Tarcísio candidato em 2030: governador admite a chance pela primeira vez
Reeleito em São Paulo, o governador diz que um bom fim de mandato abre a porta, mas que decide em grupo. Para concorrer, teria de deixar o cargo até abril de 2030.

Tarcísio candidato em 2030 deixou de ser só especulação de aliados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos, admitiu pela primeira vez que pode disputar a Presidência da República daqui a quatro anos. Em entrevista divulgada nesta semana, ele disse que terminar bem o segundo mandato “obviamente abre uma possibilidade”. Mas avisou que a decisão não será só dele.
“2030 é outra conversa. A gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no Estado de São Paulo”, afirmou o governador. “Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho.”
Tarcísio candidato em 2030: por que a frase veio agora
A frase chega três dias depois do segundo turno. No domingo (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou Lula (PT) reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), como a Folha mostrou na reportagem sobre a reeleição de Lula. Como a Constituição só permite uma reeleição seguida, Lula não pode concorrer de novo em 2030, e o PT vai precisar de outro nome.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Do lado da direita, o cenário também mudou nesta semana. Flávio está nos Estados Unidos desde a quarta-feira (28), depois de não entregar os passaportes no prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal, caso contado em Flávio não entregou os passaportes. O irmão dele, Eduardo Bolsonaro, publicou uma foto ao lado do senador, registrada em Eduardo Bolsonaro e Flávio nos EUA.
Na campanha deste ano, dirigentes de centro-direita, entre eles o presidente do PSD, Gilberto Kassab, defenderam que Tarcísio fosse o candidato a presidente. Ele preferiu tentar a reeleição em São Paulo e apoiou Flávio até o fim. Agora, dirigentes da direita e do centrão avaliam que o governador pode chegar a 2030 mais competitivo do que o senador, embora isso dependa da gestão paulista e de como as forças políticas vão se arrumar até lá.
O conselho que Flávio não seguiu
Na mesma entrevista, Tarcísio contou que esteve numa reunião com Flávio antes da viagem, ao lado de advogados e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. “O conselho que nós demos a ele (…) foi que ficasse”, disse. Logo depois, acrescentou que não julga a decisão do senador, porque “é muito duro” passar pelo que a família vive, com o pai preso.
Segundo o governador, o grupo também recomendou a Flávio que trocasse a contestação pública do resultado por uma ação na Justiça Eleitoral, e que não anunciasse a saída do país. “Usa esse remédio jurídico e não fala que vai sair”, resumiu. Até esta quinta-feira (29), o TSE não registrou nenhuma decisão que mude o resultado proclamado.
Alpha for MenO que Tarcísio já disse depois da eleição
O tom nacional apareceu antes da entrevista. Na terça-feira (27), o governador publicou um vídeo nas redes sociais em que reconheceu o resultado das urnas e pediu unidade à oposição. “A direita brasileira recebeu das urnas uma responsabilidade, recebeu força no Congresso e nos estados. Agora é hora de unidade, de uma oposição vigilante, que cobre responsabilidade fiscal”, disse no vídeo. No mesmo vídeo, criticou o que chamou de excessos na campanha e defendeu ministérios com nomes técnicos e corte de gastos.
Na entrevista, voltou ao tema fiscal com uma comparação. Para ele, o Banco Central “tenta tirar a água do barco” com os juros, enquanto o governo “coloca água no barco gastando demais”. Tarcísio cobrou do PT um plano de ajuste e citou promessas de campanha que, na conta dele, aumentam a despesa. Não houve resposta pública do governo federal às críticas até a publicação desta matéria.
O governador também disse que leva a fé para as decisões políticas. “Quando Deus abre uma porta, aquele projeto é de Deus”, afirmou, ao explicar que entrega os projetos à vontade divina.
Quem é Tarcísio de Freitas
Engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia, Tarcísio foi ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022. Deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo em 2022, venceu no segundo turno e, neste ano, foi reeleito já no primeiro. Governa o estado mais populoso do país e é visto por aliados como possível candidato da direita na próxima eleição presidencial.
O prazo que Tarcísio candidato em 2030 teria de cumprir
Há um prazo que pesa. Pela Constituição Federal (artigo 14, parágrafo 6º), governador que quer concorrer a outro cargo precisa renunciar ao mandato até seis meses antes da eleição. Como o primeiro turno de 2030 cai no começo de outubro, Tarcísio teria de deixar o Palácio dos Bandeirantes até o início de abril daquele ano, nove meses antes do fim do mandato.
Por enquanto, não existe candidatura, nem pré-candidatura registrada: o que há é a admissão de uma possibilidade, condicionada ao desempenho em São Paulo e a uma decisão do grupo político. O Republicanos não divulgou posição sobre 2030. A Folha acompanha as movimentações da oposição na editoria de Política.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






