Denúncia contra Deiró Marra volta a estampar as páginas dos noticiários judiciais
MPMG denuncia o ex-prefeito de Patrocínio e mais cinco pessoas por fraude na compra de dez ambulâncias; prejuízo já soma R$ 419 mil. Relembre outros processos do político.

Denúncia – O nome do ex-prefeito de Patrocínio Deiró Moreira Marra voltou a ocupar espaço nas páginas do noticiário judicial mineiro. Uma nova denúncia contra Deiró Marra foi protocolada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que o acusa, ao lado de mais cinco pessoas, de fraudar um pregão para compra de dez ambulâncias e de desviar recursos públicos que já somam R$ 419.393,79 em valores atualizados. O episódio é só o capítulo mais recente de uma sequência de processos que acompanha o político há quase duas décadas, e que, mais uma vez, cobra a conta de manter na política de Patrocínio quem coleciona acusações no lugar de resultados.
O que diz a nova denúncia contra Deiró Marra
Segundo nota oficial divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais, a denúncia recai sobre o ex-prefeito, o ex-secretário municipal de Saúde, a pregoeira responsável pelo certame, um servidor do município e dois empresários. O caso tem origem no Processo Licitatório nº 236/2022, referente ao Pregão Presencial nº 186/2022, aberto para a compra de dez ambulâncias para o município.
De acordo com o órgão, o edital teria sido redigido com “cláusulas restritivas capazes de eliminar concorrentes”, entre elas a exigência de assistência técnica em raio máximo de 100 quilômetros. Na prática, essa condição favoreceu a empresa Confiança Veículos Patrocínio Ltda. e levou à desclassificação irregular de cinco concorrentes, mesmo com propostas de menor valor. Já na execução do contrato, o MPMG afirma que os denunciados falsificaram documentos para atestar entregas que ainda não tinham acontecido: os pagamentos saíram entre fevereiro e março de 2023, mas as ambulâncias só chegaram de fato em maio daquele ano.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O prejuízo, calculado inicialmente em R$ 280 mil, já soma R$ 419.393,79 com a atualização monetária. Os seis denunciados respondem por fraude em licitação, falsidade ideológica e responsabilidade por desvio de recursos públicos. O MPMG pede a condenação de todos, reparação mínima de R$ 280 mil aos cofres públicos e indenização por danos morais coletivos. A denúncia foi protocolada perante a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e aguarda análise.
Uma ficha corrida que não para de crescer
Para quem acompanha a trajetória de Deiró Marra, a notícia não chega como surpresa. Ex-deputado estadual e duas vezes prefeito de Patrocínio, ele soma um histórico de processos que atravessa praticamente toda a sua vida pública, com denúncias de corrupção, peculato e abuso de poder político somadas às fraudes em licitação. A recorrência incomoda: cada novo capítulo reabre a mesma pergunta sobre o padrão de gestão que ele deixou na cidade.
As outras batalhas judiciais de Deiró Marra
Um levantamento de reportagens publicadas por veículos regionais mostra que a denúncia por fraude na compra de ambulâncias se soma a uma longa lista de processos e acusações contra o ex-prefeito:
- 2007: segundo o Patos Hoje, o MPMG denunciou Deiró Marra por corrupção ativa: como sócio de uma empresa de transporte, ele teria oferecido R$ 1 milhão para direcionar a seu favor o resultado da licitação do transporte público municipal.
- 2007 a 2010: ainda como deputado estadual, Marra foi denunciado por peculato, acusado de desviar a remuneração de um cargo público ocupado por uma servidora, em valor que soma R$ 208.173,93, conforme outra reportagem do Patos Hoje.
- 2017: de acordo com o Patos Hoje, Marra teria pedido vantagem indevida à empresa Vale Fertilizantes, exigindo a contratação de serviços de transporte de uma companhia da qual seria sócio oculto. A 7ª Câmara Criminal do TJMG o condenou por corrupção passiva em 2021.
- Eleições de 2020: a Justiça Eleitoral o condenou por abuso de poder político, com redução posterior da multa aplicada, segundo processo catalogado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
- 2022: já como prefeito, Marra e um irmão foram denunciados por falsidade ideológica e uso de documento falso, em suposto esquema envolvendo a compra de oito lotes para uma incorporadora ligada à família, segundo o jornal O Tempo.
- 2024: o MPMG denunciou Marra e o secretário municipal de Administração e Desenvolvimento Econômico por concussão: os dois teriam exigido vantagem indevida para liberar um loteamento na cidade. O órgão chegou a pedir o afastamento do prefeito, segundo o Patos Hoje.
- Eleições de 2024: a Justiça Eleitoral de Patrocínio o condenou por abuso de poder político, apontando uso de servidores comissionados, veículos e bens municipais na distribuição de cestas básicas às vésperas da eleição, com multa de R$ 80 mil e inelegibilidade por oito anos, conforme o Módulo FM. Em junho de 2026, porém, o TRE-MG reverteu a condenação e a inelegibilidade, e ele voltou a ficar elegível, segundo o Regionalzão.
- 2025: o Supremo Tribunal Federal anulou, por falha processual, uma ação penal que apurava irregularidades em licitações públicas durante sua gestão, segundo o Patrocínio Fácil.
Nem todos os processos terminaram do mesmo jeito. Parte virou condenação, parte foi revertida ou anulada por questões de forma, e outros ainda tramitam. Nenhum deles, isolado, permite prever o desfecho da nova denúncia sobre as ambulâncias. Mas a soma dos episódios forma um retrato difícil de ignorar para quem acompanha de perto a política de Patrocínio.
Sempre nas redes, de olho em 2028
Enquanto a nova denúncia contra Deiró Marra tramita no TJMG, o ex-prefeito segue com presença constante nas redes sociais. São publicações que, para boa parte de quem acompanha o perfil, soam menos como reflexão sobre as acusações que enfrenta e mais como manutenção de palanque. Desde a derrota nas urnas em 2024, ele não deu sinais de recuo: manteve a agenda de aparições públicas e postagens de cunho político, num movimento que muitos eleitores já leem como pré-campanha silenciosa mirando 2028. Parece uma saudade do poder que o tempo não esfria, e que as denúncias também não parecem esfriar.
Alpha for MenPor que importa
Para Patrocínio e a região do Alto Paranaíba, o caso das ambulâncias não é um detalhe burocrático: fala diretamente da capacidade do município de garantir atendimento de urgência à população, um serviço que depende de veículos entregues no prazo certo e de contratos conduzidos sem direcionamento. Cada real desviado de uma licitação de saúde é um real a menos para quem precisa de socorro. Some-se a isso o histórico de mais de uma dezena de processos e denúncias contra o mesmo nome, e o caso vira também um teste de memória para o eleitor: até quando a cidade vai conviver com a repetição do mesmo enredo? Para mais notícias sobre política em Patrocínio, acompanhe a cobertura completa da Folha de Patrocínio.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






