O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) avançou cinco pontos percentuais em menos de um mês e chegou a 37% das intenções de voto para o governo de Minas Gerais, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). Em 21 de agosto, o mesmo levantamento apontava 32% para o senador.
A pesquisa Datafolha para governador foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e ouviu 1.204 eleitores mineiros entre 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-01611/2026.
Como ficou a corrida ao governo de Minas
Atrás de Cleitinho aparece o deputado federal Patrus Ananias (PT), com 13% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 11%. Depois vêm três candidatos empatados tecnicamente na faixa dos 4%: o atual governador Mateus Simões (PSD), o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB).
Fecham a lista o professor Túlio Lopes (PCB), com 3%, e Rafael Duda (PSTU) e Ben Mendes (Missão), com 1% cada. Indira Xavier (UP) não pontuou na pesquisa Datafolha para governador. Os votos brancos e nulos somam 11%, e os eleitores que ainda não decidiram em quem votar representam 10% do total.
Por que a distância de Cleitinho chama atenção
Uma vantagem de 37% a 13% sobre o segundo colocado, a quatro meses da eleição, é um cenário raro em disputas estaduais que normalmente têm o Palácio da Liberdade como ponto de partida natural para o governador que tenta a reeleição. Mateus Simões, que assumiu o governo de Minas na atual gestão, aparece hoje em quarto lugar, empatado com dois adversários e distante da liderança isolada que costuma acompanhar quem ocupa o cargo.
A pulverização de votos entre Simões, Roscoe e Gabriel Azevedo também ajuda a explicar a vantagem de Cleitinho: juntos, os três somam 12% das intenções de voto, menos do que o senador tem sozinho. Enquanto o campo que poderia disputar o segundo turno com Cleitinho seguir dividido dessa forma, a distância entre o líder e o restante tende a se manter larga.

O que está em jogo até outubro
Para vencer no primeiro turno, um candidato ao governo de Minas precisa somar mais da metade dos votos válidos, descontados brancos e nulos. Com 37% do total geral e um índice de 11% de brancos e nulos, Cleitinho ainda está distante desse patamar, o que aponta para um cenário de segundo turno caso o quadro atual se mantenha até a votação. Ainda assim, a distância para o segundo colocado é grande o suficiente para que o senador entre na campanha na condição de favorito, algo que tende a atrair apoios de partidos menores em busca de espaço numa eventual futura gestão.
Cleitinho construiu parte da popularidade que hoje aparece nas pesquisas antes mesmo de entrar para a política: em Divinópolis, cidade onde nasceu, ele era conhecido como cantor de forró sob o nome artístico “Cleitinho Elétrico”. A entrada na vida pública veio em 2016, depois de se inspirar num programa do apresentador Ratinho, e o caminho seguiu rápido: vereador em 2016, deputado estadual em 2018 e senador em 2022, eleito com mais de 4,2 milhões de votos. A candidatura ao governo de Minas que hoje lidera a pesquisa Datafolha para governador, porém, não foi linear: o próprio Republicanos chegou a excluir Cleitinho da disputa em julho, decisão revertida semanas depois, antes de o partido confirmar oficialmente o apoio a ele.
O histórico da pesquisa Datafolha para governador
Esta é a segunda rodada do levantamento sobre a disputa mineira feita pelo Datafolha em menos de um mês. Na pesquisa anterior, divulgada em 22 de agosto, Cleitinho já aparecia na liderança, mas com uma margem bem menor sobre os concorrentes diretos. O crescimento de cinco pontos em pouco menos de um mês sugere que a candidatura do senador vem ganhando tração justamente no período em que os partidos definem coligações e começam a testar estratégias de campanha para o primeiro turno, marcado para outubro.
Pesquisas eleitorais registradas na Justiça Eleitoral, como esta, seguem metodologia fiscalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que exige o registro prévio de ficha técnica, tamanho da amostra e margem de erro antes da divulgação de qualquer resultado.
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