Um levantamento da Folha de Patrocínio no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, identificou 25 candidaturas a deputado estadual por Minas Gerais com candidatura indeferida ou ainda pendente de julgamento na Justiça Eleitoral, às vésperas das Eleições 2026. A lista reúne nomes de partidos como MDB, PDT, Mobiliza, Solidariedade e Agir, entre outros.

Como funciona o indeferimento de candidatura
Depois que um partido registra a candidatura de alguém na Justiça Eleitoral, o pedido passa por análise antes de ser aprovado para a disputa. A candidatura indeferida é aquela que a Justiça Eleitoral, em primeira instância, decidiu não aprovar, por motivos que variam caso a caso e podem incluir desde problemas de documentação até questões ligadas à Lei da Ficha Limpa. Quem recebe uma decisão de indeferimento pode recorrer, e enquanto o recurso corre, o nome pode continuar aparecendo como candidato apto a receber votos, a depender da fase em que o processo se encontra.
Entre os 25 nomes levantados pela Folha de Patrocínio para deputado estadual, 13 constam apenas como “indeferido”, dez estão como “indeferido em prazo recursal ou com recurso” e dois aparecem como “pendente de julgamento”, ainda sem decisão da Justiça Eleitoral.
Quem são os candidatos
A lista de candidatura indeferida a deputado estadual reúne Alemão o Gari de Minas (Avante), Dr. Ademir Camilo (Agir), Dr. Haroldo Dartagnan (Agir), Eduardo Peixe (PSDB), Eliedi (Mobiliza), Empresário William Musk (Pode), Gerci Filho – Sabonete (União), Jacqueline Bombeira (Mobiliza), Jonas Pedreiro (PDT), Luana Lopes (MDB), Luiz Carlos Miranda (Solidariedade), Marilia Garcia (PCO), Miracy Santos (MDB), Neimar Salva-Vidas (Mobiliza), Pastor Rinaldo Silva (PL), Pedro Paulo (Mobiliza), Professor Mário (MDB), Rodrigo Galikeiro (PDT), Stephanie Souza (Mobiliza), Túlio César (PCO), Valdecir Guadalupe (MDB), Vitoria da Solidariedade (Solidariedade) e Wakter (Pode). Duas candidaturas, de Dona Fatima Professora e Gloria São Cosme, ambas do Mobiliza, aparecem como pendentes de julgamento.
Chama atenção que o Mobiliza tem seis nomes na lista, o maior número entre os partidos levantados, incluindo dois números de urna que aparecem duplicados no sistema do TSE (33033 e 33125), cada um associado a um candidato indeferido e a outro pendente de julgamento. A situação sugere possível substituição de candidatura dentro do partido, algo que a Justiça Eleitoral permite em hipóteses específicas previstas em lei.
O que diz a legislação eleitoral
A Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e a Lei Complementar 64/1990, conhecida como Lei da Ficha Limpa, estabelecem os requisitos que um pedido de registro de candidatura precisa cumprir para ser deferido: documentação completa, quitação eleitoral, filiação partidária dentro do prazo e ausência de condenações que gerem inelegibilidade, entre outros pontos. O indeferimento não é, por si só, uma acusação de crime: é uma decisão administrativa da Justiça Eleitoral sobre o cumprimento desses requisitos, sujeita a recurso nas instâncias superiores até o Tribunal Superior Eleitoral.
Como a Folha apurou esta lista
Os dados desta reportagem foram extraídos diretamente do sistema oficial DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, consultado em 16 de setembro de 2026. A situação de cada candidatura pode mudar a qualquer momento até o dia da eleição, conforme o andamento dos recursos na Justiça Eleitoral. A Folha de Patrocínio não afirma que os candidatos citados cometeram irregularidade alguma: a candidatura indeferida é, até decisão final, uma etapa do processo eleitoral sujeita a reversão. Mais informações sobre o histórico de cada processo estão disponíveis na editoria de Política do site.
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