Senadores eleitos na Bahia: Rui Costa e Jaques Wagner garantem as duas vagas
Angelo Coronel, que chegou ao Senado em 2018 ao lado de Wagner, ficou em terceiro. Os dois petistas tomam posse em fevereiro de 2027 para mandatos até 2035.

Os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, garantiram as duas vagas da Bahia no Senado na eleição deste domingo (4). Com 99,25% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 22h14, Rui Costa somava 4.292.929 votos (30,01% dos válidos) e Wagner, 3.946.244 (27,58%). Os dois são os senadores eleitos na Bahia pela conta, embora o TSE ainda não tivesse marcado a situação de eleito de nenhum deles no horário desse dado.
Wagner, o segundo colocado, tinha 1.061.866 votos a mais que o terceiro, Angelo Coronel (Republicanos), e o eleitorado das seções que faltavam totalizar somava 87.483 pessoas. Mesmo que todos esses eleitores votassem em Coronel, a ordem não mudaria.
Como ficou a disputa dos senadores eleitos na Bahia
Cada eleitor deu dois votos para o Senado nesta eleição, porque a Bahia, como os outros estados e o Distrito Federal, renovou duas das três cadeiras. Os percentuais são calculados sobre os 14.306.214 votos válidos dados aos candidatos ao Senado, que somam as duas escolhas de cada eleitor. Juntos, os senadores eleitos na Bahia tinham 8.239.173 votos, 57,59% dos válidos, e Rui Costa estava 346.685 votos à frente do colega de partido.
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Coronel, que tentava a reeleição, ficou em terceiro lugar, com 2.884.378 votos (20,16%). João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, teve 2.865.239 (20,03%), 19.139 votos atrás dele. Professora Delliana (PSOL) foi a quinta, com 214.714 (1,50%). Marcelo Carvalho (Rede), Carlos Sodré (Mobiliza), Marcelo Santtana (DC), Gregorio Gould (UP) e Marcelo Millet (PCO) ficaram abaixo de 0,5% cada. Os números atualizados ficam no portal de resultados do TSE, e as outras disputas estão na apuração em tempo real da Folha.

Quem é Rui Costa
Rui Costa dos Santos tem 63 anos, nasceu em Salvador e é formado em economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Começou no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari e foi diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia de 1984 a 2000. Em 2004, foi o vereador mais votado do PT em Salvador. Em 2007, deixou a Câmara Municipal para assumir a Secretaria de Relações Institucionais no primeiro governo de Jaques Wagner.
Em 2010, teve a maior votação do PT na Bahia para deputado federal. Dois anos depois, licenciou-se do mandato para chefiar a Casa Civil do governo estadual. Foi eleito governador no primeiro turno em 2014 e reeleito em 2018, de novo no primeiro turno, com quase 76% dos votos válidos. Governou a Bahia de 2015 a 2022.
Em janeiro de 2023, assumiu a Casa Civil da Presidência da República no terceiro governo Lula. Deixou o ministério no início de abril de 2026 para disputar o Senado, e a pasta ficou com Miriam Belchior, que era a secretária-executiva. O resumo da carreira de cada candidato está na página da Agência Senado sobre a disputa na Bahia.

Quem é Jaques Wagner
Jaques Wagner tem 75 anos e nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de março de 1951. Vive em Salvador desde 1974, quando foi trabalhar na indústria petroquímica de Camaçari, e chegou à presidência do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica). Em 1980, ajudou a fundar o PT e a CUT na Bahia.
Foi deputado federal por três mandatos, de 1991 a 2003. No primeiro governo Lula, comandou os ministérios do Trabalho e das Relações Institucionais. Governou a Bahia de 2007 a 2014 e, no governo Dilma Rousseff, foi ministro da Defesa e depois da Casa Civil, entre 2015 e 2016. Chegou ao Senado em 2019 e foi líder do governo Lula na Casa de 2023 a junho de 2026.
Em 18 de junho, Wagner foi alvo de buscas da Polícia Federal na nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Os mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, segundo o Congresso em Foco. O senador nega qualquer irregularidade. No dia 24, depois de uma reunião com Lula no Palácio da Alvorada, deixou a liderança do governo e escreveu que sua prioridade era “provar minha inocência”, relatou o Poder360.
Quem deixa a cadeira em 2027
Os senadores eleitos na Bahia em 2018 foram Jaques Wagner e Angelo Coronel, na época aliados no mesmo campo político, do PT e do PSD. Wagner conseguiu a reeleição. Coronel, que presidiu a Assembleia Legislativa da Bahia de 2017 a 2019, perdeu espaço na chapa governista com a entrada de Rui Costa, rompeu com a base de Jerônimo, saiu do PSD e se filiou ao Republicanos, segundo o Congresso em Foco. Com o terceiro lugar, ele deixa o Senado ao fim do mandato, em 31 de janeiro de 2027.
A terceira cadeira baiana fica com Otto Alencar (PSD), reeleito em 2022, que tem mandato até 2031 e vai dividir a bancada com os senadores eleitos na Bahia neste domingo.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos na Bahia tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026, o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, duas por estado.
Os suplentes de Rui Costa são Ronaldo Carletto (Avante), o primeiro, e Jailma (PT), a segunda. Na chapa de Wagner, o primeiro suplente é Edvaldo Brito (PSD) e a segunda, Aladilce (PCdoB). Pela Constituição, o suplente assume a cadeira quando ela fica vaga, quando o titular vira ministro ou secretário de Estado ou quando tira licença de mais de 120 dias.
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