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Morre Antônio Augusto Fonseca, baleado pelo patrão em São Gotardo

Ele ficou tetraplégico após ser atingido no pescoço durante uma confraternização em dezembro de 2024 e não resistiu a uma pneumonia grave, um ano e meio depois.

Antônio Augusto Fonseca durante tratamento em São Gotardo
Antônio Augusto Fonseca durante tratamento em São Gotardo

Antônio Augusto Fonseca morreu no dia 9 de julho, quase um ano e meio depois de ser atingido por um disparo durante uma confraternização em São Gotardo. Ele tinha 18 anos e lutava havia meses contra sequelas graves, incluindo tetraplegia, desde o dia do incidente.

O disparo que mudou a vida de Antônio Augusto Fonseca

Segundo apurado pela Polícia Civil, o caso aconteceu no fim de 2024, durante uma confraternização. De acordo com as investigações, o patrão de Antônio efetuou um disparo de arma de fogo para o alto, e o projétil atingiu o pescoço do jovem, na época ainda adolescente. A bala comprometeu a medula e um dos pulmões, e Antônio perdeu os movimentos do corpo ainda no momento do disparo.

Antônio Augusto Fonseca em tratamento hospitalar em São Gotardo
Antônio Augusto Fonseca durante período de internação, após ficar tetraplégico em decorrência do disparo. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mais de um ano de internações e reabilitação

Ao longo de mais de um ano, Antônio enfrentou internações recorrentes e sessões de reabilitação em hospitais da região. Durante esse período, ele também sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que paralisou o lado esquerdo do corpo, agravando ainda mais o quadro clínico já delicado causado pela lesão medular.

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A família assumiu os cuidados diários com o jovem em casa entre as internações. O comprometimento pulmonar causado pelo disparo, no entanto, deixou Antônio mais vulnerável a infecções respiratórias, e uma pneumonia grave surgida na última semana de vida acabou sendo fatal. Ele foi sepultado no dia 10 de julho.

O que diz a Justiça sobre o caso de São Gotardo

Ainda segundo a Polícia Civil, o patrão de Antônio foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante logo após o episódio. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia formal contra o acusado e chegou a pedir prissão preventiva, atendida inicialmente pela Justiça.

O acusado permaneceu sob custódia no Complexo Penitenciário de Carmo do Paranáíba até fevereiro de 2025, quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus e ele passou a responder ao processo em liberdade, sob medidas restritivas determinadas pela Justiça. Até a publicação desta matéria, o processo segue em andamento.

Mais informações sobre denúncias e acompanhamento processual estão disponíveis no site do Ministério Público de Minas Gerais.

Outros casos de segurança pública na região podem ser acompanhados na editoria de Policial do Folha de Patrocínio.

Uma morte que reacende o alerta sobre armas em festas

O caso de Antônio Augusto Fonseca ilustra um tipo de tragédia que se repete em confraternizações: o disparo de arma de fogo “para o alto”, muitas vezes associado ao consumo de álcool, que termina atingindo alguém. Embora pareça inofensivo para quem atira, o projétil disparado nessas condições mantém força suficiente para ferir e matar, e a conduta é crime, independentemente da intenção. A legislação brasileira trata o porte e o disparo de arma de fogo em local habitado como delitos autônomos, que se somam à responsabilização pela morte ou pelas lesões causadas.

Enquanto o processo tramita, a família de Antônio segue acompanhando os desdobramentos judiciais. A morte do jovem, quase um ano e meio após o disparo, ainda deve ser avaliada pela Justiça quanto ao possível agravamento do enquadramento do acusado, já que o falecimento tem relação direta com as sequelas do tiro.


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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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