Flávio e as urnas: senador diz não ter provas de fraude, mas põe o resultado em dúvida e cobra voto impresso
Na entrevista, ele reconhece que só cerca de 34 mil pessoas votaram depois das 17h. Lula venceu o segundo turno por mais de 4,4 milhões de votos.

Flávio e as urnas voltaram a dividir as redes depois de uma entrevista do senador ao jornalista Glenn Greenwald, publicada nesta sexta-feira (6). Derrotado por Lula (PT) no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) admitiu que não tem provas de fraude e disse que, por isso, não vai contestar o resultado na Justiça brasileira. No mesmo depoimento, porém, pôs em dúvida a apuração e voltou a cobrar o voto impresso.
“Nem eu, nem o Lula, podemos falar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil”, afirmou. O trecho mais compartilhado da conversa circula desde a noite de sexta como prova de que o sistema eleitoral não é confiável. As falas, quando comparadas com os dados oficiais, contam outra história.
O que Flávio disse sobre as duas horas a mais
A principal desconfiança do senador está na prorrogação da votação até as 19h, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, para as seções que ainda tinham eleitores na fila. Flávio disse que a decisão “mudou a regra do jogo com o jogo já encerrado” e que algo pode ter acontecido “dentro do TSE” nesse intervalo.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O próprio senador, no entanto, reconheceu que o número de eleitores que votaram depois das 17h foi pequeno. “A questão não é as pessoas que votaram nas urnas nessas duas horas, foram um pouco mais de 34 mil pessoas”, disse. Pelos arquivos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram exatamente 34.393 votos, enquanto Lula terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos.
Quando Greenwald perguntou o que exatamente teria acontecido no TSE, Flávio não apontou fato concreto. Disse que só técnicos têm acesso aos sistemas e pediu uma auditoria independente. O tribunal já informou, em nota divulgada em 28 de outubro, que “qualquer pessoa pode baixar os arquivos e auditar os resultados da eleição”, e os boletins de cada urna estão disponíveis no site da Justiça Eleitoral.

Por que ele não vai à Justiça
Flávio explicou a decisão de não contestar a contagem lembrando o que aconteceu em 2022. Naquele ano, o PL pediu a anulação de parte dos votos do segundo turno, e o TSE rejeitou o pedido e multou o partido em cerca de R$ 22 milhões por litigância de má-fé. “Eu sei que a consequência vai ser eu acabar sendo mais uma vítima, acusado de atentar contra a democracia”, disse.
A estratégia do partido, segundo ele, será outra: acusar a chapa de Lula e Geraldo Alckmin de abuso de poder político e econômico. Flávio falou em R$ 450 bilhões gastos para “comprar voto com dinheiro público”, número que ele não detalhou. A principal ação já apresentada nesse sentido, a do partido Novo, lista 35 medidas do governo em 2026, com custo estimado de R$ 73 bilhões, e ainda não foi julgada.
Alpha for MenO Butão e o voto impresso
O senador repetiu um argumento antigo: só o Brasil e o Butão teriam votação 100% eletrônica. A comparação deixa de fora a Índia, que tem perto de 1 bilhão de eleitores e também vota em urna eletrônica, com um comprovante impresso que o eleitor confere e que fica guardado. Flávio citou ainda o Paraguai e a Venezuela como exemplos de países em que o papel ao lado da urna permitiria conferir a contagem.
O voto impresso foi aprovado pelo Congresso em 2015 e derrubado pelo Supremo em 2020, por risco ao sigilo do voto. Em 2021, uma nova proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi rejeitada pela Câmara. Flávio disse que, se a regra não mudar até 2030, milhões de brasileiros “vão ter dúvidas” de novo.
O que diz o resultado oficial
O TSE confirmou a validade da eleição, e não há decisão que aponte fraude no segundo turno. A Folha já mostrou que os votos após as 17h somaram 34,3 mil e que em Patrocínio todas as seções fecharam até 17h06, que as 106 urnas em que Flávio zerou têm explicação nos dados e que a conta dos votos em Tutóia fecha nos números do tribunal.
Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no primeiro turno, contra 30,44% de Lula. Os resultados de cada seção podem ser conferidos no portal de resultados do TSE.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






