Um levantamento da Folha de Patrocínio no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, identificou 22 candidaturas a deputado federal por Minas Gerais com candidatura indeferida ou ainda pendente de julgamento na Justiça Eleitoral, às vésperas das Eleições 2026. A lista reúne nomes de partidos como Republicanos, PDT, PV, PCO, PSB e Avante, entre outros.

Como funciona o indeferimento de candidatura
Depois que um partido registra a candidatura de alguém na Justiça Eleitoral, o pedido passa por análise antes de ser aprovado para a disputa. A candidatura indeferida é aquela que a Justiça Eleitoral, em primeira instância, decidiu não aprovar, por motivos que variam caso a caso e podem incluir desde problemas de documentação até questões ligadas à Lei da Ficha Limpa. Quem recebe uma decisão de indeferimento pode recorrer, e enquanto o recurso corre, o nome pode continuar aparecendo como candidato apto a receber votos, a depender da fase em que o processo se encontra.
Por isso, entre os 22 nomes levantados pela Folha de Patrocínio, a maioria está classificada como “indeferido em prazo recursal ou com recurso”, o que significa que a decisão ainda pode mudar até o dia da eleição. Um grupo menor consta apenas como “indeferido”, e um caso está listado como “pendente de julgamento”, ainda sem decisão da Justiça Eleitoral.
Quem são os candidatos
Entre os nomes com candidatura indeferida em fase de recurso está Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que tenta a candidatura a deputado federal por Minas Gerais pelo Republicanos. Também aparecem na lista Agnaldo San Marino (PCO), Alberto Silva – Betto (Avante), Alexandre Augusto (PRD), Alfredo Pastori (Rede), Ananias Camelô (MDB), Anderson Adauto (PV), Cabo Meireles (União), Dino (Solidariedade), É Ele Edimilson Lima (Republicanos), Fabricio Sirio (PSD), Joice Quirino (Republicanos), Júlio Espetáculo (Avante), Lourdes Francisco (PCO), Lucio Guimarães (PRD), Miltão Oficial (PSB), Neider Moreira (PSB), Perito Lecoq (PDT), Rui Barbosa (PSDB), Ruy Muniz (PV) e Thiago Pinheiro (PDT). O único registrado como pendente de julgamento, sem indeferimento ainda decidido, é Zé Plenário – Papagaio (Pode).
O caso de Anderson Adauto já havia sido apurado separadamente pela Folha de Patrocínio, depois que o TRE-MG barrou sua candidatura a deputado federal no início de setembro. O levantamento atual confirma que o processo dele segue em aberto no sistema do TSE, junto com os outros 21 nomes.
O que diz a legislação eleitoral
A Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e a Lei Complementar 64/1990, conhecida como Lei da Ficha Limpa, estabelecem os requisitos que um pedido de registro de candidatura precisa cumprir para ser deferido: documentação completa, quitação eleitoral, filiação partidária dentro do prazo e ausência de condenações que gerem inelegibilidade, entre outros pontos. O indeferimento não é, por si só, uma acusação de crime: é uma decisão administrativa da Justiça Eleitoral sobre o cumprimento desses requisitos, sujeita a recurso nas instâncias superiores até o Tribunal Superior Eleitoral. Em anos de eleição geral, é comum que dezenas de candidaturas em cada estado passem por essa etapa de revisão antes da campanha entrar na reta final.
Como a Folha apurou esta lista
Os dados desta reportagem foram extraídos diretamente do sistema oficial DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, consultado em 16 de setembro de 2026. A situação de cada candidatura pode mudar a qualquer momento até o dia da eleição, conforme o andamento dos recursos na Justiça Eleitoral. A Folha de Patrocínio não afirma que os candidatos citados cometeram irregularidade alguma: a candidatura indeferida é, até decisão final, uma etapa do processo eleitoral sujeita a reversão. Mais informações sobre o histórico de cada processo estão disponíveis na editoria de Política do site.
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