Uma nova pesquisa Datafolha para governador de MG, divulgada nesta sexta-feira (21), mostra o deputado federal Cleitinho Azevedo (Republicanos) na frente da disputa pelo governo de Minas Gerais, com 32% das intenções de voto no primeiro turno. Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem empatados em segundo lugar, com 12% cada.

Como fica a disputa no 1º turno
Esta é a primeira pesquisa Datafolha para governador de MG divulgada em agosto e retrata o início oficial da corrida estadual, antes do começo da propaganda eleitoral no rádio e na TV. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.204 eleitores mineiros de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-00446/2026, conforme divulgado pelo g1 Minas.
Na pesquisa estimulada, quando o entrevistado escolhe um nome numa lista, o resultado ficou assim: Cleitinho Azevedo (Republicanos), 32%; Patrus Ananias (PT), 12%; Alexandre Kalil (PDT), 12%; Mateus Simões (PSD), 4%; Flávio Roscoe (PL), 4%; Gabriel (MDB), 4%; Professor Túlio Lopes (PCB), 2%; Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP), 1% cada; e Henrique Áreas (PCO), que não pontuou. Os votos em branco, nulos ou “nenhum candidato” somaram 14%, e 13% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar.
Já na pesquisa espontânea, quando o entrevistado precisa citar um nome de memória, sem lista de apoio, o cenário muda bastante: 64% dos mineiros não souberam responder. Cleitinho aparece à frente mesmo assim, com 15%, seguido por Patrus Ananias e Alexandre Kalil, ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), atual governador, foi citado por 2% dos entrevistados.
Quem é o líder da pesquisa Datafolha para governador de MG
Cleitinho Azevedo é deputado federal por Minas Gerais e ficou nacionalmente conhecido por seu estilo de campanha voltado às redes sociais, com vídeos diários e forte presença em cidades do interior. Eleito deputado federal em 2022 pelo Republicanos, ele apostou na imagem de outsider distante dos partidos tradicionais para crescer nas pesquisas ao longo de 2026, mesmo com bem menos tempo de televisão do que os principais adversários.
Patrus Ananias, que aparece empatado em segundo lugar, já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula e Dilma. Alexandre Kalil, também empatado com 12%, governou a capital mineira por dois mandatos e concorreu ao governo do estado em 2022.
Rejeição dos candidatos
O Datafolha também perguntou em quem os eleitores mineiros não votariam de jeito nenhum. Patrus Ananias lidera a rejeição, com 29%, seguido por Alexandre Kalil (23%) e Flávio Roscoe (17%). Cleitinho Azevedo, líder nas intenções de voto, tem a menor rejeição entre os principais nomes: 14%, empatado com Mateus Simões. Do total de entrevistados, 7% disseram rejeitar todos os candidatos, enquanto 4% votariam em qualquer um deles.
Aprovação do governo Mateus Simões
A pesquisa também mediu a avaliação do governo estadual, hoje sob comando de Mateus Simões. A aprovação da gestão ficou em 41%, contra 32% de desaprovação e 27% que não souberam opinar. Quando o critério é a nota dada ao governo, 23% avaliam como ótimo ou bom, 37% como regular e 15% como ruim ou péssimo. Outros 25% não souberam responder.
Como a pesquisa Datafolha para governador de MG foi feita
Pesquisas eleitorais como esta precisam de registro prévio na Justiça Eleitoral antes de serem divulgadas, conforme a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). O registro reúne informações como quem contratou e pagou pelo levantamento, o método de coleta e o tamanho da amostra, o que permite auditar a metodologia usada. Neste caso, o Datafolha ouviu eleitores presencialmente em municípios de todas as regiões de Minas Gerais, com cotas por sexo, idade, escolaridade e renda para reproduzir o perfil do eleitorado mineiro. Esse tipo de registro é o que permite distinguir uma pesquisa séria de números de campanha sem fonte verificável, como já mostrou a Folha em outra apuração eleitoral.
A disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 ainda deve ganhar novos nomes até o fim do prazo de registro de candidaturas, e o cenário eleitoral tende a mudar à medida que as campanhas ganham tempo de TV e rádio a partir de setembro.
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