendonça e o diretor da PF

A determinação foi mal recebida dentro da corporação. Segundo apurou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles, o procedimento habitual da PF é analisar documentos apreendidos e dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e só então encaminhá-lo ao gabinete do relator, mantendo uma cadeia de custódia própria das provas. Mendonça, no entanto, foi informado de que depoimentos já colhidos não estavam sendo juntados aos autos e que os relatórios periódicos sobre o andamento da investigação, por ele determinados, não estavam sendo apresentados como esperado.

Diante da resistência da PF em cumprir a ordem, o ministro determinou o esclarecimento da questão, que segundo a reportagem pode configurar desobediência processual e obstrução de justiça. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, manteve sua posição de não compartilhar integralmente os dados nos termos exigidos e remeteu a disputa para análise da Advocacia-Geral da União (AGU).

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Diretor da PF Andrei Rodrigues durante cerimônia de posse ao lado do presidente Lula
Andrei Rodrigues (à esquerda) durante ato de sua nomeação como diretor-geral da Polícia Federal. Foto: Ricardo Stuckert/PR (Wikimedia Commons, CC BY 2.0)

A investigação do INSS e o filho do presidente

O caso sob relatoria de Mendonça investiga as fraudes em descontos associativos de aposentados do INSS, um dos maiores escândalos em apuração no país, com amplo envolvimento de personagens políticos e volume expressivo de dinheiro desviado. Entre os investigados está Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que eleva a sensibilidade política de qualquer decisão sobre o andamento das apurações. Mendonça já autorizou um segundo inquérito para tratar de suspeitas adicionais envolvendo Lulinha, mantendo a apuração separada do processo principal.

Segundo relatos reproduzidos pela imprensa, o diretor-geral da PF tem dito a interlocutores que a pressão sobre ele já chegou perto do limite, faltando apenas uma ordem de prisão. A frase circula como sinal da tensão que o próprio Andrei Rodrigues diz sentir diante da disputa com o ministro relator, não como qualquer tipo de decisão ou acusação formal contra ele.

Autonomia do diretor-geral da PF em xeque

Por lei, o delegado responsável por uma investigação tem autonomia para conduzi-la. É essa autonomia que a PF alega estar sendo restringida pela exigência de acesso irrestrito e em tempo real aos procedimentos internos. Do outro lado, Mendonça tem justificado a medida como necessária para preservar a investigação de interferência política e seletividade, além de garantir à defesa acesso aos elementos já produzidos, conforme prevê a Súmula Vinculante 14 do STF.

O episódio expôs divisões entre outras autoridades envolvidas. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, manteve-se neutro diante do embate, o que gerou desconforto entre delegados da PF, que esperavam que o chefe da pasta defendesse a autonomia da corporação. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sinalizou que não pretende questionar a ordem de Mendonça, mas também não concorda com a pressão direta sobre o diretor-geral da PF.

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Reportagem em contexto

Paralelamente à crise com Mendonça, Andrei Rodrigues também comanda a investigação sobre o Banco Master, caso em que a PF afirma adotar cautelas reforçadas, incluindo busca e apreensão contra um perito da própria corporação, para evitar que vazamentos comprometam a validade das provas. A Folha de Patrocínio apurou esta reportagem a partir de fontes jornalísticas que confirmaram os fatos centrais da crise entre a PF e o ministro relator do caso INSS, e mantém cobertura permanente de política nacional nesta editoria.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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