Estudantes da Escola Estadual Dalva Stela de Queiroz, em Patrocínio, criaram profissões que não existem no mercado de trabalho, mas poderiam existir, para entender o que faz um profissional ser bem preparado hoje em dia. A atividade fez parte da Feira das Profissões Fictícias, realizada em 18 de agosto, com o apoio da ACIP/CDL por meio do Programa Emprega+.
A analista de RH Eloisa Cunha, da ACIP/CDL, acompanhou a feira, que teve como tema “Competências Essenciais para o Mundo do Trabalho”. A proposta levou os alunos a pensar sobre as transformações do mercado antes de entrar nele, em vez de só escolher entre as profissões já conhecidas.
Como funcionou a Feira das Profissões Fictícias
Sete grupos de estudantes do Ensino Médio tiveram o desafio de inventar uma profissão inteira: nome, origem, atividades do dia a dia e os problemas que ela resolveria para a sociedade. Entre as ideias apresentadas estavam um guia de turismo espacial e um investigador de crimes virtuais, cada uma com cartaz, slide de apresentação na lousa digital da sala e explicação oral para o restante da turma.


A escolha de trabalhar com profissões que não existem, em vez de pedir que os alunos pesquisassem carreiras já conhecidas, tem uma lógica por trás: obriga o grupo a pensar do zero em qual problema real a profissão resolveria, e não apenas repetir informações prontas sobre uma carreira existente. Isso aproxima o exercício da Feira das Profissões Fictícias do tipo de raciocínio que o mercado de trabalho cobra hoje, quando funções inteiras mudam ou somem em poucos anos.
Depois de criar a profissão, cada grupo também precisou pensar no perfil de quem trabalharia nela: quais competências seriam indispensáveis, quais seriam só desejáveis e quais atrapalhariam alguém a exercer a função. Esse exercício de separar o essencial do secundário é parte do que a feira chamou de “competências essenciais para o mundo do trabalho”.
Etapas práticas: seleção, preparação e disciplinas escolares
Além de inventar a profissão em si, a Feira das Profissões Fictícias incluiu etapas práticas ligadas ao processo real de contratação. Os estudantes simularam parte de um processo de seleção de candidatos e discutiram estratégias de preparação para quem quisesse seguir carreira nas profissões que tinham acabado de criar.
A atividade também pediu que os grupos identificassem quais disciplinas da grade escolar mais contribuiriam para formar um profissional na área imaginada. A ideia é que o exercício, mesmo lidando com profissões fictícias, ajude os estudantes a enxergar utilidade prática nas matérias que já cursam.
O que é o Programa Emprega+ da ACIP/CDL
O Emprega+ é o programa da ACIP/CDL voltado à orientação e ao desenvolvimento profissional em Patrocínio, com ações que vão de capacitações a parcerias com escolas da cidade, como a participação na Feira das Profissões Fictícias. A lógica por trás dessas ações é preparar candidatos e futuros profissionais antes que eles cheguem ao mercado de trabalho, não só quando já estão em busca de emprego.
Ao final da atividade, a ACIP/CDL parabenizou os estudantes pela criatividade nas profissões inventadas e pelas reflexões levantadas durante as apresentações. Para a entidade, é esse tipo de parceria com escolas que dá corpo ao lado formativo do Emprega+, além das ações voltadas diretamente a quem já procura emprego.

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