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Ação do Bem arrecada R$ 207 mil para o Hospital do Câncer com rifa de um Mobi

Dinheiro paga salários da equipe e compra quimioterápicos; o carro, doado pela Top Automóveis, saiu para Rodrigo Marciano no sorteio de segunda-feira.

Rodrigo Marciano ao lado do Fiat Mobi sorteado na Ação do Bem, em Patrocínio
Rodrigo Marciano ao lado do Fiat Mobi sorteado na Ação do Bem, em Patrocínio

Um Fiat Mobi zero quilômetro virou R$ 207.760 para o tratamento de câncer em Patrocínio. A campanha Ação do Bem, organizada pela Top Automóveis e pela Turma do Frango, vendeu mais de 20 mil bilhetes de R$ 10 e sorteou o carro na segunda-feira (5). O ganhador foi o patrocinense Rodrigo Marciano, e o dinheiro vai inteiro para o Hospital do Câncer de Patrocínio.

Segundo os organizadores, o carro foi doado pela Top Automóveis e vale perto de R$ 80 mil. Como o prêmio não precisou ser comprado, o que entrou com os bilhetes fica com o hospital. Rodrigo comprou um bloco inteiro de bilhetes. Ele contou que o motivo principal da compra foi ajudar a saúde da cidade.

Como a Ação do Bem começou

A rifa nasceu numa reunião da Turma do Frango, grupo de voluntários da cidade. Foi ali que o empresário André Caroço, dono da Top Automóveis, ofereceu o Mobi para ser sorteado em benefício do hospital. A partir dessa oferta, integrantes do grupo, empresários, parceiros do comércio e artistas locais se dividiram para vender e divulgar os bilhetes em vários pontos de Patrocínio.

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O Mobi foi adesivado com a marca da Ação do Bem, o preço do bilhete e um QR Code para quem quisesse comprar pelo celular. O presidente da Turma do Frango, Fabiano Queiroz, falou da resposta forte da população e da união dos patrocinenses do começo ao fim da campanha.

Pela conta simples, R$ 207.760 equivalem a pouco mais de 20,7 mil bilhetes de R$ 10, número que bate com o volume de vendas informado pela organização.

Recepção do complexo do Hospital de Amor em Patrocínio, que recebe a doação da Ação do Bem
Recepção do complexo do Hospital de Amor em Patrocínio no dia da inauguração, em 3 de julho. Foto: Prefeitura de Patrocínio

Para onde vai o dinheiro

A direção do Hospital do Câncer de Patrocínio informou que os R$ 207,7 mil serão usados para manter os serviços que já funcionam. O presidente da instituição, Thiago Miranda de Oliveira, disse que o valor ajuda a garantir a continuidade do atendimento aos pacientes da cidade e da região.

O hospital separou o dinheiro em duas frentes. A primeira é a folha de pagamento: salários e honorários de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, técnicos de farmácia e da equipe de recepção. A segunda é a compra de quimioterápicos, os medicamentos usados no tratamento dos pacientes com câncer.

Em nota assinada pelo assessor de comunicação André Luiz Costa, o hospital agradeceu aos doadores, aos voluntários, à imprensa local e a cada pessoa que comprou bilhete ou ajudou na divulgação.

Por que o hospital depende de campanhas

O dinheiro da Ação do Bem cobre justamente o tipo de despesa que o Sistema Único de Saúde não paga por inteiro. Em agosto, o Hospital do Câncer conseguiu a habilitação oncológica pelo SUS, em parceria com a Santa Casa. O próprio hospital avisou na época que a tabela do SUS cobre cerca de 30% das despesas hospitalares, e que o restante precisa ser bancado pela instituição.

Essa diferença é fechada, ano após ano, com doações, leilões, cavalgadas e eventos beneficentes. Em 23 de setembro, a campanha Direito de Viver, de Rio Paranaíba, entregou R$ 745 mil ao hospital. No fim do mesmo mês, o Encontro de Motociclistas reverteu a renda do almoço e do bar para a instituição. A Corrida Outubro Rosa, organizada pelo próprio hospital, também entrou no calendário de outubro.

Hospital do Câncer e Hospital de Amor

O Hospital do Câncer de Patrocínio Dr. José Figueiredo inaugurou em 3 de julho a sede própria e passou a ser a primeira unidade da rede Hospital de Amor em Minas Gerais, ligada à Fundação Pio XII, de Barretos (SP). A Prefeitura registrou a inauguração da sede como um dos momentos mais importantes da saúde do município. O nome antigo, porém, segue em uso, e é com ele que os organizadores da Ação do Bem e a assessoria do hospital se referem à instituição.

Mesmo com o prédio pronto, a mudança não foi imediata. Em setembro, a superintendente Andréia Ribeiro de Almeida explicou que o atendimento seguia na área cedida pela Santa Casa enquanto a sede esperava liberações administrativas, como a Folha mostrou em Nova sede do Hospital de Amor aguarda três liberações em Patrocínio. Na mesma época, a previsão dela era que a Central de Quimioterapia começasse a funcionar em cerca de 40 dias.

A instituição atende de graça pacientes de Patrocínio e de cidades vizinhas, na prevenção, no diagnóstico e no tratamento. Os quimioterápicos estão entre os itens mais caros dessa conta, e são eles que parte do dinheiro da Ação do Bem vai comprar.

Mais notícias da cidade estão na editoria Cidade da Folha.


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