Imposto de carros elétricos chega a 35% em 2027 para kits importados; veja o que muda no preço
Kits desmontados passam de 14% para 35% em janeiro de 2027, e a cota de importação sem imposto termina em dezembro. O efeito no preço depende do modelo.

O imposto de carros elétricos montados no Brasil a partir de kits importados sobe de 14% para 35% em janeiro de 2027, pelo cronograma do Gecex, a câmara de comércio exterior do governo federal. A alta atinge os veículos importados desmontados (CKD), que as montadoras completam no país. Os semidesmontados (SKD) e os carros importados já prontos chegam a 35% antes, em julho de 2026, pelo calendário do programa Mover.
A imagem de destaque é uma montagem feita com inteligência artificial a partir de uma foto real e não registra um fato. A origem da foto está explicada no fim da matéria.
O que muda em janeiro de 2027
A data de 35% para os desmontados foi antecipada em 30 de julho de 2025, quando o Gecex-Camex decidiu adiantar o fim do cronograma de elevação tarifária de carros elétricos e híbridos importados. O prazo anterior era julho de 2028, ou seja, a mudança puxou a etapa final em um ano e meio, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em junho de 2026, o colegiado manteve esse calendário: os CKD continuam em 14% até o fim de 2026 e passam a 35% em janeiro de 2027.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O governo diz que o objetivo é ajustar a política tarifária aos investimentos previstos para o setor automotivo, trazer novas tecnologias ao consumidor e ampliar a cadeia produtiva nacional. Em 2026, o Gecex acrescentou a justificativa de alinhar a política de comércio exterior à renovação da frota, ao incentivo à inovação e à redução de emissões de carbono.
Quem é atingido: CKD, SKD e carros prontos
CKD é o carro que chega ao Brasil em peças, quase todo desmontado, para ser montado numa fábrica local. SKD chega semidesmontado, com parte da montagem já feita. Montadoras que operam assim, como a BYD, que instalou uma fábrica em Camaçari, na Bahia, pagam hoje imposto menor do que quem importa o carro pronto. É essa diferença que o calendário vai eliminando.
Para o SKD, o imposto de importação subiu para 35% em julho de 2026, de acordo com a decisão do Gecex divulgada em 23 de junho. Os veículos totalmente montados ficaram fora dessa decisão e seguem as regras de tributação já estabelecidas, com a etapa final de 35% do cronograma do Mover também em julho de 2026. Resta, portanto, o CKD, que sobe em janeiro.
A cota de alíquota zero tem prazo
Junto com a manutenção do calendário, o Gecex recriou uma cota de importação com alíquota zero para CKD e SKD, no valor de US$ 463 milhões, válida por seis meses a partir de 1º de julho de 2026. Acima desse limite, valem as alíquotas do cronograma. Como a cota termina em 31 de dezembro, ela vence no mesmo mês em que o CKD passa a 35%.
Alpha for MenA Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu com “grande preocupação” e disse que manter a cota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas de autopeças. A BYD, por sua vez, defendia incentivos como contrapartida aos investimentos feitos no Brasil.
O que isso muda no preço para o consumidor
O imposto maior pode elevar os custos das empresas, que podem repassar parte do valor aos compradores. Isso não quer dizer que todo carro elétrico fique mais caro: o efeito depende da modalidade de importação, do fabricante e das condições de mercado. Quem pretende comprar um elétrico montado a partir de kits importados deve acompanhar as tabelas das concessionárias a partir de janeiro. Quem identificar reajuste sem explicação ou propaganda enganosa pode procurar o Procon Municipal de Patrocínio.
A Folha já mostrou o ponto de recarga elétrica instalado na BR-365, em Patrocínio. Sobre outro imposto de importação que pesa no bolso, veja a matéria sobre a taxa das blusinhas e a CBS em 2027.
Sobre a imagem desta matéria
A imagem de destaque foi editada com inteligência artificial a partir de uma fotografia real do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a visita aos carros da montadora chinesa GWM, em Pequim, em 12 de maio de 2025. A edição ampliou o veículo no quadro e acrescentou uma bandeira da China. A foto original, sem alteração, está abaixo. A montagem serve de ilustração do assunto e não mostra o presidente em nenhum evento sobre a tarifa.

Leia também a análise da Folha sobre outra disputa tarifária, a tarifa de 25% dos EUA e o impasse que Lula leva ao quarto mandato. Mais notícias de Nacional estão na página da editoria.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




