Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num cenário de segundo turno entre eleitores de Minas Gerais. O levantamento, encomendado pela Rede Globo, aponta 40% para Flávio contra 37% para Lula, um empate técnico dentro da margem de erro. Ainda assim, o número marca uma virada em relação ao mês passado.

Em agosto, a mesma pesquisa Quaest mostrava o cenário oposto: Lula tinha 38% e Flávio, 35%. Ou seja, num intervalo de um mês, a distância entre os dois candidatos girou seis pontos percentuais a favor do senador do PL, saindo de uma vantagem petista para uma vantagem bolsonarista, ambas dentro da margem de erro.

Primeiro turno: Augusto Cury salta de 1% para 8%

A pesquisa também apurou a intenção de voto para presidente em cenário de primeiro turno entre o eleitorado mineiro, com e sem a participação de Pablo Marçal (PRTB), hoje inelegível pela Justiça Eleitoral.

No cenário sem Marçal, Lula aparece na liderança com 31% (estável frente a agosto), seguido por Flávio Bolsonaro com 27% (queda em relação aos 30% do mês anterior). O destaque da rodada é o escritor Augusto Cury (Avante), que salta de 1% para 8% das intenções de voto. Completam a lista Romeu Zema (Novo), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; e Renan Santos (Missão), com 2%. Os demais nomes testados (Samara Martins, do UP; Edmilson Costa, do PCB; Rui Costa Pimenta, do PCO; Hertz Dias, do PSTU; Clariana Barão, do DC; e o veterinário Wilson Grassi, do Democrata) pontuam próximo de zero. Indecisos somam 15% e os votos em branco, nulo ou de quem não pretende votar chegam a 8%.

Com Marçal na disputa, a ordem entre os dois primeiros colocados se inverte frente ao cenário anterior: Lula sobe para 32% e Flávio para 28%, enquanto Cury mantém os 8%. Zema tem 5%, Caiado sobe para 3%, e o próprio Marçal, mesmo inelegível, ainda aparece com 2%, o mesmo patamar de Renan Santos. Os indecisos caem para 13%, e brancos, nulos ou abstenções somam 7%.

Como funciona a pesquisa Quaest usada no levantamento

A Quaest é uma das empresas de pesquisa mais citadas no noticiário político brasileiro, com levantamentos frequentes encomendados por veículos como a Globo e o Genial. A metodologia costuma combinar entrevistas presenciais e por telefone com eleitores em diferentes regiões do estado pesquisado, dentro de uma margem de erro estatística que, em pesquisas estaduais como esta, gira em torno de três pontos percentuais para mais ou para menos. É por isso que a diferença de três pontos entre Flávio e Lula no cenário de segundo turno em Minas ainda é chamada de empate técnico, mesmo com Flávio na frente.

A eleição presidencial de 2026 tem votação marcada para outubro, com eventual segundo turno em caso de nenhum candidato atingir maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. Até lá, o mercado de pesquisas deve continuar aquecido, com novos levantamentos nacionais e estaduais surgindo a cada poucas semanas.

O que essa virada em Minas Gerais tem a ver com o cenário nacional

O resultado mineiro não é um caso isolado. Em 26 de agosto, a pesquisa Gerp já tinha colocado Flávio Bolsonaro à frente de Lula num cenário hipotético de segundo turno em nível nacional, com 47% contra 42% do petista. Gerp e Quaest usam metodologias e universos diferentes, então os números de uma não validam os da outra. Mas juntas, as duas pesquisas apontam na mesma direção: Flávio ganhando terreno enquanto a corrida presidencial de 2026 avança.

Minas Gerais é um dos maiores colégios eleitorais do país e já decidiu eleições presidenciais apertadas no passado. As duas campanhas devem prestar atenção no estado nos próximos meses.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles e Ricardo Stuckert/PR.

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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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