Midterms nos EUA: democratas saem na frente na apuração e viram cadeira no Senado na Carolina do Norte
Até as 22h59 de Brasília, eram 64 cadeiras projetadas na Câmara contra 30 dos republicanos, com 341 ainda abertas. O controle do Congresso segue indefinido.

As midterms nos EUA começaram com vantagem democrata na contagem das primeiras projeções. Até as 20h59 de Washington (22h59 em Brasília) desta terça-feira (3), os democratas tinham 64 cadeiras projetadas na Câmara dos Representantes, contra 30 dos republicanos, e haviam virado uma vaga no Senado, na Carolina do Norte. Ainda faltavam 341 das 435 cadeiras da Câmara, e o controle das duas casas do Congresso seguia indefinido.
Os números são parciais e mudam a cada hora, conforme os estados fecham as urnas e as redes de TV americanas projetam os vencedores. Os estados do Oeste, como a Califórnia, só terminam a votação mais tarde, e boa parte das disputas apertadas deve ficar para a madrugada ou para os próximos dias.
O que está em jogo nas midterms nos EUA
A eleição de meio de mandato renova todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 do Senado e 36 governos estaduais. Hoje, os republicanos controlam as duas casas: têm uma maioria apertada na Câmara e 53 senadores, contra 47 da bancada democrata. Para ter maioria na Câmara, um partido precisa de 218 cadeiras. No Senado, um empate em 50 a 50 é decidido pelo voto do vice-presidente, o republicano J.D. Vance, e por isso os democratas precisam chegar a 51.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O resultado define como será a segunda metade do mandato de Donald Trump. Se os democratas tomarem a Câmara, passam a controlar as comissões de investigação e a pauta de votações, o que permite barrar projetos do governo e abrir investigações sobre a administração.

As disputas já decididas
No Senado, a virada democrata veio na Carolina do Norte, onde o ex-governador Roy Cooper foi projetado vencedor para a vaga que era dos republicanos. Os democratas também mantiveram as cadeiras de Jon Ossoff, na Geórgia, de Mark Warner, na Virgínia, e de Chris Pappas, em New Hampshire. Do lado republicano, Ashley Moody venceu a eleição especial na Flórida. Somando quem não estava em disputa, o Senado tinha 43 democratas e 33 republicanos definidos até a parcial.
Entre as disputas ainda abertas no início da noite, os democratas apareciam à frente no Michigan, com Abdul El-Sayed contra Mike Rogers, e no Texas, onde James Talarico liderava contra Ken Paxton com cerca de 38% das urnas apuradas. Em Ohio, Sherrod Brown estava à frente de Jon Husted. No Kansas e no Mississippi, os candidatos democratas também apareciam à frente dos senadores republicanos Roger Marshall e Cindy Hyde-Smith nas primeiras parciais, no Mississippi por margem estreita. Maine e Carolina do Sul ainda não tinham projeção. Essas parciais podem se inverter até o fim da apuração.
Alpha for MenAs pesquisas de véspera
As pesquisas da reta final já indicavam um ambiente difícil para os republicanos. Na última sondagem nacional da AtlasIntel, feita de 28 de outubro a 1º de novembro, o candidato democrata ao Congresso tinha 55,5% das intenções de voto, contra 41,4% do republicano, e a aprovação de Trump estava em 40,3%. Na mesma pesquisa, Marco Rubio aparecia como o favorito dos republicanos para 2028, como a Folha mostrou na reportagem sobre Rubio em 2028.
A votação acontece em meio a tensões externas do governo Trump, como o ataque dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz, e às críticas do presidente ao Brasil depois da reeleição de Lula, quando ele disse que o país virou “esquerda radical”. Os resultados oficiais de cada estado são publicados pelas autoridades eleitorais locais, e a lista de disputas pode ser acompanhada no portal do governo americano.
A imagem de abertura desta reportagem é uma ilustração gerada por IA (Gemini) e não é foto do fato.
A Folha vai atualizar esta reportagem ao longo da apuração, com a definição do controle da Câmara e do Senado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




