Um incêndio na EPAMIG consumiu cerca de 20 hectares de vegetação na Fazenda Experimental de Patrocínio na tarde deste domingo (20), mobilizando o Corpo de Bombeiros por mais de seis horas de combate às chamas.
Os militares foram acionados por volta das 13h e permaneceram no local até as 19h, quando o fogo foi finalmente controlado. Quatro bombeiros participaram da ocorrência, que atingiu uma área de vegetação dentro da propriedade rural ligada à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), em Patrocínio.

Como o incêndio na EPAMIG foi combatido
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a ocorrência foi registrada logo no início da tarde de domingo e exigiu um esforço prolongado da guarnição, já que as chamas se espalharam por uma extensão considerável de mato e vegetação seca dentro da fazenda. O combate ao incêndio na EPAMIG começou pouco depois do acionamento e só terminou seis horas mais tarde, quando a equipe conseguiu conter o avanço do fogo e evitar que ele chegasse a áreas próximas com construções ou plantios.
Não há, até o momento, confirmação oficial sobre a causa do incêndio. O Corpo de Bombeiros costuma apurar internamente esse tipo de ocorrência, mas nem sempre divulga um laudo público quando não há vítimas ou prejuízo a terceiros fora da propriedade atingida. Também não foram registrados feridos.
O que é a Fazenda Experimental da EPAMIG em Patrocínio
A Fazenda Experimental de Patrocínio integra a rede de unidades da EPAMIG espalhadas por Minas Gerais, voltadas à pesquisa em agropecuária. Em uma região que é a maior produtora de café do Brasil segundo o IBGE, a unidade de Patrocínio tem papel direto em estudos ligados à cafeicultura do Cerrado Mineiro, além de outras culturas e criações testadas em parceria com produtores da região.
É comum que fazendas experimentais como essa mantenham, ao lado das áreas de plantio e pesquisa, trechos de vegetação nativa preservada, justamente o tipo de área atingida pelo incêndio deste domingo. Esse tipo de vegetação, mais seca nesta época do ano, tende a queimar com mais facilidade e a se espalhar rápido quando pega fogo.
Época de seca eleva o risco de incêndio no Cerrado
O incêndio na EPAMIG acontece dentro do período do ano em que o risco de fogo é historicamente mais alto no Cerrado mineiro. Entre agosto e outubro, a umidade do ar cai, a vegetação perde parte da água acumulada na estação chuvosa e qualquer fonte de ignição, seja uma queima de lixo, uma ponta de cigarro ou uma descarga elétrica natural, pode dar origem a um foco que se alastra rapidamente pelo capim seco.
Patrocínio já teve outras ações voltadas à preservação do bioma nesta mesma safra, como o plantio de árvores nativas com escoteiros que marcou o Dia do Cerrado na cidade, reunindo entidades como a própria EPAMIG e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. A coincidência entre esse tipo de mobilização e um incêndio de grandes proporções na mesma instituição, poucas semanas depois, reforça o quanto a vegetação nativa da região segue vulnerável ao fogo justamente na época em que mais precisa de atenção.
Como agir em caso de incêndio em vegetação
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais orienta que qualquer princípio de incêndio em área de mato, lavoura ou vegetação seja comunicado imediatamente pelo telefone 193, mesmo que o fogo ainda pareça pequeno. Quanto mais cedo a guarnição é acionada, menor a área que acaba queimando até a chegada da equipe. Moradores de áreas rurais também são orientados a manter aceiros (faixas de terra limpa) ao redor de plantios e evitar qualquer tipo de queima, autorizada ou não, em dias de vento forte ou umidade muito baixa.
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