A bandeira amarela em setembro vai continuar pesando na conta de luz de quem mora em Patrocínio e no restante do Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou na sexta-feira (28) que a cobrança extra segue valendo no mês que vem, o quinto mês seguido com essa classificação.

Quanto custa a bandeira amarela em setembro

Com a bandeira amarela, o consumidor paga um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, o equivalente a R$ 0,01885 por kWh. O valor final na fatura varia de acordo com o consumo de cada casa ou estabelecimento: quanto maior o gasto de energia no mês, maior o impacto da bandeira no total a pagar.

O sistema de bandeiras tarifárias tem quatro níveis, e cada um representa um custo adicional diferente:

  • Verde: sem cobrança extra.
  • Amarela: acréscimo de R$ 0,01885 por kWh.
  • Vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
  • Vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.

Por que a bandeira amarela em setembro se repete

Segundo a Aneel, a bandeira amarela está em vigor desde maio e reflete condições menos favoráveis para a geração de energia no país. Isso costuma acontecer quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos por causa da estiagem, obrigando o sistema elétrico a acionar usinas termelétricas para complementar o fornecimento. Como a energia gerada nessas usinas custa mais caro, esse valor extra é repassado ao consumidor pela bandeira tarifária.

O mecanismo existe desde 2015 e funciona como um aviso mensal: ele informa ao consumidor, com antecedência, se a energia daquele mês vai custar mais caro do que o previsto na tarifa normal, sem esperar o reajuste anual da distribuidora.

Sede da Cemig em Belo Horizonte, distribuidora que atende Patrocínio e cobra a bandeira amarela em setembro
Sede da Cemig, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia em Patrocínio. Foto: Andrevruas/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O que muda para quem mora em Patrocínio

Em Patrocínio, a distribuição de energia é feita pela Cemig, e a bandeira tarifária definida pela Aneel vale igual para todo o estado. Mesmo sem nenhuma mudança na fatura local, o consumidor patrocinense paga a mesma cobrança adicional aplicada em qualquer outro município atendido pela concessionária. A companhia enfrenta outras questões na cidade além da bandeira tarifária: o Ministério Público de Minas Gerais abriu recentemente um inquérito contra a Cemig em Patrocínio, relacionado a problemas na rede elétrica do município.

Para quem quer reduzir o impacto da bandeira amarela na conta, a orientação da Aneel é evitar desperdício e usar os equipamentos elétricos de forma mais eficiente. Não deixar aparelhos ligados sem necessidade e usar o chuveiro elétrico por menos tempo nos horários de pico já ajudam a segurar o total da fatura ao longo do mês.

Como funciona a fiscalização da bandeira tarifária

A definição da bandeira de cada mês cabe exclusivamente à Aneel, que avalia as condições do sistema elétrico nacional antes de anunciar a classificação, sempre no fim do mês anterior. A agência também publica mensalmente os dados que embasam a decisão, o que permite acompanhar a evolução dos custos de geração ao longo do ano. Historicamente, os meses mais secos, entre o fim do inverno e o início da primavera, concentram as bandeiras mais caras, justamente pelo efeito da estiagem sobre os reservatórios.

A Aneel ainda não informou quando a bandeira verde deve voltar a valer, o que depende do volume de chuvas nos próximos meses e da recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional. Até lá, a bandeira amarela em setembro segue sendo a referência para calcular o valor final da conta de luz em todo o país, inclusive em Patrocínio.

O consumidor pode acompanhar qual bandeira está em vigor a cada mês direto na fatura da Cemig, onde a classificação aparece destacada, ou pelos canais oficiais da distribuidora e da própria Aneel. Guardar as contas anteriores também ajuda a comparar o consumo mês a mês e identificar se algum equipamento específico está pesando mais na conta do que o esperado.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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