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Política

Ata do Republicanos evita citar Cleitinho, mas deixa porta aberta

Documento registrado pela legenda em Minas garante candidatura própria sem citar o senador, que segue tentando reverter o veto de Marcos Pereira.

Senador Cleitinho, personagem central da ata do Republicanos que garante candidatura em Minas
Senador Cleitinho, personagem central da ata do Republicanos que garante candidatura em Minas

O Republicanos de Minas Gerais formalizou nesta semana uma ata do Republicanos que garante candidatura própria da legenda aos cargos de governador, vice-governador e senador, sem citar nominalmente o senador Cleitinho Azevedo. O documento, no entanto, não fecha a porta para o senador: mantém o partido livre para decidir o nome da chapa até o prazo final de registro, no dia 15 de agosto.

A ata é resultado de uma reunião da Comissão Provisória Estadual do Republicanos na tarde de quarta-feira (5/8) e foi levada à Justiça Eleitoral logo em seguida. O texto delega ao presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, a decisão final sobre quem disputará o governo de Minas Gerais, a vice-governadoria e uma das vagas ao Senado.

Um impasse que já dura semanas

A indefinição em torno de Cleitinho não é recente. Ele deveria ter sido lançado candidato na convenção estadual do Republicanos, em 25 de julho, mas não compareceu ao evento: uma semana antes, seu irmão caçula, Matheus Azevedo, havia morrido de leucemia. O presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, disse na ocasião que não pressionaria o senador a decidir.

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Essa postura mudou dias depois. Em 28 de julho, Cleitinho publicou um vídeo feito com inteligência artificial em que “conversa” com o pai e o irmão falecidos, dizendo que seguiria “na missão”. No dia seguinte, o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, deu prazo até o fim daquele dia para uma definição. Horas depois, o Republicanos publicou nota colocando a candidatura de Cleitinho em dúvida.

Na noite do mesmo 29 de julho, o senador confirmou em coletiva de imprensa em Divinópolis que seria candidato. No dia seguinte, se reuniu por mais de cinco horas com a cúpula do partido em São José dos Campos (SP), sem chegar a um acordo. Na segunda-feira (3/8), publicou um novo vídeo, dessa vez ao lado de Pettersen e Marcos Pereira, anunciando que desistia da candidatura, chorando e pedindo perdão por causa do estado emocional após a morte do irmão.

Reviravolta que antecedeu a ata do Republicanos

A desistência durou menos de 24 horas. Na terça-feira (4/8), durante a convenção nacional do Republicanos em Brasília, Cleitinho voltou atrás e pediu publicamente ao presidente do partido para retomar a candidatura: “Quem nunca foi e voltou? Levante a mão, por favor. Peço ao presidente que me dê a vaga, que eu não vou decepcionar o povo mineiro”.

Marcos Pereira rebateu o pedido citando os sucessivos adiamentos do senador: “Eu seria irresponsável com o povo de Minas ao colocar o estado nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa, cinco minutos depois pensa outra”. Foi nesse cenário de instabilidade que a ata do Republicanos sem o nome de Cleitinho acabou registrada.

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Senador Cleitinho durante sessão no Senado, personagem central da ata do Republicanos
Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Foto: Senado Federal

Aro, Falcão e a frente ampla em construção

Enquanto o impasse não se resolve, um grupo de aliados trabalha para viabilizar uma frente ampla de centro-direita em Minas Gerais, reunindo Republicanos, PL, PP e União Brasil em torno de Cleitinho. Participam da articulação o senador Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão e o ex-secretário de Governo Marcelo Aro.

A composição esbarra em divergências internas: Cleitinho quer Falcão como vice, enquanto PP e União Brasil defendem que o Senado fique com Aro. A própria ata do Republicanos prevê essa possibilidade ao autorizar o partido a apoiar candidato de outra sigla ao Senado, caso a legenda não lance dois nomes próprios para a disputa.

Com o prazo de registro de candidaturas se encerrando às 19h do dia 15 de agosto, o Republicanos ainda tem margem legal para revisar a decisão e incluir o nome de Cleitinho, caso um acordo seja fechado antes disso. A situação segue diretamente ligada à possibilidade de Falcão assumir a cabeça de chapa, caso o impasse com Cleitinho não seja resolvido.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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