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Nacional

PF pede terceiro inquérito contra Lulinha por tráfico de influência

Requerimento foi enviado ao STF nesta segunda-feira; filho de Lula já responde a dois inquéritos autorizados por André Mendonça.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de novo pedido de terceiro inquérito contra Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de novo pedido de terceiro inquérito contra Lulinha

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha, nome pelo qual é conhecido o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo pedido, protocolado nesta segunda-feira (3), tenta investigar suspeitas de tráfico de influência, mas ainda não há informações públicas sobre o conteúdo específico da denúncia nem sobre qual ministro do STF vai relatar o caso.

O que já se sabia sobre os outros dois inquéritos contra Lulinha

Antes desse novo pedido, Lulinha já era alvo de dois inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF. O primeiro deles apura uma suposta atuação do empresário junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República, na tentativa de obter aval para a comercialização de cannabis medicinal. Lulinha atua no ramo de cannabis ao lado da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a Polícia Federal cita, nesse inquérito, contatos entre os investigados e servidores públicos, inclusive do próprio gabinete de Lula.

O segundo inquérito busca apurar se Lulinha agiu junto à Dataprev, empresa de tecnologia vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação, para beneficiar o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT. Segundo o relatório da PF, Cleber teria bancado ao menos uma viagem de Lulinha em troca de obter contratos e favores junto ao governo federal.

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de novo pedido de terceiro inquérito contra Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em foto de arquivo. Foto: Sergio Lima/Folhapress/Arquivo

Defesa nega irregularidades no caso do terceiro inquérito contra Lulinha

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade nos dois inquéritos já abertos e chegou a classificar um deles como uma tentativa de “pesca probatória” por parte da Polícia Federal, sustentando que o empresário não atuou em benefício de ninguém dentro do governo. Sobre o novo pedido de investigação, ainda não há posicionamento público divulgado pela defesa até a publicação desta matéria.

O próprio presidente Lula já se manifestou sobre o caso, afirmando que o filho não terá qualquer tipo de privilégio e que vai precisar provar sua inocência ao longo do processo. O Ministério da Saúde, por sua vez, negou ter mantido contrato com a empresa de importação de cannabis ligada ao Careca do INSS, a World Cannabis, afirmando que nunca repassou recursos públicos ao grupo. A Dataprev também negou ter qualquer contrato com a 3STRUCTURE IT e disse pautar sua atuação pela transparência e pela colaboração com órgãos de fiscalização e controle.

Quem é Lulinha, alvo do novo pedido de investigação

Fábio Luís Lula da Silva, formado em biologia, é um dos principais acionistas da Gamecorp, produtora de conteúdo para TV e de jogos para celulares, e mantém atuação em outros ramos de negócio, incluindo o setor de cannabis medicinal citado no primeiro dos inquéritos já autorizados. Filho mais velho do presidente, ele tem se tornado um nome recorrente no noticiário político desde que os primeiros pedidos de investigação da Polícia Federal vieram a público, no fim de julho.

O pedido de um terceiro inquérito contra Lulinha, em menos de uma semana após a autorização do segundo, reforça a percepção de que a Polícia Federal aprofunda o escrutínio sobre a rede de contatos do empresário dentro do governo federal, ainda que, até agora, nenhuma das investigações tenha resultado em denúncia formal ou em qualquer decisão de mérito por parte do STF.

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Próximos passos da investigação

Como o requerimento do terceiro inquérito contra Lulinha ainda não foi distribuído a um ministro relator no STF, não há prazo definido para que a Corte decida se autoriza ou não a abertura formal desse terceiro inquérito. Nos dois casos anteriores, coube a André Mendonça avaliar os pedidos da PF e decidir pela instauração das investigações. Enquanto isso não acontece, Lulinha segue sem qualquer condenação ou acusação formal relacionada a este novo pedido, que por ora se resume a um requerimento investigativo da própria Polícia Federal.

Acompanhe mais detalhes sobre o caso no Poder360. Para acompanhar outras notícias de política nacional, veja também as matérias da editoria Nacional da Folha de Patrocínio.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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