Um poste sem aquele emaranhado de cabo morto pendurado virou cena rara em alguns pontos de Patrocínio depois que a prefeitura reforçou, ao lado da CEMIG e das operadoras de telefonia e internet, um mutirão de retirada de fios irregulares. Entre os dias 9 e 17 de julho, a ação recolheu 461,35 quilos de material da rede aérea, o que elevou o total acumulado desde junho para 867,55 quilos, segundo nota divulgada pela prefeitura nesta segunda-feira (20).

fios irregulares carregados em caminhão durante mutirão em Patrocínio
Cabos, caixas de emenda e ferragens recolhidos em uma das etapas do mutirão contra fios irregulares. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

O que já saiu de cima dos postes

O balanço oficial detalha o que foi retirado só nas duas últimas etapas: 241,5 quilos de ferro, 57,4 quilos de cabo de aço e 109,1 quilos de caixas de emenda quebradas ou abandonadas. Somado ao que já tinha sido recolhido desde meados de junho, o mutirão contra fios irregulares chega a 867,55 quilos de sucata tirada da fiação aérea da cidade.

Parte desse material é fio morto: cabo de empresa que já não presta mais serviço naquele trecho, mas que continua pendurado porque ninguém tinha ido lá buscar. Outra parte é caixa de emenda estourada, suporte enferrujado e resto de instalação malfeita, o tipo de coisa que acumula peso (e risco) em cima da cabeça de quem passa por baixo.

Como funciona a fiscalização dos fios irregulares em Patrocínio

A ação reúne a prefeitura, a CEMIG e as operadoras de telefonia e internet que têm cabo instalado nos postes da cidade. Segundo a prefeitura, o trabalho segue três frentes: retirar cabo sem uso, corrigir altura de fiação baixa demais e regularizar pontos considerados críticos, onde o emaranhado de fios de empresas diferentes vira problema de estética e também de segurança.

Descobrir de quem é cada cabo costuma ser o obstáculo prático desse tipo de mutirão. Como vários provedores dividem a mesma estrutura de postes, nem sempre fica óbvio quem deveria ter removido o quê antes, e é aí que entra a mediação da prefeitura com a CEMIG, dona da maior parte dos postes da cidade. O mutirão contra fios irregulares acontece em paralelo a outra frente de infraestrutura tocada pela gestão municipal, como o reajuste recente na tarifa de água e esgoto.

Quais bairros já passaram pelo mutirão

As primeiras etapas, entre 16 de junho e 1º de julho, começaram no bairro Serra Negra. Depois, a equipe seguiu para o Morada do Sol, onde ocorreram as duas etapas mais recentes, concluídas em 17 de julho. A prefeitura não informou, até a publicação desta matéria, quais bairros entram na próxima fase nem uma data para encerrar o mutirão.

Fio solto e cabo abandonado em altura baixa são queixa recorrente em cidades que ganharam operadora de internet nova quase todo ano, sem que a estrutura antiga fosse sempre retirada depois. O resultado é o emaranhado que já virou piada em foto de rede social, mas que também é motivo real de acidente, como enroscar em caminhão alto ou cair sobre quem passa na calçada num dia de vento forte.

Por que a retirada dos fios irregulares é obrigatória

A remoção de cabos sem uso não é apenas questão de estética urbana. Operadoras de telecomunicações e distribuidoras de energia que compartilham a mesma estrutura de postes têm a obrigação de retirar a fiação desativada, conforme normas conjuntas da Anatel e da Aneel sobre o compartilhamento de infraestrutura. Mutirões como o de Patrocínio ganharam força justamente para cobrar esse ordenamento das redes aéreas, reduzindo o risco de acidentes com fios irregulares baixos ou rompidos, além de facilitar futuras manutenções na rede elétrica da cidade.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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