Cid Gomes e Luizianne Lins são os senadores eleitos no Ceará; Capitão Wagner fica em 3º
Aliados de Elmano somam mais de 60% dos votos válidos para o Senado; Cid vai para o segundo mandato e Luizianne chega depois de trocar o PT pela Rede.

Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) garantiram as duas vagas e são os senadores eleitos no Ceará em 2026. Com 99,50% das seções totalizadas pelo TSE às 22h17 deste domingo (4), Cid tinha 3.014.939 votos, 31,18% dos válidos, e Luizianne somava 2.805.429, ou 29,02%. Os dois concorreram pela coligação Ceará Forte, do Lado Certo, a mesma do governador Elmano de Freitas (PT).
Pela conta, os dois senadores eleitos no Ceará já têm as vagas garantidas. A vantagem de Luizianne sobre o terceiro colocado, Capitão Wagner (União), passava de 800 mil votos, e o eleitorado das seções que ainda faltavam totalizar era de 35.048 pessoas. No horário do dado, o TSE ainda não tinha marcado a situação de eleito no sistema.
Como ficou a disputa dos senadores eleitos no Ceará
Nesta eleição, cada eleitor votou em dois nomes para o Senado. Os percentuais são calculados sobre a soma desses votos, que chegava a 9.665.763 votos válidos no horário do dado. Juntos, Cid e Luizianne ficaram com mais de 60% desse total.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A oposição, reunida na coligação Unir para Mudar (PL, União, PSDB, PP, Cidadania, Avante e DC), lançou dois nomes. Capitão Wagner ficou em terceiro, com 2.004.137 votos (20,73%), e o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) terminou em quarto, com 1.770.899 (18,32%). A chapa tinha Ciro Gomes (PSDB), irmão de Cid, como candidato a governador, segundo o jornal O Povo.
Policial militar, Wagner foi vereador, deputado estadual e deputado federal de 2019 a 2023, de acordo com o perfil dos candidatos publicado pela Agência Senado. Alcides Fernandes é pastor e músico e está na Assembleia Legislativa desde 2023.
Os outros quatro candidatos não chegaram a 1% cada. Catarina Matos (UP) teve 39.111 votos (0,40%), o general da reserva Guilherme Theophilo (Novo) somou 24.194 (0,25%), Reginaldo (PSTU) ficou com 7.054 (0,07%) e Lino Alves (PCO), com 2.675 (0,03%).

Quem é Cid Gomes
Cid Ferreira Gomes tem 63 anos e nasceu em Sobral, no interior do Ceará. É engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi eleito deputado estadual em 1990, reeleito em 1994 e chegou à presidência da Assembleia Legislativa aos 32 anos, segundo o Diário do Nordeste.
Depois, foi prefeito de Sobral de 1997 a 2004 e governador do Ceará por dois mandatos, de 2007 a 2014. Na eleição de 2006, derrotou Lúcio Alcântara no primeiro turno, com 62,38% dos votos. Em 2015 assumiu o Ministério da Educação, ficou cerca de três meses no cargo e pediu para sair depois de uma discussão com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Está no Senado desde fevereiro de 2019 e agora vai para o segundo mandato. Deixou o PDT e se filiou ao PSB em 2024. Cid e o irmão Ciro estão hoje em grupos políticos opostos no estado.

Quem é Luizianne Lins
Luizianne de Oliveira Lins tem 57 anos. É jornalista formada pela UFC, professora da universidade e doutora pela PUC de São Paulo. Foi eleita vereadora de Fortaleza em 1996, reeleita em 2000, e chegou à Assembleia Legislativa em 2002, segundo o Diário do Nordeste.
Em 2004, venceu a eleição para a Prefeitura de Fortaleza no segundo turno, com 56,21% dos votos, e se reelegeu em 2008 já no primeiro turno, com 50,16%. Desde 2015 está na Câmara dos Deputados, onde cumpre o terceiro mandato seguido. Em dezembro de 2025, foi eleita presidente da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, do Congresso, conforme registro da Agência Senado.
Neste ano, ela deixou o PT depois de 37 anos de filiação e entrou na Rede Sustentabilidade. A candidatura ao Senado foi confirmada pela federação PSOL-Rede em convenção no dia 1º de agosto, com apoio de Elmano, de Cid e do senador Camilo Santana (PT), de acordo com O Povo.
Quem deixa as cadeiras do Ceará
Os senadores eleitos no Ceará ficam com as duas vagas conquistadas em 2018 por Cid Gomes e por Eduardo Girão (Novo). Cid concorreu de novo e tem a reeleição garantida pela conta. Girão não disputou o Senado: chegou a lançar pré-candidatura ao governo do estado e, em 4 de agosto, foi anunciado pelo Novo como candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema, segundo o Diário do Nordeste.
Para a campanha, Girão pediu licença de quatro meses, até 8 de dezembro. A cadeira passou ao primeiro suplente, Sargento Reginauro (PSDB), que tomou posse em 11 de agosto, segundo a Agência Senado. O mandato dessa vaga termina em 31 de janeiro de 2027. A terceira cadeira cearense, que não estava em jogo, segue com Camilo Santana, eleito em 2022 para um mandato que vai até janeiro de 2031.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos no Ceará tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026, o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, duas por estado. Cada eleito leva dois suplentes, que assumem se o titular deixar o cargo, como aconteceu agora com a licença de Girão.
Os suplentes de Cid Gomes são Junior Mano e Julio Ventura, ambos do PSB. Os de Luizianne Lins são Chagas Vieira (PDT), ex-secretário da Casa Civil do estado, e Rodrigo Oliveira (MDB).
Com os senadores eleitos no Ceará, a bancada do estado a partir de 2027 terá Cid Gomes, Luizianne Lins e Camilo Santana, os três aliados do governador Elmano de Freitas, que foi reeleito no primeiro turno. Os números ainda podem variar um pouco até o fim da totalização, já que 0,50% das seções ainda não tinham sido totalizadas, e o resultado completo pode ser conferido no portal de resultados do TSE. A Folha também publicou a reeleição de Elmano de Freitas no Ceará e acompanha a apuração em tempo real.
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