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Policial

Idosa de 68 anos morre em atropelamento em Carmo do Paranaíba

Motorista de 40 anos disse à PM que colidiu ao dar marcha à ré após atingir uma pedestre na Rua Santo Antônio; testemunha contesta a versão e etilômetro não indicou álcool.

Viatura da Polícia Militar, ambulância do Samu e isolamento no local do atropelamento em Carmo do Paranaíba
Foto: Paranaíba Mais

Um atropelamento em Carmo do Paranaíba deixou uma mulher de 68 anos morta na tarde desta terça-feira (1º), depois de ela ser atingida por uma caminhonete na Rua Santo Antônio, perto do cruzamento com a Avenida Aristides de Melo, no Bairro Juscelino Kubitschek. De acordo com as informações apuradas no local, a vítima caminhava no mesmo sentido em que trafegava o veículo, um Fiat Toro, quando foi atingida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da idosa ainda na cena.

Equipes da Polícia Militar e do Samu isolaram parte da via enquanto o atendimento era feito, e o trânsito no trecho da Rua Santo Antônio ficou temporariamente interditado. Carmo do Paranaíba fica a cerca de 100 km de Patrocínio, na região do Alto Paranaíba, perto de outros municípios que a Folha já cobriu, como Patos de Minas e Rio Paranaíba.

Viatura da Polícia Militar, ambulância do Samu e isolamento no local do atropelamento em Carmo do Paranaíba
Samu e Polícia Militar isolaram a Rua Santo Antônio após o atropelamento. Foto: Paranaíba Mais

Como a Polícia Militar registrou o atropelamento em Carmo do Paranaíba

A condutora da caminhonete, de 40 anos, ficou no local e prestou depoimento aos militares. Pelo relato dela, a pedestre desceu de repente da calçada, e não haveria como evitar a colisão. A motorista contou ainda que, depois do primeiro impacto, engatou a marcha à ré.

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Uma testemunha de 32 anos, que presenciou a cena, deu à polícia uma versão diferente: ao fazer a manobra de ré, disse ela, o veículo passou de novo por cima da vítima, já caída no chão. A testemunha afirmou ter avisado a condutora para parar a manobra, e foi só então que o carro se deslocou por uma curta distância. As duas versões constam no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar.

Motorista disse ter bebido, mas etilômetro não confirmou

Durante o atendimento, a condutora disse aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente e relatou uso contínuo de medicamentos prescritos. Foram aplicados dois testes de etilômetro, e os dois deram 0,00 mg/L. Moradores da região contaram à Polícia Militar ter visto a motorista com uma garrafa de cerveja pouco antes da chegada das equipes de socorro, item que, segundo os relatos, teria sido descartado em seguida.

A Perícia Técnica esteve no local para os levantamentos do atropelamento em Carmo do Paranaíba, e o veículo foi liberado a uma condutora habilitada que compareceu à cena. A motorista de 40 anos recebeu atendimento médico e, depois, foi levada à Delegacia de Polícia Civil de plantão, em Patos de Minas, onde prestou esclarecimentos e onde a autoridade policial tomou as providências cabíveis.

O que acontece agora

Casos de atropelamento com morte costumam seguir para inquérito na Polícia Civil, com base no boletim de ocorrência, no laudo da Perícia Técnica e nos depoimentos colhidos no local. Cabe à autoridade policial concluir a investigação e enviar o resultado ao Ministério Público, que decide se há elementos para eventual denúncia. Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil de Patos de Minas não havia divulgado prazo para a conclusão do inquérito sobre o atropelamento em Carmo do Paranaíba.

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Pelo Código de Trânsito Brasileiro, um atropelamento com morte costuma ser enquadrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A classificação pode mudar se a perícia e o inquérito apontarem alguma circunstância que agrave a conduta, como embriaguez ao volante, o que, no caso da Rua Santo Antônio, os dois testes de etilômetro aplicados à motorista não confirmaram, mesmo com o relato dela própria sobre o consumo de álcool antes do acidente. Também caberá à investigação apurar a versão da testemunha sobre a manobra de ré e avaliar se ela muda o enquadramento do caso.

O nome da vítima não foi divulgado pelas autoridades até o fechamento desta matéria. A Folha de Patrocínio apurou o caso a partir de publicação do portal Paranaíba Mais, que cobre o Alto Paranaíba e o Triângulo Mineiro, e acompanha o desdobramento junto às fontes oficiais. Mais casos da editoria de Policial podem ser conferidos aqui no site.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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