Filipe Barros e Deltan Dallagnol são os senadores eleitos no Paraná
Chapa da Fortaleza do Paraná leva as duas vagas; Deltan terminou 957 mil votos à frente de Alexandre Curi, e o TSE o marca como eleito após a disputa pelo registro.

Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) são os senadores eleitos no Paraná segundo a totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções apuradas, que o tribunal fechou às 22h44 deste domingo (4). Filipe Barros teve 3.148.583 votos (27,25% dos votos válidos para o Senado) e Deltan, 2.904.594 (25,14%). A vantagem do segundo colocado sobre o terceiro passa de 957 mil votos. O TSE marca os dois como eleitos, e a dúvida sobre o registro de Deltan, que passou por decisões divergentes dentro do tribunal, deixou de ser obstáculo para a segunda vaga.
Nesta eleição cada eleitor votou duas vezes para o Senado, e os percentuais são calculados sobre a soma desses votos, que chegou a 11.543.639 votos válidos. O comparecimento foi de 6.829.615 eleitores, num eleitorado de 8.600.624. Os senadores eleitos no Paraná concorreram pela mesma coligação, a Fortaleza do Paraná, formada por Podemos, PL e Novo.
Votação dos senadores eleitos no Paraná e dos outros candidatos
O terceiro lugar ficou com Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, com 1.947.135 votos (16,85%). Ele disputou pela coligação A Mudança Continua, que reuniu Republicanos, MDB, PSD, PP, União e outros quatro partidos. Em seguida veio Gleisi Hoffmann (PT), ex-senadora e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, com 1.542.636 votos (13,35%).
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O deputado estadual Dr. Rosinha (PT) recebeu 1.154.143 votos (9,99%), e a jornalista Cristina Graeml (PSD), 737.893 (6,39%). Karen Guerreiro (Missão) somou 93.198 votos (0,81%) e Joaquim do MLB (UP), 15.457 (0,13%). Marcelo Marcelino (PCO) somou 9.194 votos (0,08%). Os números completos estão no portal de resultados do TSE.

Quem é Filipe Barros
Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro tem 35 anos e nasceu em Londrina. Advogado formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2014, presidiu o Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012, segundo perfil publicado pela CNN Brasil.
A carreira eleitoral começou em 2016, quando ele foi eleito vereador de Londrina com 4.227 votos. Em 2018 chegou à Câmara dos Deputados pelo PSL, com 75.326 votos, e em 2022 foi reeleito pelo PL, com 249.507 votos. Em março de 2025 assumiu a presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, comissão que o PL havia reservado para Eduardo Bolsonaro. No mesmo ano presidiu a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, de acordo com registros da Agência Senado. Na campanha, segundo a CNN, defendeu mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal e mudanças nos critérios de escolha deles.

Quem é Deltan Dallagnol
Deltan Martinazzo Dallagnol tem 46 anos. Foi procurador da República e coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba desde o começo da operação, em 2014, até setembro de 2020, quando deixou a função. Saiu do Ministério Público Federal em novembro de 2021.
Em 2022 foi eleito deputado federal pelo Podemos com 344.917 votos, a maior votação do Paraná naquele ano. Em maio de 2023, o TSE cassou o registro daquela candidatura por unanimidade. A Corte entendeu que ele deixou o cargo de procurador para escapar de procedimentos disciplinares, situação que gera inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. Em setembro de 2023, Deltan se filiou ao Novo.
A disputa pelo registro de Deltan no TSE
A candidatura ao Senado foi contestada pela coligação Paraná para Todos, do PT. Em 8 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou o registro por 4 votos a 3. A coligação recorreu ao TSE, e em 19 de setembro o ministro Floriano de Azevedo Marques suspendeu por liminar os atos de campanha de Deltan. O plenário manteve a suspensão por 5 votos a 2.
Na noite de sábado (3), Floriano negou o registro e mandou anular os votos dados a Deltan. Na manhã deste domingo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e restabeleceu o registro com a preservação dos votos, informou a Gazeta do Povo. Segundo a Exame, Nunes Marques considerou que a decisão individual antecipou efeitos que a lei reserva ao plenário. Dos dois senadores eleitos no Paraná, só Deltan passou por essa disputa. Com a totalização final, os votos dele ficaram como válidos e o TSE o marca como eleito, o que garante a segunda vaga do estado.
Oriovisto e Flávio Arns deixam o Senado
Os senadores eleitos no Paraná ficam com as cadeiras de quem o estado escolheu em 2018, Oriovisto Guimarães (PSDB) e Flávio Arns (PSB). Nenhum dos dois tentou a reeleição. Oriovisto afirmava desde a campanha de 2018 que ficaria só oito anos no Senado e manteve a posição. Flávio Arns anunciou numa carta aberta aos paranaenses que não disputaria uma nova vaga, decisão que disse ter tomado depois de uma reflexão com a família.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos no Paraná tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026 o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, com duas vagas por estado. No Distrito Federal, por exemplo, as duas vagas ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Os suplentes de Filipe Barros são Paulo Base (PL) e Sergio Domingues (PL). Os de Deltan Dallagnol são Professor Picler (PL) e Markenson Marques dos Santos (Novo). O resultado dos outros estados está na apuração em tempo real da Folha.
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