Verba de publicidade da Globo no governo Lula: R$ 274,4 milhões desde 2023, mais que o triplo do período Bolsonaro
Os dados da Secom colocam a Globo no topo do ranking, com alta de 228% sobre o governo anterior. O percentual de 56% citado em vídeo nas redes não foi encontrado.

A verba de publicidade da Globo no governo Lula soma R$ 274,4 milhões entre janeiro de 2023 e outubro de 2026, segundo levantamento com dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). O valor é 228% maior que o recebido pela emissora nos quatro anos do governo Bolsonaro, ou seja, mais que o triplo, e coloca a Globo no topo do ranking de veículos. Outro levantamento, que chega a junho de 2026, aponta R$ 267 milhões, o equivalente a 25,6% de toda a verba publicitária executada pela Secom no período. A Folha não encontrou manifestação da Globo nem da Secom sobre os números.
O tema voltou ao debate depois que circulou nas redes um vídeo que liga a verba federal à briga entre a emissora e Flávio Bolsonaro sobre uma entrevista. A Folha separa abaixo o que os números confirmam, o que não foi encontrado e o que ainda falta saber.
Quanto a Globo recebeu de publicidade do governo federal
O levantamento com dados da Secom, divulgado em 13 de outubro, aponta R$ 274,4 milhões para a Globo de janeiro de 2023 a outubro de 2026. Em ano eleitoral, a verba dirigida à emissora chegou a R$ 63,2 milhões até outubro, contra R$ 40,2 milhões em 2022, uma alta de 57%. A matéria que apresenta o ranking mostra a Globo em primeiro lugar, com o SBT, por exemplo, em cerca de R$ 71 milhões.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Já o levantamento do Poder360, divulgado em 28 de junho, considera os três primeiros anos e meio do terceiro mandato e chega a R$ 267 milhões. Esse número corresponde a cerca de 25,6% de toda a verba de publicidade executada pela Secom. O estudo não inclui estatais como Petrobras e Banco do Brasil, nem ministérios, porque esses dados não são divulgados de forma centralizada desde 2017. As diferenças entre os valores vêm do período e da metodologia, e não de uma contradição entre as fontes.

O que o vídeo afirma e o que não foi encontrado
O vídeo diz que a fatia da Globo na propaganda federal de TV dobrou de 28% para 56% no primeiro ano do terceiro mandato de Lula. A Folha não encontrou esse percentual nas fontes consultadas. O número achado depende da base de cálculo: 25,6% de toda a verba da Secom, no levantamento do Poder360. Como a base do vídeo não foi informada, a Folha não reproduz os 56% como fato.
O vídeo também afirma que a verba é “mais que o triplo” da do governo Bolsonaro. Essa parte tem respaldo: a alta de 228% sobre os quatro anos anteriores equivale a 3,28 vezes o valor. A Folha não encontrou o número absoluto do período Bolsonaro nas reportagens consultadas, só o percentual. E a Folha não confirma as conclusões políticas do vídeo, que são opinião de quem o produziu.
A briga da entrevista e a posição de Flávio
O vídeo usa a verba como pano de fundo para a discussão sobre a entrevista que Flávio disse ter combinado com a Globo. A Folha mostrou, em a versão de Flávio sobre a entrevista sem cortes, que ele afirma ter aceitado o convite com a condição de a conversa ir ao ar na íntegra, e que a emissora desistiu. A Folha não encontrou, até agora, a versão da Globo sobre esse ponto. Em a análise da pauta do Fantástico sobre Janones, a Folha registrou outra crítica à cobertura do programa, e, em a fala de Mônica Waldvogel sobre a derrota de Flávio, a repercussão de um comentário feito ao vivo na GloboNews.
Alpha for MenInformações oficiais sobre os gastos de publicidade do governo federal ficam no portal da Secom.
O que a Folha ainda não sabe
Faltam a posição da Globo e da Secom sobre os valores, o número absoluto do período Bolsonaro e a base exata dos 56% citados no vídeo. A Folha atualiza esta reportagem quando houver resposta ou o dado oficial.
Ilustração gerada por IA (Gemini). Não é foto do fato.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






