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Política

Eleição no exterior: Lula lidera primeiros boletins de urna e Flávio vence nas Filipinas

Na Nova Zelândia, Lula teve 70% dos votos válidos; na Austrália, com 26 de 29 seções apuradas, somava 5.283 votos contra 2.022 de Flávio Bolsonaro.

Lula e Flávio Bolsonaro lado a lado, candidatos mais votados nos primeiros boletins da eleição no exterior
Lula e Flávio Bolsonaro lado a lado, candidatos mais votados nos primeiros boletins da eleição no exterior

Os primeiros números da eleição no exterior chegaram antes de o sol nascer no Brasil. Por causa do fuso horário, brasileiros que moram na Ásia e na Oceania já terminaram de votar neste domingo (4), e os boletins de urna impressos nas seções de Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Filipinas, Malásia e Singapura mostram o presidente Lula (PT) à frente em cinco desses seis lugares. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo em todos eles e vence nas Filipinas.

Os dados foram reunidos pelo g1 a partir dos boletins de urna afixados nos locais de votação e conferidos pela Folha de Patrocínio com o levantamento do Poder360, que traz os mesmos votos na Nova Zelândia e na Coreia do Sul. Não se trata de resultado oficial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só começa a divulgar a apuração, aqui e lá fora, depois das 17h, no horário de Brasília, quando fecham as últimas seções do país.

O que dizem os boletins da eleição no exterior

Na Nova Zelândia, onde a votação terminou primeiro, Lula teve 234 votos (70,48% dos válidos) e Flávio Bolsonaro, 64 (19,28%). Renan Santos (Missão) ficou com 13, Romeu Zema (Novo) com 7, Augusto Cury (Avante) com 6 e Ronaldo Caiado (PSD) com 5. Samara (UP) e Hertz Dias (PSTU) somaram 3 votos. O comparecimento foi baixo: dos 3.118 eleitores aptos no país, 339 foram às urnas, cerca de 11%.

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Na Austrália, que tem um dos maiores eleitorados brasileiros da região, o boletim ainda era parcial, com 26 das 29 seções apuradas. Lula somava 5.283 votos e Flávio, 2.022, o que dá ao presidente perto de 65% dos votos contados até ali. Augusto Cury (276) aparecia à frente de Renan Santos (266), seguido por Zema (117) e Caiado (102).

Na Coreia do Sul, Lula recebeu 123 votos (56,94%) e Flávio, 72 (33,33%). Renan, Caiado e Cury empataram com 6 votos cada. Ali o comparecimento foi bem maior: 226 dos 485 eleitores votaram, quase metade.

Em Singapura, o placar foi de 190 votos para Lula (54,60%) contra 92 de Flávio (26,44%), com Renan Santos (22) e Augusto Cury (21) disputando o terceiro lugar. Na Malásia, Lula teve 44 votos (53,66%) e Flávio, 27 (32,93%).

A exceção até agora são as Filipinas. Lá, Flávio Bolsonaro venceu com 33 votos (53,23%), contra 26 de Lula (41,94%). Renan Santos teve 2 e Caiado, 1.

Presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto, dias antes da eleição no exterior
Lula no Palácio do Planalto, em 1º de outubro. Foto: Ricardo Stuckert/PR, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Por que esses números pesam pouco

Os votos da eleição no exterior entram na conta da eleição presidencial como os de qualquer cidade brasileira, mas o volume é pequeno. Segundo a Justiça Eleitoral, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, pouco mais de meio por cento do eleitorado total, estimado em 158,7 milhões. Há urnas em 186 cidades de 134 países. Os maiores colégios ficam nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão, e a maior parte deles ainda nem abriu as seções quando estes primeiros boletins foram impressos.

Na eleição no exterior também pesa o tamanho das amostras. Na Nova Zelândia e na Coreia do Sul, poucas centenas de eleitores votaram, e o perfil de quem mora fora costuma ser diferente do de quem vota no Brasil. Os boletins da Ásia e da Oceania mostram como votou quem vive longe. Dizer qualquer coisa sobre o resultado nacional a partir deles seria chute.

O boletim de urna é o extrato que cada urna imprime logo depois do fim da votação, com o total de votos de cada candidato naquela seção. Uma via fica afixada na porta do local de votação e qualquer pessoa pode fotografar ou conferir pelo QR Code. É esse documento que os mesários assinam e que depois é comparado com os números que o TSE totaliza, o que permite a jornalistas, partidos e eleitores checar a apuração seção por seção.

Como fica o dia de votação

Mais países da Ásia, como Japão, China, Taiwan, Timor-Leste e Coreia do Norte, já encerraram a votação, mas os boletins dessas seções ainda não tinham sido divulgados até a publicação desta reportagem. Pela ordem dos fusos, depois da Ásia fecham as seções da Europa e da África. As das Américas são as últimas.

No Brasil, as seções abrem às 8h e fecham às 17h, no horário de Brasília, para todos os estados. Em Patrocínio, o eleitor escolhe cinco cargos, nesta ordem na urna: deputado federal, deputado estadual, senador, governador e, por último, presidente. A Folha acompanhou a conferência das urnas em Patrocínio antes da votação.

A apuração oficial, com os votos do Brasil e da eleição no exterior somados, pode ser acompanhada a partir das 17h no portal de resultados do TSE e no aplicativo Resultados, da Justiça Eleitoral. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro.

Com informações do g1 e do Poder360.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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