Flávio vai deixar o Brasil? Só Eduardo falou em saída, e antes da eleição
A sugestão partiu do irmão, Eduardo Bolsonaro, em podcast de 23/10. Flávio não comentou, e o plano que anunciou após a derrota é pedir a anulação da eleição na Justiça.

Flávio vai deixar o Brasil depois da derrota para Lula? Até a madrugada desta segunda-feira (26), não há nada que indique isso. O que existe é uma frase do irmão dele, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), dita em 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno: “sou a favor de que ele deixe o país”, disse Eduardo, “com certeza”, caso Flávio perdesse. O senador não comentou a sugestão e, na noite da derrota, anunciou um caminho que corre nos tribunais brasileiros.
A frase de Eduardo circula em publicações com o título “Flávio pode deixar o Brasil”, como se fosse decisão tomada ou informação nova. Não é. Eduardo falou antes de o resultado sair, na condição de irmão e aliado, e a sugestão dele nunca foi confirmada por Flávio, pela campanha do PL ou por qualquer fonte da família.
O que Eduardo disse e quando
Eduardo deu a declaração em um podcast americano, na sexta-feira (23), a dois dias da votação. Ele mora nos Estados Unidos desde março do ano passado e, na mesma entrevista, questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas, dizendo que o sistema não tem papel nem contagem pública dos votos. Sobre o irmão, a frase foi condicional: se Flávio não vencesse, ele seria a favor de que saísse do país. Não houve data, destino nem plano descrito.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.As reportagens sobre a entrevista que a Folha consultou não trazem resposta de Flávio nem da campanha. A Folha também não encontrou, até agora, declaração do senador sobre viagem, mudança de endereço ou saída do Brasil.

O que Flávio disse depois da derrota
Na noite de domingo (25), com o TSE confirmando a reeleição de Lula (PT), Flávio fez um pronunciamento no qual não reconheceu o resultado. “Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir anulação dessas eleições”, afirmou. O plano anunciado, portanto, é contestar a votação na Justiça Eleitoral, um caminho que corre nos tribunais brasileiros. A Folha reuniu as falas na reportagem sobre o pedido de anulação anunciado por Flávio.
A chance de esse pedido prosperar é pequena. O Código Eleitoral só manda refazer a votação se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país, e Lula venceu por 4.430.191 votos, com 100% das seções totalizadas pelo TSE. Ainda assim, é a única estratégia que o senador apresentou até agora.
Alpha for MenPor que a sugestão de Eduardo chamou atenção
O assunto ganhou força por causa da situação de Flávio depois da eleição. O mandato de senador dele termina em 31 de janeiro de 2027. A partir de 1º de fevereiro, ele deixa de ter o foro por prerrogativa de função, o direito de ser investigado e julgado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e fica sem cargo eletivo. Para quem acompanha as investigações em que o nome dele aparece, isso muda o cenário.
A Folha vem acompanhando esses casos. Na reportagem sobre os sigilos no TSE, a empresa Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz, aceitou abrir as contas e negou que Flávio seja sócio dela, enquanto a cobrança do PT cita registros da Polícia Federal que apontam o senador como “usuário master” de uma conta da empresa. Ser citado em uma apuração não é prova de culpa, e a Folha não encontrou denúncia ou condenação contra Flávio nesses casos.
O que a lei diz sobre sair do país
Em regra, qualquer brasileiro pode viajar ou morar fora, inclusive investigado. A restrição só existe quando um juiz a determina. O Código de Processo Penal prevê, nos artigos 319 e 320, a proibição de ausentar-se do país e a entrega do passaporte como medidas cautelares, decididas pelo tribunal quando considera a permanência necessária para a investigação. A Folha não encontrou registro de que essas medidas tenham sido pedidas ou decretadas contra Flávio.
O que se sabe, por enquanto, é que o irmão de Flávio defendeu, antes da eleição, que ele saísse do país em caso de derrota, e Flávio não disse que vai fazer isso. Em Patrocínio, onde ele teve 62,69% dos votos, o resultado completo por escola está na matéria sobre quem ganhou na cidade, e o placar nacional segue na página da apuração. A Folha atualiza esta matéria se Flávio ou a campanha dele falarem sobre o assunto.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






